Lesão na virilha: um médico deve ser consultado imediatamente
Um simples movimento de pisar em falso ou um esforço extra na hora de exercitar pode termina em uma lesão na virilha, o que é muito comum em atletas profissionais, mas também nos desportistas amadoras e entre aqueles que não praticam exercício físico...
Um simples movimento de pisar em falso ou um esforço extra na hora de exercitar pode termina em uma lesão na virilha, o que é muito comum em atletas profissionais, mas também nos desportistas amadoras e entre aqueles que não praticam exercício físico regular, mas vez por outra arriscam, por exemplo, uma partida de futebol com os amigos. A lesão na virilha pode trazer dificuldade na mobilidade, dor e muitas vezes é preciso um longo tempo para curar.
É comum que o paciente sinta fisgadas ao andar
Segundo o ortopedista e especialista em medicina esportiva João Marcelo, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – os sintomas são dor ao longo do interior da coxa (principalmente na área onde o osso pélvico se encontra com a parte interna da coxa) e é comum que o paciente sinta fisgadas ao andar ou ao apertar ou separar as pernas. “É muito importante tratar adequadamente, para eliminarmos o inchaço e a inflamação e para o eficaz desenvolvimento de tecido cicatricial. Um médico deve ser consultado, sempre, para um eficaz diagnóstico e tratamento. É preciso, primeiro, descartar a possibilidade de uma hérnia”, explica o médico. Mais uma vez inovando, o CREB está realizando a avaliação isocinética muscular computadorizada, que detecta desequilíbrios musculares e tendinosos ao redor dos quadris e dos joelhos.
O tratamento inclui uso de medicamento e medidas fisioterapêuticas. No CREB, é utilizado protocolos que podem incluir hidroterapia, acupuntura e pilates terapêutico. “O descanso é essencial, para não agravar a lesão. Também usamos gelo na região afetada, a cada três horas, por um período de 15 a 30 minutos. Alongamentos são importantes, assim como fortalecer a musculatura. É fundamental que o paciente não pense que pode se tratar sozinho, tomando anti-inflamatórios por conta própria. A lesão na virilha pode se intensificar. Somente um médico fará o diagnóstico certo e irá propor o melhor tratamento”, finaliza o Dr. João Marcelo.
Vitamina D é fundamental para quem tem osteoporose
A ingestão de cálcio é fundamental no tratamento da osteoporose. Seja através de uma alimentação balanceada e rica neste elemento ou mesmo por meio de comprimidos, o paciente deve consumir 1 mil miligramas de cálcio diariamente, afirma o especialista em osteoporose, o Dr. Bernardo Stolnicki, ortopedista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
“Muitos médicos receitavam dois comprimidos diários de cálcio, totalizando 1 mil miligramas, o que garantiria a ingestão da quantidade correta do elemento. Assim, mesmo que o paciente não buscasse uma alimentação rica em cálcio, estaria seguindo as necessidades do tratamento. Mas chegou-se a discutir que pacientes que ingeriam dois comprimidos diários de 500 miligramas cada de cálcio tinham o risco de doença cardíaca aumentado. Após muitos estudos, chegou-se a conclusão de que isso não era verdade, mas o lado positivo desta polêmica é que os médicos passaram a dividir a ingestão de cálcio, prescrevendo metade em comprimido e a outra metade na alimentação, o que é muito saudável”, explica o médico, citando o leite e seus derivados, o salmão e verduras como fontes de cálcio.
Segundo ele, pacientes que têm nível normal de vitamina D no organismo, porém, só precisam de 500 miligramas de cálcio diariamente. “A vitamina D é muito importante na mineralização óssea. É ela quem leva o cálcio para o osso, é a condutora. E hoje sabemos que pacientes idosos que tomam vitamina D melhoram o tônus muscular e o equilíbrio”, diz.
Contra a dor, caminhe
Não é segredo que praticar exercícios físicos regularmente contribui para uma melhor qualidade de vida. Mas novos estudos indicam que dores nos músculos e nos ossos podem ser combatidos com exercícios. Até quem não gosta de malhar pode investir na caminhada: uma excelente opção de atividade de baixo impacto que pode ser adotada pela maioria das pessoas, inclusive da terceira idade, para combater a dor.
Mais de 300 doenças afetam os ossos e os músculos, como a fibromialgia, a osteoporose, a lombalgia, a osteoartrite, entre tantas outras. Caminhar está ao alcance de qualquer um e não depende de grandes investimentos. Além de ganhar condicionamento físico, a pessoa já sente a intensidade das dores reduzida nas primeiras caminhadas.
No início, a caminhada pode ter intensidade moderada e, com o tempo, os exercícios podem ser intensificados. Já tempo e distância dependem do condicionamento físico de cada pessoa.
Muitas pessoas se adaptam rapidamente à caminhada e melhoram significativamente após o início desta prática. É comum a pessoa sair para caminhar com algum desconforto e voltar sem dor alguma – afirma o médico do CREB.
Segundo ele, os movimentos provocados pela caminhada aumentam os níveis de endorfina no sangue. Assim, a percepção da dor diminui. Já o alongamento e o relaxamento da musculatura aliviam a tensão no local e a dor desaparece. Além disso, qualquer exercício ajuda a fortalecer os músculos para que trabalhem melhor na sustentação dos ossos. Os movimentos melhoram o funcionamento das articulações e aumentam a lubrificação nas cartilagens, aliviando dores nos ossos.
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