Corrida de rua: é preciso utilizar o tênis correto, para o seu tipo de pisada
A corrida de rua se popularizou muito nos últimos anos, por ser um esporte barato e que traz bons resultados para o seu praticante.
Mas é preciso ter muito cuidado para não transformar o desejo de entrar em forma em problemas físicos: não são todos os que estão aptos para essa atividade e, entre aqueles que podem se dedicar ao esporte, é preciso utilizar o tênis correto.
“As pessoas pensam que basta ter tempo e um espaço para correr, e pronto. Não é bem assim. É fundamental consultar um médico, para avaliar se esse é o esporte adequado para a pessoa. Outro ponto fundamental, que pouca gente dá importância, é a escolha do tênis correto. Não basta comprar um tênis caro e da moda, cheio de recursos. É preciso utilizar o tênis correto, adequado à pisada do praticante de corrida”, explica a ortopedista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia, Danielle Soares Morel.
Antes de começar a correr, diz a médica, é prec iso fazer uma avaliação com um especialista. Se a pessoa estiver apta para optar pela corrida, é hora de escolher o tênis adequado. “Existem três tipos de pisada: a neutra, a supinada e a pronada, cada uma com suas variações, como leve, moderada e intensa. Alguns fabricantes de tênis oferecem produtos direcionados para cada tipo de pisada”, afirma ela.
Exame para detectar o tipo de Pisada
Para descobrir o tipo de pisada e melhorar a performance do atleta e mesmo para não atletas eliminar dores no pé, é realizado um exame, que o CREB oferece, chamado baropodometria dinâmica computadorizada, que avalia tridimensionalmente o movimento. A maioria dos planos cobre esse exame. “Não basta investir em um tênis caríssimo, de marca e da moda. Daí começam a surgir bolhas, calos, dores no pé, no joelho, até na coluna. E o problema pode se transformar em uma hérnia de disco, por exemplo. Por isso é fundamental consultar um médico antes de iniciar qualquer atividade física”, finaliza a ortopedista.
Dor lombar pode estar associada ao pé chato
Um recente estudo identificou que mulheres com pés chatos estão mais propensas a desenvolver dor lombar
Um recente estudo norte-americano identificou que mulheres com pés planos (chatos) estão mais propensas em até 50% a desenvolver dor lombar, se comparadas a mulheres que não apresentam alterações no arco plantar e na forma de pisar.
Os pesquisadores examinaram pés de 1.930 pacientes, incluindo homens e mulheres, através da análise dinâmica da pisada, utilizando esteira com sensores de pressão, teste conhecido como baropodometria dinâmica computadorizada. Os resultados do estudo também indicaram uma maior associação entre a presença de dor lombar em mulheres com pisada do tipo pronada e supinada.
“A análise da marcha é fundamental para a prevenção de lesões nas articulações dos pés, tornozelos, joelhos, quadris e coluna lombar. A melhor forma de realizar essa análise é através do exame denominado baropodometria dinâmica, que fornece uma avaliação detalhada e individual da marcha”, explica o Dr. Haim Maleh, reumatologia e fisiatra do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – e professor de reumatologia da UFRJ.
Segundo ele, a correção da pisada deve ser sempre feita de forma individual, e orientada por um médico especializado. “No CREB, dispomos de uma moderna estrutura e equipamento apropriado para essa análise. Procure seu ortopedista, reumatologista ou fisiatra para maiores informações”, finaliza ele.
Joanete, a mais comum patologia do pé
Na verdade, é um desvio do primeiro metatarsiano (osso do pé) e das falanges (ossos dos dedos), que se expressa como uma espécie de saliência lateral do pé.
“O joanete é a mais comum patologia do pé adulto. Embora raro, também pode acontecer entre crianças e jovens. Essa deformidade acontece a partir de desalinhamentos articulares e desequilíbrios musculares, causando mais posicionamento dos ossos. E suas causas vão desde a predisposição genética até o uso regular de calçados inadequados, principalmente sapatos de bicos finos e de salto alto”, explica o fisiatra Antônio d’Almeida, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia.
A estimativa é de que 33% da população das grandes cidades tenham algum tipo de deformidade nos pés, as a incidência do joanete entre aqueles que não têm o hábito de usar calçados fechados, como os índios, cai para 2%. E segundos essas mesmas estatísticas, para cada cinco mulheres, um homem desenvolve o joanete.
“Pode haver uma natural predisposição para o aparecimento da deformidade, mas o uso prolongado de sapatos de bico fino e de salto alto acaba por acelerar o surgimento do joanete. Também por isso temos essa relação de cinco mulheres para cada homem que tem joanete”, explica ele.
Dores e incômodo regular são as queixas mais comuns entre aqueles que têm joanete. Evitar sapatos de salto alto e bico fino e, no caso de homens, sapatos apertados, que mal acomodam os pés, é o primeiro passo para prevenir o aparecimento do joanete. Os médicos também recomendam o uso de órteses (como pequenas almofadas) entre o dedão e o segundo dedo, e o uso de sapatos de qualidade, confortáveis.
O que o paciente precisa saber, no entanto, é que não basta tratar somente do pé, já que é um conjunto de desequilíbrios que está contribuindo para o aparecimento da deformidade. Um moderno exame, indolor, não invasivo e de grande confiabilidade, que ajuda a identificar esses problemas, é a baropodometria dinâmica, que avalia os pés parados e em movimento e está disponível no CREB.
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