Reumatologista do CREB explica o que é Gota
Reumatologista do CREB explica o que é Gota
A gota é uma doença reumatológica, caracterizada pelo depósito de cristais de ácido úrico nas articulações. Segundo o reumatologista Sebastião Carlos Ferreira da Silva, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia – trata-se de uma doença metabólica, já que está geralmente associada a altos níveis de ácido úrico no sangue.
“A gota também é uma doença inflamatória, pois à medida que os cristais de ácido se depositam nas articulações, resulta num quadro de artrite”, pontua o médico do CREB. Ele ressalta que os sintomas da doença geralmente se iniciam pelas articulações dos membros inferiores, sendo que a articulação do primeiro dedo do pé é a primeira a ser acometida. “A artrite aguda, com dor, calor e vermelhidão dessa articulação é denominada de podagra, sendo de início súbito, geralmente no período da noite”, explica.
O Dr. Sebastião alerta que há alimentos que aumentam os níveis de ácido úrico no sangue, podendo precipitar um quadro de gota: carne vermelha, frutos do mar e miúdos, como, por exemplo, coração de galinha. Bebidas alcoólicas, pontua, também podem provocar tal precipitação.
“A gota é caracterizada por períodos de crise aguda de artrite com duração de cinco a sete dias. Com a progressão da doença, cristais de ácido úrico acumulam em algumas articulações, tais como cotovelos, tornozelos, formando os denominados tofos. Existe diagnóstico e tratamento para doença sendo necessário a avaliação reumatológica para que haja um controle da doença”, finaliza ele.
Artrose: tratamento atua sobre os sintomas e devolve a qualidade de vida perdida
A artrose é uma doença que não tem cura, mas a boa notícia é que seus sintomas podem ser tratados e o paciente pode recuperar a qualidade de vida perdida. Trata-se do desgaste da cartilagem que recobre as extremidades dos ossos, e esse desgaste não p...
A artrose é uma doença que não tem cura, mas a boa notícia é que seus sintomas podem ser tratados e o paciente pode recuperar a qualidade de vida perdida. Trata-se do desgaste da cartilagem que recobre as extremidades dos ossos, e esse desgaste não pode ser reposto. “Essa cartilagem tem como objetivo promover uma espécie de deslizamento entre duas extremidades ósseas, eliminando atritos durante o movimento de uma articulação”, explica o Reumatologista Antonio D’Almeida, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
No Brasil, a artrose acomete ao menos 15 milhões de pessoas. Segundo o Ministério da Saúde, é a quarta doença que mais diminui a qualidade de vida das pessoas para cada ano vivido. “No começo, a cartilagem fica mais áspera e aumenta o atrito durante a movimentação de uma articulação. Depois, em uma fase mais grave, essa cartilagem é destruída, chegando a desgastar o osso”, afirma o Reumatologista do CREB.
O principal sintoma da artrose no joelho é a dor ao caminhar, correr ou na prática de exercícios. Muitas vezes, o local apresenta inchaço e até deformação. No caso da atrose nas mãos, há deformidade e inchaço das articulações entre os dedos, dor no punho e nos dedos e sensação de fraqueza nas mãos. No ombro, a dor pior com o movimento, pode apresentar falta de força no braço, sensação de formigamento ou inchaço, além de dificultade de levantar o braço. Na coluna cervical, a artrose provoca dor na região do pescoço, que pode impedir sua movimentação, além de sensação de formigamento e alteração de sensibilidade nos braços, ombros e na face também.
O Dr. Antônio diz que os principais fatores para o desenvolvimento da artrose são: idade acima dos 60 anos, sexo feminino, obesidade, traumas nas articulações, doenças musculares, excesso de movimento das articulações, predisposição genética, prática de exercícios de alto impacto e diabetes mellitus, além de deformidades ósseas. O tratamento inclui uso de medicamento, fisioterapia e exercício físico orientado. “Adotamos protocolos que incluem acupuntura, hidroterapia, RPG e pilates terapêutico, o que têm demonstrado muito sucesso na recuperação da qualidade de vida dos pacientes. É importante atuar sobre os sintomas. Ninguém precisa viver com dor e limitado”, finaliza ele.
RPG: reeducação postural traz equilíbrio e normaliza funções musculoesqueléticas
A técnica de RPG engloba uma série de procedimentos terapêuticos, tendo como base os conceitos de cadeias musculares e posturamento, associados a recursos manuais miofasciais, articulares e dinâmicos.
É uma ação fisioterapêutica que age sobre o equilíbrio biomecânico, restabelecendo o eixo postural fisiológico e normalizando a função musculoesquelética e, consequentemente, a postura.
A combinação dos procedimentos miofasciais, articulares e a cinesioterapia integral permite “preparar” o corpo para a colocação e evolução nas posturas cujo principal objetivo é o de eliminar as retrações das cadeias musculares através de um distensionamento lento, progressivo e gradual.
Segundo a fisioterapeuta Elaine Mattos Senna, staff do serviço de reabilitação física do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia, a RPG é indicada para desvios de coluna, cervicalgias, lombalgias, má postura, labirintite, bursites e tendinites, distúrbios digestivos e circulatórios, problemas nos joelhos, pés, dores musculares, enxaquecas, estresses, asma e bronquite, entre outras. “A RPG se adapta a qualquer paciente, porém, devemos dispensar atenção especial aos portadores de neoplasias, osteoporose severa, cardiopatias e gestantes, entre outros”, diz ela.
O fisioterapeuta André Flávio S. de Sá, também staff do CREB, acrescenta que nos protocolos utilizados pela clínica costuma-se acrescentar ao RPG alguns outros métodos para ajudar a melhorar o quadro de dor e oferecer melhor relaxamento.
“A técnica pode ser usada em pacientes de todas as idades. As posturas visam restabelecer o equilíbrio entre força, flexibilidade e consciência corporal, proporcionando alivio de dores e bem estar imediato ao final de cada sessão”, diz ele.
"Dentro da minha experiência com RPG é possível perceber que tratamos a causa do problema, e não apenas os sintomas. O método corrigi lesões e deformações do corpo, além de ajudar a ensinar o paciente a se colocar de forma correta, realizando trabalho respiratório, curando lesões e evitando recidivas das mesma e proporcionando melhor equilíbrio. É um tratamento global, voltado para cada paciente de forma individual"
afirma a fisioterapeuta Juliana Gusmão, também do CREB.
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