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Antes de iniciar uma atividade física, obeso deve se consultar com um médico

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O Brasil está mais obeso. É o que comprovou uma pesquisa promovida pelo Ministério da Saúde.

Com 54 mil brasileiros de todo o país, que apontou um crescimento nos índices de pessoas com excesso de peso: antes, 11,4% dos entrevistados tinham índice de massa corporal (IMC) acima ou igual a 30 (obesidade), mas o percentual subiu para 12,9%.

– Atividade física é fundamental para nossa saúde. É imprescindível. E para todos, porém ainda mais para quem tem alto índice de massa corporal. A obesidade é uma porta aberta para inúmeras doenças. Já a atividade física é benéfica para as articulações em geral, para a saúde cardiovascular, para o controle da diabetes e até contra a depressão – afirma o ortopedista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – e médico do time profissional do Flamengo, Dr. João Marcelo.

Segundo ele, a atividade física deve ser regular. O médico do CREB pontua que os obesos que querem deixar o sedentarismo, em busca de saúde, precisam procurar um médico para orientações.

Uma atividade física pode aumentar o impacto do peso do corpo

– Uma atividade física pode aumentar o impacto do peso do corpo de três a cinco vezes. É uma carga muito grande, com grandes chances de lesão, como ruptura do tendão, ligamentos e contraturas musculares, entre outros. É preciso, antes de tudo, avaliar essa pessoa. E orientá-la para evitar problemas – finaliza o ortopedista


Aumento da longevidade traz progressão do número de fraturas

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“O aumento da longevidade faz com que a progressão do número de fraturas seja cada vez mais expressiva. A ocorrência da fratura do quadril, pela sua alta taxa de mortalidade e morbidade e pelo alto custo de tratamento, é o mais importante marcador da...

“O aumento da longevidade faz com que a progressão do número de fraturas seja cada vez mais expressiva. A ocorrência da fratura do quadril, pela sua alta taxa de mortalidade e morbidade e pelo alto custo de tratamento, é o mais importante marcador da efetividade no tratamento da osteoporose. Em países e sistemas que, especialmente na última década, vêm investindo na prevenção da osteoporose e de suas consequências, o número de fraturas do quadril vem diminuindo. O que eles têm em comum é a prevenção secundária de fraturas, ou seja, evitar a fratura seguinte. Visto que metade dos pacientes que tiveram uma fratura do quadril teve uma fratura prévia e que os tratamentos disponíveis provaram ser extremamente eficientes para diminuir fraturas subsequentes, boa parte das fraturas de quadril é evitável. É nesse cenário que o ortopedista desempenha um papel preponderante”.

O alerta é do ortopedista Bernardo Stolnick, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – e coordenador do CREB Prevrefrat – Programa de Prevenção a Refatura da clínica. Segundo ele, a osteoporose é uma doença óssea caracterizada pelo comprometimento da resistência óssea que predispõe a um aumento do risco de fratura. “A fratura por fragilidade óssea é a maior expressão clínica dessa doença. Fratura por fragilidade é definida pela Organização Mundial de Saúde como “uma fratura causada por um trauma que seria insuficiente para fraturar um osso normal, resultado de uma redução da resistência compressiva ou torsional”. Do ponto de vista clínico poderia ser definida como uma fratura que ocorre como o resultado de um trauma mínimo, como uma queda da própria altura ou menor ou por trauma não identificado. As fraturas por fragilidade típicas incluem vértebras, fêmur proximal (quadril), rádio distal e úmero proximal”, explica o Dr. Bernardo.

Pelas estatísticas, um paciente com fratura por baixo trauma do punho, quadril, úmero proximal ou tornozelo tem quase quatro vezes maior risco para fraturas futuras. Pacientes com uma fratura vertebral terão novas fraturas vertebrais no prazo de três anos, muitos já no primeiro ano. Um paciente com uma fratura vertebral tem quase cinco vezes mais risco de uma futura lesão semelhante e o dobro do risco para fratura do quadril e outras fraturas não vertebrais. E pacientes que sofreram fratura do punho têm quase duas vezes o risco relativo de uma futura fratura do quadril.

“Fraturas secundárias ocorrem rapidamente após a primeira fratura. O risco de fraturas subsequentes parece ser maior, logo após uma fratura, especialmente no primeiro ano. Pacientes que tiveram uma fratura do quadril formam o grupo de maior risco para fraturas futuras e devem ser priorizados para avaliação e início de tratamento para evitar outras fraturas secundárias. Ao contrário do que se possa imaginar, esses pacientes podem se beneficiar muito do tratamento. Iniciativas para evitar fraturas secundárias (subsequentes) devem ser oferecidas a todo homem e mulher acima dos 50 anos que tiveram fraturas por fragilidade, pois essas fraturas podem preceder uma fratura do quadril no ciclo que uma fratura conduz a outra (“cascata fraturária”). Uma fratura por fragilidade inicial é o suficiente para requerer uma avaliação que inclui medição da densidade mineral óssea com avaliação do risco de fratura e início de tratamento, se não houver alguma contraindicação formal”, afirma o médico do CREB.


RPG é uma excelente opção para a terceira idade, com correção da postura

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RPG é uma excelente opção para a terceira idade, com correção da postura

Conhecida como RPG, a Reeducação Postural Global pode ser uma excelente opção para a terceira idade. Além das dores frequentes nas articulações, o idoso sofre com limitações de movimento, alterações posturais, dificuldade de manter o equilíbrio, alteração na coordenação motora, diminuição na força e flexibilidade dos músculos, rigidez das articulações, dificuldade de locomoção, etc. Todos esses problemas interferem no bem estar geral do idoso e muitas vezes estão associados a outras patologias importantes como diabetes, cardiopatias, doenças renais, doenças respiratórias, artrose, problemas de visão e outros. Para suprir as deficiências causadas pelos fatores acima citados, o idoso incorpora uma postura completamente alterada, mas que pode ser aos poucos corrigida, respeitando as compensações que são inerentes ao envelhecimento.

Segundo o fisiatra e reumatologista Haim Maleh, também professor de reumatologia da Universidade Federal Fluminense (UFF), a RPG é um método da Fisioterapia que avalia e trata os pacientes de forma individual, respeitando as particularidades de cada organismo e buscando as causas que originam os problemas.

  • A RPG atua sobre os aspectos estático e o dinâmico. O aspecto estático prevê a correção e melhora das alterações posturais. O aspecto dinâmico trabalha visando melhorar a coordenação motora e o equilíbrio, ajudando na realização de movimentos do dia a dia de forma mais independente e segura, como andar, sentar, deitar, levantar, movimentar os braços e a cabeça. É excelente para a terceira idade. A RPG promove um bem estar e aumenta a autoestima dos idosos, que percebem claramente uma melhora na sua postura – garante o Dr. Haim.


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