Educando seu paciente sobre a DOR
A dor é a única forma que o corpo tem de se comunicar conosco e mostrar que algo não está bem.
Por Mauricio Garcia
A dor é a única forma que o corpo tem de se comunicar conosco e mostrar que algo não está bem e que é necessário compreender as causas e tratá-las de maneira adequada.
A falta de conhecimento ou informações equivocadas sobre a manifestações da dor, é considerada uma condição muito ameaçadora para o paciente, com perspectivas catastróficas e um comportamento e até mesmo atitudes nada adaptativas e naturalmente, um enfrentamento que frustram as expectativas de melhora desta dor.
A abordagem no tratamento da dor tem hoje um modelo Biopsicossocial, ou seja, fatores biológicos, psicológicos e sociais se combinam e interagem para influenciar a saúde não só física, mas mental, pois o modelo praticado atualmente, aumenta o medo e a ansiedade do paciente.
O objetivo de quem trata da dor é educar o paciente que a função da dor é avisar que seu corpo está em risco para que ele tome alguma atitude. É mais eficiente explicar que a presença de dor, ou mesmo a intensidade da dor, não significam ter uma lesão maior ou menor. O paciente precisa entender que a dor é o resultado de diversos fatores como preocupações, emoções, relação familiar, trabalho, situação econômica. Deve ficar claro que todos esses fatores fazem parte da dor.
O tratamento da dor crônica é absolutamente individualizada, cada dor é a “dor de uma pessoa”, com a sua história, sua origem, seu contexto e seu momento. A dor é subjetiva, mas não é abstrata. Ela é sentida por alguém que precisa ser compreendido e respeitado, e que na maioria das vezes, encontra-se com medo de sua realidade: não entende por que tem dor, teme a causa da dor, teme sua doença, seu tratamento, seu prognóstico, e a própria perspectiva de sentir (ou não) sua dor. Teme a perspectiva de experimentar uma nova (e pior) dor a cada momento, e que talvez não tenha controle.
Tratamento da osteoporose é efetivo, garante pesquisa inglesa
A conceituada revista inglesa The Lancet publicou uma pesquisa, realizada na Inglaterra, sobre um amplo trabalho sistemático de rastreamento no risco de fraturas, com mulheres idosas. Essa pesquisa concluiu a efetividade do tratamento no caso de risc...
A conceituada revista inglesa The Lancet publicou uma pesquisa, realizada na Inglaterra, sobre um amplo trabalho sistemático de rastreamento no risco de fraturas, com mulheres idosas. Essa pesquisa concluiu a efetividade do tratamento no caso de risco de fraturas no quadril. De acordo com a The Lancet, nada menos do que 12.483 mulheres foram identificadas e convidadas a participar da pesquisa e desse total, 6.233 foram escolhidas aleatoriamente a participar e fazer o diagnóstico de osteoporose. O tratamento pra a doença foi indicado para 898 mulheres (14%) destas 6.233 voluntárias.
No Brasil temos mais de 10 milhões de pessoas acometidas por esta doença
Os pesquisadores ingleses acompanharam o grupo por um ano inteiro, e apurou-se que que o uso do medicamento para osteoporose foi maior neste grupo do que no grupo de controle, ou seja, 15% comparado a 4% do grupo de controle. Segundo a The Lancet, “a absorção também foi muito maior neste grupo (78% em 6 meses). Em contra partida, Este rastreio não diminuiu a incidência de fraturas relacionadas a osteoporose e nem de fraturas em geral. O único tipo de fratura que teve redução foi as fraturas de quadril. Além disso, não há evidências de que este tratamento gere diferença na mortalidade, níveis de ansiedade ou mesmo na qualidade de vida do paciente”.
– A pesquisa mostra que há uma maior efetividade em fazer screening populacional e tratar a osteoporose. No Brasil temos mais de 10 milhões de pessoas acometidas por esta doença. A osteoporose é uma doença silenciosa, pois muitas vezes é diagnosticada apenas quando acontece uma fratura. É preciso começar a prevenir desde cedo e tratar o quanto antes, evitando fraturas. Esse é o trabalho que fazemos no Prevrefrat CREB – Programa de Prevenção a Refratura do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – afirma o coordenador deste programa, o ortopedista Bernardo Stolnicki.
Congresso Americano de Reumatologia apresenta novos medicamentos e tratamentos
Congresso Americano de Reumatologia apresenta novos medicamentos e tratamentos
Realizado de 8 a 13 de novembro, em Atlanta, nos Estados Unidos, o Congresso Americano de Reumatologia (ACR- American College of Rheumatology) reuniu especialistas de todo os cinco continentes e apresentou inovações, novos tratamentos métodos diagnósticos e medicamentos na área de reumatologia.
“Uma grande novidade apresentada nesse congresso foi um novo tratamento para artrose moderada a severa de joelho. Um novo fármaco, estudo ainda em fase 3, atua inibindo a vias de osteoproliferação (via wnt), resultando em alívio da dor, redução da inflamação e regeneração da cartilagem. Caso aprovado, o novo fármaco promete ser uma grande opção de tratamento para artrose de joelho”, informa o reumatologista e fisiatra do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – e reumatologista da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Dr. Haim Maleh, que esteve presente ao evento.
Segundo ele, outro ponto de destaque foi o lançamento cada vez mais de drogas biológicas e moléculas cada vez mais guiadas para inibição de interleucinas específicas na artrite reumatoide , artrite da psoríase, lúpus e vasculites. “Também tivemos o lançamento de novas drogas para o tratamento da Gota e da Osteoporose. Essas drogas futuramente devem estar disponíveis no Brasil”, acrescenta o Dr. Haim, que destaca, ainda, a atualização de novos consensos de tratamento, principalmente das vasculites, doenças autoimunes que levam a inflamação dos vasos, com manifestações na pele, rins e pulmões. “Esses novos consensos guiam o reumatologista no esquema de tratamento dessas doenças, que são graves e complexas”, explica ele. O médico do CREB disse que o evento permitiu uma riquíssima troca de experiências, além da oportunidade de aprimoramento profissional, e que replicará aos colegas da clínica todo conhecimento adquirido.
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