Exercício físico em academias: é preciso ter cuidado com possíveis lesões
As academias de ginástica são vistas, na maioria das vezes, como “templos da saúde” e de fato estimulam muita gente a praticar o exercício físico regular.
É preciso, no entanto, muito cuidado para que, ao contrário de fazer bem para a saúde, a academia não acabe se tornando um convite para problemas graves, como lesões nos joelhos, ombros, lombar etc.
“A atividade física é fundamental para todos, não só para aqueles que têm alto índice de massa corporal. Ela é benéfica para as articulações em geral, para a saúde cardiovascular, para o controle da diabetes e até contra a depressão. Realizar atividades físicas é fundamental para a saúde da pessoa. Mas é preciso ter cuidado na opção pelo exercício em academias ou na escolha da prática de um esporte. Uma atividade física pode aumentar o impacto do peso do corpo de três a cinco vezes. É uma carga muito grande, com grandes chances de lesão, como ruptura do tendão, ligamentos e contraturas musculares, entre outros. É preciso, antes de tudo, avaliar essa pessoa. E orientá-la para evitar problemas”, alerta o Médico Ortopedista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia – e membro da Sociedade Brasileira de Medicina Esportiva, Dr. Rodrigo Kaz.
Lesões nos Exercícios de academia
Muito comuns nas programações das academias, por exemplo, podem trazer vários problemas e, segundo pesquisas, 80% das lesões ocorrem nos membros inferiores, entre os quais pernas (incluindo região tibial), panturrilha e tendão do calcâneo. Muito procurado em academias, o spinning também gera lesões: estudos apontam mais de 50% de relatos de dor em joelhos, causadas principalmente por erro no ajuste da altura do banco da bicicleta. Muitos praticantes desta modalidade de exercício também reclamam de dores nas costas, em virtude do ajuste entre o banco e o guidão. A sobrecarga de peso em aparelhos de musculação também aparece como motivo para inúmeras lesões.
Evite o peso excessivo
O peso excessivo e as séries de exercícios constantes e de impacto trazem problemas para as articulações, principalmente para os joelhos. Essas lesões podem acarretar em outros problemas, em diferentes partes do corpo. Com dor no joelho, a pessoa começa a mancar e, consequentemente, sobrecarrega outras articulações, podendo causar dor na coluna e quadril, por exemplo. As tendinites também são comuns e provocadas por trauma ou por esforço físico e são caracterizadas pelo desgaste dos tendões. O principal sintoma é a dor localizada, principalmente após os exercícios – explica o médico do CREB.
Vale lembrar que as academias, em busca das novidades que possam trazer mais alunos, desenvolvem exercícios e atividades físicas inovadoras, com peso, aparelhos, mas a falta de formação especializada na área e até mesmo de estudos científicos que embasem a atividade pode transformá-la numa armadilha e, consequentemente, em lesões. Segundo os especialistas, a principal causa das lesões nos joelhos tem origem na atividade atlética, principalmente com atletas mal condicionados, com preparação deficiente, má coordenação motora e desenvolvimento muscular inadequado.
Para o médico Rodrigo Kaz, a atividade física é muito importante para a saúde, mas deve ser feita sob orientação de profissionais e no menor sinal de dor é preciso procurar um especialista. O CREB é uma das poucas clínicas de reabilitação onde o paciente encontra, no mesmo local, fisiatras, ortopedistas, reumatologistas, fisioterapeutas e toda a estrutura para a prática de protocolos de reabilitação, como de hidroterapia, RPG, Pilates, acupuntura, terapias manuais, TOC ( Terapia por Ondas de Choque), etc, com supervisão de fisiatras.
Artrose: tratamento atua sobre os sintomas e devolve a qualidade de vida perdida
A artrose é uma doença que não tem cura, mas a boa notícia é que seus sintomas podem ser tratados e o paciente pode recuperar a qualidade de vida perdida. Trata-se do desgaste da cartilagem que recobre as extremidades dos ossos, e esse desgaste não p...
A artrose é uma doença que não tem cura, mas a boa notícia é que seus sintomas podem ser tratados e o paciente pode recuperar a qualidade de vida perdida. Trata-se do desgaste da cartilagem que recobre as extremidades dos ossos, e esse desgaste não pode ser reposto. “Essa cartilagem tem como objetivo promover uma espécie de deslizamento entre duas extremidades ósseas, eliminando atritos durante o movimento de uma articulação”, explica o Reumatologista Antonio D’Almeida, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
No Brasil, a artrose acomete ao menos 15 milhões de pessoas. Segundo o Ministério da Saúde, é a quarta doença que mais diminui a qualidade de vida das pessoas para cada ano vivido. “No começo, a cartilagem fica mais áspera e aumenta o atrito durante a movimentação de uma articulação. Depois, em uma fase mais grave, essa cartilagem é destruída, chegando a desgastar o osso”, afirma o Reumatologista do CREB.
O principal sintoma da artrose no joelho é a dor ao caminhar, correr ou na prática de exercícios. Muitas vezes, o local apresenta inchaço e até deformação. No caso da atrose nas mãos, há deformidade e inchaço das articulações entre os dedos, dor no punho e nos dedos e sensação de fraqueza nas mãos. No ombro, a dor pior com o movimento, pode apresentar falta de força no braço, sensação de formigamento ou inchaço, além de dificultade de levantar o braço. Na coluna cervical, a artrose provoca dor na região do pescoço, que pode impedir sua movimentação, além de sensação de formigamento e alteração de sensibilidade nos braços, ombros e na face também.
O Dr. Antônio diz que os principais fatores para o desenvolvimento da artrose são: idade acima dos 60 anos, sexo feminino, obesidade, traumas nas articulações, doenças musculares, excesso de movimento das articulações, predisposição genética, prática de exercícios de alto impacto e diabetes mellitus, além de deformidades ósseas. O tratamento inclui uso de medicamento, fisioterapia e exercício físico orientado. “Adotamos protocolos que incluem acupuntura, hidroterapia, RPG e pilates terapêutico, o que têm demonstrado muito sucesso na recuperação da qualidade de vida dos pacientes. É importante atuar sobre os sintomas. Ninguém precisa viver com dor e limitado”, finaliza ele.
Prefeitura do Rio de Janeiro institui a Semana de Prevenção de Queda nos Idosos
CREB atua há anos nessa área por meio do CREB Prevrefrat O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, sancionou o projeto de lei 815/2018, do vereador Otoni de Paula, instituindo a Semana de Prevenção de Queda dos Idosos no calendário oficial da c...
CREB atua há anos nessa área por meio do CREB Prevrefrat
O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, sancionou o projeto de lei 815/2018, do vereador Otoni de Paula, instituindo a Semana de Prevenção de Queda dos Idosos no calendário oficial da cidade. O evento acontecerá anualmente, de 24 a 30 de junho, quando todos os esforços estarão voltados para divulgar o tema, de grande alcance social. O CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – se sente recompensado e parte dessa conquista, pois há anos divulga essa questão e mantém o CREB Prevrefrat (Programa de Prevenção a Refraturas), criado com a finalidade de ajudar a evitar fraturas de pessoas com osteoporose que tiveram fratura ou que estejam com elevado risco. O programa é, inclusive, chancelado pelo ANS (Agência Nacional de Saúde).
- O Prevrefrat consiste em diagnosticar adequadamente a causa da fratura por fragilidade, estabelecendo diretrizes e parâmetros de tratamento, acompanhamento e monitoração dos resultados, num ambiente multidisciplinar. Uma fratura que ocorre por um pequeno trauma é o indicador mais forte de risco de futura fratura. Se isso ocorreu, é porque o osso está frágil. A causa mais frequente de fragilidade óssea é uma doença chamada osteoporose. Um paciente com fratura por baixo trauma tem quase quatro vezes maior risco para fraturas futuras. Pacientes com uma fratura vertebral terá novas fraturas vertebrais em até três anos. De todas as fraturas, a mais devastadora é a do quadril, por apresentar taxa de mortalidade elevada nos primeiros 12 meses após a fratura. O custo social e econômico das fraturas é bastante elevado. Os Programas de Prevenção a Refraturas, como o nosso, mostraram ser a ferramenta mais eficaz – explica o Dr. Bernardo Stolnick, ortopedista do CREB e coordenador do CREB Prevrefrat.
Vale pontuar que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) prevê que a população idosa do Brasil irá triplicar em 40 anos. Estatísticas apontam que a nossa população idosa sofre pelo menos 4,35 milhões de quedas ao ano. Desse total, apontam os estudos, cerca de 2.175 milhões (50%) resultam em algum tipo de lesão, das quais 10% (217 mil) são lesões graves. Além de representar importante causa de mortalidade entre adultos, jovens e idosos, as quedas levam um maior risco de declínio da independência funcional e aumento da necessidade de hospitalização e de institucionalização, onerando os serviços de saúde.
- Trata-se de um problema muito sério. O CREB Prevrefrat existe justamente por conta disso, porque é preciso ter um olhar muito apurado e tomar uma série de medidas para evitar a refratura. É o que temos feito, com muito sucesso – finaliza ele.
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- BARRA DA TIJUCA: Av. das Américas, 700 - Bloco 8 - Loja 320 - Città Américas
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Atendimento médico Ortopedia e Fisioterapia em São Paulo:
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