Ortopedista do CREB dá dicas para a terceira idade contra o risco de quedas
Não são apenas os idosos que correm o risco de cair e se machucar.
Isso pode acontecer com qualquer um, mas é óbvio que as possibilidades disso acontecer com uma pessoa idosa são muito maiores. O maior problema, na verdade, não está na queda em si, mas sim nos efeitos que ela pode produzir em uma pessoa da terceira idade. As consequências é que mais preocupam os especialistas.
Segundo o ortopedista Bernardo Stolnicki, do CREB (Centro de Reumatologia e Ortopedia) e coordenador do CREB Prevrefrat (Programa de Prevenção a Refratura da clínica), o envelhecimento traz redução de massa muscular e óssea, perda de equilíbrio e força, e isso aumenta muito o risco de uma queda. E suas consequências.
- Uma simples queda pode trazer um grande problema, como a fratura do fêmur, por exemplo, o que é extremamente comum e é uma das mais graves consequências de quedas de pessoas da terceira idade. Inclusive, aumenta a mortalidade da população idosa – alerta ele.
Recomendações para evitar quedas de Idosos
Stolnicki diz que todo cuidado e pouco. E lista as 11 recomendações para as pessoas da terceira idade, orientações , aliás, do próprio Ministério da Saúde sobre o tema:
- evite tapetes soltos;
- escadas, apenas com corrimãos nos dois lados;
- idosos devem usar sapatos fechados e de sola de borracha;
- use tapetes antiderrapantes no banheiro;
- não ande em áreas com piso úmido jamais;
- não encere a casa;
- deixe luzes acessas de noite no caso de precisar ir ao banheiro;
- caso ande de ônibus, espere que ele pare totalmente para subir ou descer dele;
- atravesse sempre na faixa de pedestre, e esteja seguro de que o sinal não vai abrir imediatamente;
- caso precise, use bengala, muleta ou andador.
A hora certa de tratar o pé chato: problema pode causar artrite e deve ser observado a partir dos 3 anos
Pode parecer apenas um detalhe, mas o popular pé chato - quando a sola e o arco do pé estão achatados anormalmente - pode trazer sérios riscos à saúde.
A alteração mexe com o alinhamento das cadeias musculares do pé até a região lombar, provocando dores e cansaço. De acordo com o fisiatra do CREB - Centro de Reumatologia e Ortopedia, Antonio D’Almeida, o pé chato deve ser diagnosticado o quanto antes, já que pode causar, inclusive, problema articular.
— O paciente pode sofrer de artrite, joanete e joelho valgo, entre outras deformidades da coluna vertebral. Por isso, um médico deve ser procurado assim que a criança começa a andar e os pais percebem que o pé dela não tem cava. Para identificar o problema, eles devem reparar se, ao pisar no chão, a criança deixa uma pegada de todo o seu pé — explicou o fisiatra.
Ainda segundo D’Almeida, o recomendável, caso os pais percebem que a criança tem pé chato, é levá-la a um ortopedista a partir dos 3 anos de idade. Antes disso, de acordo com o especialista, ainda não é possível afirmar que a criança sofrerá com o problema, já que está em fase de formação. No entanto, ela deve ser observada até os 9 anos, quando a curvatura da planta estará completamente formada.
— Antes dos 3 anos, a criança ainda está se adaptando ao caminhar, e o início do processo de calcificação está recente. Os pais devem estar atentos se os pequenos gasta mais o sapato de um lado que do outro e se os joelhos estão afastados ou próximos demais — afirmou D’Almeida.
Bota ortopédica é abolida
Para o tratamento do pé chato, os médicos já não aconselham mais o uso da tradicional bota ortopédica. No entanto, somente um especialista poderá avaliar a melhor maneira de tratar a alteração.
Segundo o fisiatra Antonio D’Almeida, se o problema for leve, a criança poderá usar uma palmilha ortopédica, para ajudar a aliviar o estresse das articulações, ligamentos e músculos e a diminuir as deformações do pé. Além disso, os pequenos devem fazer caminhadas na areia fofa ou em terrenos irregulares. A criança deve ser estimulada a caminhar com a borda lateral do pé, subir escadas com as pontas e pular com ambos os pés.
Reumatologista do CREB participa de programa de TV e fala sobre Síndrome de Sjögren
Reumatologista do CREB participa de programa de TV e fala sobre Síndrome de Sjögren
A reumatologista Ísis Dutra, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – foi convidada para dar uma entrevista sobre Síndrome de Sjögren ao programa “Celeste Maria Recebe”. O programa foi ao ar em 22 de janeiro, no canal 17 da NET, no canal NGT e nos canais 28 da Sky e Oi TV.
No programa, a Dra. Ísis esclareceu todos os pontos da doença e tirou as dúvidas dos telespectadores. “A síndrome de Sjögren é um tipo de reumatismo imunomediado, onde ocorre o acometimento de glândulas exócrinas, por inflamação provocada por um autoanticorpo, sendo o mais implicado o anti-Ro.
Sintomas e tratamento da Síndrome de Sjögren
Os sintomas mais comuns são olho seco, boca seca, dores articulares e fadiga, mas outras manifestações podem ocorrer uma vez que trata se de uma doença sistêmica. O diagnóstico geralmente é realizado por meio da avaliação oftalmológica (quantidade e qualidade da lágrima), avaliação da secreção salivar e funcionalidade das glândulas para secreção de saliva e exames laboratoriais com pesquisa de autoanticorpos, principalmente o anti-Ro (mais específico). Caso tais avaliações não consigam preencher critérios para diagnóstico, será necessária a biópsia de glândulas salivares.
O tratamento depende de cada caso, mas em linhas gerais é baseado em uso de sintomáticos como lágrimas e salivas artificiais, além imunomoduladores como antimaláricos, hidroxicloriquina, podendo ser necessário dependendo do acometimento sistêmico o uso de imunossupressores e anticorpos monoclonais. Na suspeição de tal doença, o paciente deve procurará atendimento médico, preferencialmente um reumatologista, para ser avaliado quanto a necessidade de acompanhamento e tratamento”, explicou a médica do CREB.
O link da entrevista é https://youtu.be/ujio1f53aBY
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