Dor nas articulações facetarias: a segunda maior causa de visita a médicos
As estatísticas são severas: segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 85% da população mundial teve, tem ou terá dor na coluna. Isso significa que a cada cem pessoas, apenas 15 estarão livres deste problema. A dor lombar é a segunda maior causa...
As estatísticas são severas: segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 85% da população mundial teve, tem ou terá dor na coluna. Isso significa que a cada cem pessoas, apenas 15 estarão livres deste problema. A dor lombar é a segunda maior causa de visitas aos consultórios médicos, e 25% desses pacientes têm dor crônica, com acometimento de mais de seis meses. Metade dessas pessoas sofrem com dor nas articulações facetárias.
Há várias formas de se tratar dores na coluna, que incluem medicamento e reabilitação física
26“Nossas vértebras se unem por meio de três articulações, sendo o principal o disco invertebral. Na parte posterior da vértebra estão as outras duas articulações, as chamadas facetas intervertebrais. Elas são articulações sinoviais, apresentando uma cartilagem, envolvida por uma capsula preenchida pelo líquido sinovial. São responsáveis por aproximadamente 20% de toda a carga que a nossa coluna suporta. A dor na lombar pode estar relacionada a uma inflamação no local, pequenos traumas na cápsula fibrosa ou degenerações articulares, quase sempre relacionadas ao avanço da idade. A dor se localiza na região inferior das costas. E pode irradiar para os membros”, explica o ortopedista Márcio Taubman, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
Segundo o Dr. Márcio, ao menor sinal de dor, um especialista deve ser consultado. “Quanto mais cedo iniciarmos o tratamento, mais rapidamente vamos alcançar nossos objetivos. Ao passo que um tratamento adiado pode piorar o quadro e trazer novos problemas. Há várias formas de se tratar dores na coluna, que incluem medicamento e reabilitação física. No CREB, utilizamos protocolos que incluem acupuntura, pilates terapêutico, hidroterapia e RPG, que nos apresentam excelentes resultados. Ninguém precisa sentir dor”, garante o ortopedista.
Acerte o passo
Já tentou contar quantos passos você dá em meia hora de caminhada, na academia ou ao longo do dia? Não precisa nem fazer os cálculos, porque a gente sabe que os nossos pés não têm descanso mesmo! A dor e a dormência que vira e mexe sentimos são a prova disso. Portanto, nada mais justo e essencial do que cuidar bem dos nossos pés – a gente dá atenção a todo o resto, não é mesmo? E a saúde deles começa na escolha do melhor calçado. Então, antes de se exercitar, veja as dicas para você andar, correr, pedalar, ir ao clube ou entrar na academia com o pé direito!
Modelos, cores e tendências até ajudam a decidir qual tênis levar para casa, mas detalhes como o material, o solado, o sistema de amortecimento e a ventilação não podem passar despercebidos. É comprovado, inclusive, que muitas das lesões musculares e nas articulações causadas pela prática de exercícios físicos poderiam ser evitadas se déssemos atenção especial à escolha do calçado. Dessa forma, comprar um par de tênis não se resume em voltar os olhos apenas para a beleza do produto.
Segundo a ortopedista Flávia Junqueira, especialista em pés do CREB (Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo), no Rio, os calçados devem ser confortáveis, práticos e precisam se adaptar bem à nossa pisada. “É muito importante que eles tenham a forma dos pés e não que os pés se deformem para caber nos calçados”, frisa a médica.
De acordo com ela, está provado que sapatos apertados, por exemplo, causam deformidades nos pés. Assim, a principal “regra” na hora de escolher o calçado é: desde o primeiro momento em que você os coloca, sinta os seus pés confortáveis, sem nenhum ponto de pressão ou de atrito exagerado. “Procure comprar calçados no final da tarde ou no início da noite, depois de um dia normal de trabalho, porque nesse momento os pés estão um pouco inchados e sensíveis em virtude do esforço do dia”, ensina Flávia.
A ortopedista explica, ainda, que os calçados devem estar “folgados”, mesmo se você estiver usando meias. “Eles devem ter o formato dos seus pés e espaço suficiente para que você possa movimentar os dedos livremente. Além disso, o material deve permitir a ventilação e transpiração. Opte pelo couro ou pela lona, por exemplo, mas nunca pelo plástico”, aconselha a médica.
No caso dos calçados esportivos, cuja indústria deu um enorme salto de qualidade e tecnologia nos últimos anos, a especialista em pés do CREB condiciona a escolha do tênis ideal em função da atividade a ser praticada. “As diferentes coberturas, revestimentos internos, palmilhas, solas, tirantes e os mais variados modos de fixar o calçado nos pés visam à proteção do atleta ao mesmo tempo em que otimizam a sua atuação”, explica Flávia Junqueira.
De acordo com Christiane Elmazi, supervisora de varejo da rede Deny Sports, as empresas aprimoram cada vez mais os modelos de tênis levando em conta as características de cada esporte, mas é tanta variedade que é natural ficarmos perdidos em frente às vitrines. Por isso, ela nos deu as dicas de como escolher os melhores tênis para você se movimentar com conforto, alta performance e segurança.
Academia – os mais indicados são os cross training em nylon e couro, com amortecimento e reforço nos tornozelos e nas laterais dos pés. Os tênis são mais robustos para serem usados nas mais diversas atividades dentro da academia.
Corrida – os tênis devem ser em nylon, com bastante ventilação para que os pés não fiquem úmidos. Eles são mais leves e devem ter bom sistema de amortecimento para absorver o impacto do pé no chão.
Vôlei – opte pelos tênis em nylon com reforços em couro. O sistema de amortecimento também é importante para dar maior impulsão e amenizar o impacto na descida das cortadas.
Tênis – escolha um par de tênis em couro, com reforço na parte frontal, pois os tenistas raspam o bico do calçado na hora do saque. A sola deve ser lisa para que o atleta possa deslizar na quadra facilmente para pegar a bola.
Futebol – os calçados para futebol dividem-se em três categorias: campo, society e salão. Feitos em couro sintético (os top de linha são em couro de canguru), todos devem ter um bom sistema de amortecimento. As variações estão na sola. As chuteiras de futebol de campo têm travas mais altas para dar estabilidade no gramado. Já as de society têm travas mais baixas, ideais para grama sintética ou areia. As de futebol de salão têm solado em látex, oferecendo maior aderência ao piso.
Basquete – Os tênis devem ser em couro, ter cano alto para segurar a região dos tornozelos, evitando lesões, e amortecedor para absorver o impacto dos pulos.
Confira, ainda, algumas tecnologias empregadas por grandes marcas:
Olympikus – a tecnologia Tube é baseada nos sistemas antiterremoto usados em cidades como Los Angeles e Tóquio, onde as construções ficam apoiadas em blocos flexíveis tubulares capazes de absorver o impacto. Assim, os tênis com essa tecnologia possuem tubos em seu solado que permitem o deslocamento do ar, absorvendo grande parte do impacto.
Já o BoxSystem® é uma estrutura de sola com borracha resistente que garante aderência em pisos escorregadios. Além disso, o DuoFlow® protege os calcanhares. Essa tecnologia diminui o impacto na região, proporcionando estabilidade para as passadas e diminuindo o risco de lesões nas articulações e nos ligamentos.
Mizuno – a nova linha de tênis da Mizuno é baseada na tecnologia Dynamotion Fit, mecanismo que evita o estresse” do calcanhar, fazendo com que o movimento do pé interaja perfeitamente com o movimento do calçado, potencializando a performance e evitando o risco de lesões. O sistema especial de lingueta – 3D Tongue – proporciona ajuste a todos os tipos de pés.
Rainha – utilizando-se de moderna tecnologia de injeção e de uma formulação nobre de EVA, a marca apresenta a tecnologia Superleve de solados, que garante leveza, conforto, amortecimento, durabilidade e aderência. A marca conta, ainda, com o Rainha System, sistema de amortecimento interativo onde você escolhe a melhor combinação de acordo com o seu peso e condição de uso (tipo de terreno, frequência de uso, etc).
Reebok – são três novas linhas de tênis com tecnologias para diferentes tipos de atividades. A linha Diamond é ideal para caminhadas e para o uso em academia. Vem com cabedal em microfibra e acabamento em poliuretano, sendo bastante flexível e liberando a umidade facilmente. O fechamento é feito com duas tiras de velcro, permitindo ajuste exato ao pé, a entressola é em TPU, garantindo leveza, e a sola é feita em EVA 3D emborrachada, trazendo amortecimento e aderência ao solo. Além disso, há aplicação em refletivo, que traz segurança à noite.
A linha Equilibrium também é perfeita para academias e pistas de corrida, trazendo alta tecnologia na absorção de impacto, leveza e resistência. Já a linha SmoothFit Cushion é sem costura, feita com malha sintética de alta durabilidade, entressola de IMEVA para amortecimento, solado de borracha DMPRTEK, que também amortece, trazendo, além disso, tração e durabilidade, entre outras tecnologias.
Athletics – ponte de transição entre os elementos fashion e tecnológico, o sistema ATH Non Torsion (placa estabilizadora) tem a função de centralizar a pisada, além de dar uma levantada no look.
A dupla visual/funcionalidade também está presente na tecnologia Oxisys (bolhas de oxigênio). Composta por oito galerias de oxigênio interligadas, distribuídas pelo calcanhar, o sistema utiliza o deslocamento do ar entre as bolhas para potencializar a absorção de impacto.
A ATH Pro Gripp, solado emborrachado que cobre toda a região de contato com o chão, completa o solado. Sua função é aumentar a aderência ao solo, evitando escorregões e quedas. Para finalizar, os modelos contam com o reforço da palmilha ATH MAX. Por meio de uma camada de EVA de alta memória, a peça potencializa o amortecimento – chegando até a 90% – sem, no entanto, prejudicar a leveza dos tênis.
Dor na batata da perna pode ser sinal de Síndrome da Pedrada
Dor na batata da perna pode ser sinal de Síndrome da Pedrada
Quem nunca sentiu alguma dor, ou mesmo um desconforto, na batata da perna? Muito comum. a Síndrome da Pedrada é um nome popular utilizado para o estiramento do músculo gastrocnêmio da perna, também popularmente chamado de “batata da perna”. Segundo João Marcelo Amorim, ortopedista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – e médico do time de futebol do Flamengo, geralmente o problema ocorre durante uma atividade física intensa, tal como corrida.
“Durante esse esforço físico pode ocorrer um estiramento súbito do músculo. O resultado da Síndrome da Pedrada é dor na panturrilha, forte e repentina, sensação de ter levado uma pedrada na panturrilha, formação de um hematoma no local da dor e dificuldade ou incapacidade para andar”, explica o ortopedista do CREB.
Como tratar a Síndrome da pedrada
O Dr. João Marcelo explica que após o quadro agudo, a interrupção do exercício é necessária e a avaliação médica é fundamental para avaliar o grau de estiramento muscular. “Nesses casos, o exame de ultrassonografia permite a avaliação do músculo afetado, assim como a classificação do grau do estiramento muscular e avaliação do hematoma, assim como a sua dimensão”, explica.
Para o tratamento, é fundamental o repouso muscular. “Associado ao repouso, prescrevemos a fisioterapia com o objetivo de alívio da dor e recuperação da mobilidade. O tempo de recuperação depende do grau da lesão”, finaliza o ortopedista.
Atendimento médico especializado no Rio de Janeiro:
- BARRA DA TIJUCA: Av. das Américas, 700 - Bloco 8 - Loja 320 - Città Américas
- BOTAFOGO: Rua Voluntários da Pátria, 408
- COPACABANA: Rua Barata Ribeiro, 774 - ao lado do metrô
- LEBLON: Av. Ataulfo de Paiva, 355
- MÉIER: Rua Dias da Cruz, 13 - ao lado da estação Méier
Atendimento médico Ortopedia e Fisioterapia em São Paulo:
- SANTO AMARO: Av. Santo Amaro, 5702
- INTERLAGOS: Av. Interlagos, 2255 - âncora SS03 - Shopping Interlagos
- TATUAPÉ: Rua Apucarana, 1619