Tratamentos para patologias da coluna vertebral
A dor na coluna é uma doença complexa, gerada por fatores de risco, como traumas mecânicos, obesidade, tipo de ocupação, idade, entre outros.
“A atuação desses fatores sobre a estrutura que compõem a unidade anato-funcional do seguimento lombar pode provocar processos degenerativos que geram diversos sinais e sintomas. O número de doenças da coluna vertebral é muito amplo, porém o grupo principal de afecções está relacionada a posturas e movimentos corporais inadequados e as condições do trabalho capazes de produzir impacto a coluna.”, explica a fisioterapeuta Karine Coelho de Assis, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia, pontuando que a dor lombar é uma das causas mais frequentes de incapacidade.
Educar e orientar o paciente é fundamental
Por meio de uma avaliação criteriosa e específica (exames complementares), o médico e em seguida o fisioterapeuta são capazes de compreender a interferência de processos mecânicos na queixa relatada e propõem uma intervenção específica. Karine ressalta que educar e orientar o paciente é fundamental.
“O RPG (reeducação postural global) é uma terapia de correção dos distúrbios ortopédicos que acometem a coluna vertebral, Essa terapia tem como objetivo principal eliminar o agente causador (raiz do problema) que acomete a coluna vertebral e dessa forma verdadeiramente eliminar as dores na coluna vertebral”, avalia ela. “Já no pilates terapêutico, o tratamento dessas dores é multidirecional, focando inicialmente no alívio da dor e posteriormente no reforço muscular para manutenção e prevenção de problemas”, acrescenta.
Terapias para tratamento da coluna
Segundo Karine, na massoterapia se utiliza técnicas próprias, onde o principal objetivo é ativar a circulação do sangue e a linfática, fazendo aumentar a irrigação e relaxando a musculatura, causando a redução ou o fim das dores e combatendo a inflamação.
“Promove o equilíbrio da energia do corpo, atuando no sistema circulatório e nervoso proporcionando bem- estar, relaxando e acalmando os ossos e músculos, através do calor, tato e pressão; nutrindo o tecido muscular e o esqueleto, tornando mais fácil a absorção de hormônios e desintoxicando todos os músculos”, relata. Já a acupuntura “atua sobre os pontos meridianos referentes ao problema da dor da coluna e faz com que o cérebro libere hormônios reagentes a dor. O efeito da sessão é imediato, portanto uma excelente ferramenta para o tratamento”.
Outra opção de tratamento é o micro-ondas, que promove um calor profundo agindo na inflamação, promovendo assim analgesia e redução do quadro inflamatório. A hidroterapia também é uma excelente opção, pois, segundo Karine, “proporciona relaxamento, auxilia no fortalecimento da musculatura, proporciona amplitude de movimento. Na água, sentimos menos o impacto do peso corporal, isso dá maior liberdade para que grandes grupos musculares possam ser trabalhados com amplitude e direções diferentes das convencionais de forma segura”.
A fisioterapeuta do CREB destaca, ainda, que a eletroterapia é utilizada para produzir um movimento em ondas na forma de vibração mecânica, aumenta o metabolismo local, proporcionando um fluxo sanguíneo maior.
“Com isso a nutrição e regeneração tecidual apresentam uma significativa melhora e acontece a descompressão das terminações nervosas e liberação de aderências. O laser produz efeito analgésico e anti-inflamatório e ainda estimula as células e modula o tecido conjuntivo em processo de regeneração e cicatrização. O tens é usada para o alívio da dor em processos agudos ou crônicos”, conclui.
Salto alto e samba no pé não combinam
Verão e carnaval combinam com samba, mas sambar de salto alto é uma combinação nada recomendada pelos ortopedistas.
É verdade que a mulher fica mais elegante, e o samba mais bonito, mas o prazer pode se transformar em problema. E em muita dor. “Sambar calçando salto alto pode trazer problemas generalizados para a mulher, que vão dos dedos dos pés à coluna lombar”, garante o ortopedista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia, especialista em medicina do esporte e médico do Clube de Regatas Flamengo, Dr. João Marcelo Amorim.
“O uso de salto alto para sambar aumenta, e muito, o risco de lesões. Sambar exige muito do corpo, equilíbrio, coordenação e rebolado. Todos nós temos um eixo central, que nos permite o equilíbrio. A utilização do salto alto para sambar vai alterar esse eixo, porque o pé está forçado para frente. Se a mulher não tiver muita experiência em dançar com salto alto, pode sofrer uma lesão. A posição do pé com salto alto não é confortável nem indicada para dançar. Não à toa, as bailarinas dançam com sapatilhas”, explica o médico.
Segundo o Dr. João Marcelo, a situação se agrava se o sapato combinar salto alto e bico fino, o que acontece na maioria das vezes. “Esse tipo de sapato aperta os dedos dos pés. Os problemas podem começar a acontecer no ante-pé (cabeça dos metatarsos), porque o pé inclinado acaba por forçar essa região. Uma lesão na cabeça do metatarso provoca dor e calosidade. Também é muito comum o salto alto no samba forçar a panturrilha, ocasionando uma tendinite. Isso sem falar que o salto alto força a lordose, pode causar lesão na região lombar e problemas no joelho. Um simples escorregão ou desequilíbrio pode transformar o prazer do samba em dor”, relata.
Para o ortopedista, é preciso ter consciência de que a elegância do salto alto não combina com o samba e o melhor, nesse caso, é utilizar um sapato de salto baixo.
Miofascial: mais eficácia no tratamento
Miofascial: mais eficácia no tratamento
Comprometido em oferecer o que há de mais moderno nos tratamentos em reumatologia e ortopedia, o CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – acaba de adquirir uma pistola de liberação miofascial, um equipamento que oferece muito mais eficácia em uma técnica fisioterápica chamada liberação miofascial. Em resumo, a novidade oferece mais recursos para o combate a dor.
“A fáscia muscular é uma membrana do tecido conjuntivo, localizada logo abaixo da pele que cobre, de modo uniforme, todo o corpo. É possível observar que essa membrana é constantemente afetada com transtornos dolorosos, e esses transtornos dolorosos podem ser combatidos através de uma técnica muito conhecida a liberação miofascial. A liberação miofascial é uma técnica muito utilizada por fisioterapeutas em consultórios e clínicas por todo o mundo, com objetivo promover maior flexibilidade e “soltar” a musculatura, proporcionando maior analgesia e conforto para o paciente”, explica o fisioterapeuta do CREB, Vinícius Vasquez Oliveira.
Vinícius explica que tal recursos fisioterápico vem sendo cada vez mais utilizado em diversas áreas da fisioterapia, entre as quais as áreas traumato-ortopédicas e reabilitação neurológica, em busca de uma reabilitação ainda mais eficiente, rápida e até mesmo prazerosa, porque o estímulo da fáscia muscular provoca um relaxamento do paciente. “A pistola adquirida pelo CREB é o que há de mais moderno nesta técnica. Ela permite um tratamento mais eficaz e, também, que o fisioterapeuta trate das incapacidades que podem gerar no paciente, além das mais diversas dores musculoesqueléticas e déficits funcionais, como dificuldade de ficar de pé, mexer a pernas e braços, movimentar o pescoço e até mesmo dores que podem intensificar os sintomas da fibromialgia. “É importante pontuar que a liberação miofascial, com o uso da pistola, é uma técnica que possibilita ao paciente continuar com as suas atividades esportivas, laborativas e recreativas normalmente”, destaca ele.
Benefícios e contraindicações da pistola de liberação miofascial
O fisioterapeuta do CREB explica que o tempo de aplicação da pistola vai depender de cada atendimento, que é individualizado. Os benefícios que o equipamento traz são: estimula a recuperação muscular, promove o alívio em pacientes com fibromialgia, estimula a flexibilidade, aumenta o fluxo sanguíneo dos músculos, reduz o risco de lesões musculares, auxilia na circulação sanguínea, alivia o estresse e a tensão muscular e aumenta a conscientização corporal. Segundo Vinícius, as contraindicações do uso da pistola são: trombose, diabetes, traumas graves e feridas abertas.
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