Lombalgia tem tratamento, mas é preciso procurar um especialista
Oito, em cada dez pessoas, no mundo inteiro, já sofreram, sofrem ou sofrerão dor nas costas, ao menos uma vez na vida. A estatística é da Organização Mundial da Saúde (OMS) e demonstra como o assunto é sério. Uma das doenças da coluna mais comuns é a...
Oito, em cada dez pessoas, no mundo inteiro, já sofreram, sofrem ou sofrerão dor nas costas, ao menos uma vez na vida. A estatística é da Organização Mundial da Saúde (OMS) e demonstra como o assunto é sério. Uma das doenças da coluna mais comuns é a lombalgia. Inclusive, segundo o INSS (Instituto Nacional da Seguridade Social), é uma das campeãs do afastamento do trabalho.
A lombalgia é uma das campeãs do afastamento do trabalho
Segundo o Dr. Marcio Taubman, ortopedista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – a lombalgia provoca dores na região lombar, isto é na região mais baixa da coluna, acima da bacia. “A lombalgia pode ter diferentes causas, mecânicas, inflamatórias, infecciosas, traumáticas e até psicossociais. Além de dores, a pessoa pode ter sensação de queimação, localizada e que também pode se irradiar para a perna, com ou sem dormência ou sensação de formigamento, além de fraqueza na perna”, explica o médico do CREB.
Ao menor sinal destes sintomas, diz o Dr. Márcio, é preciso procurar um especialista. A lombalgia tem tratamento. “Quem nunca sentiu dores nas costas? É algo tão comum, que muitas vezes a gente nem presta atenção, acha que foi uma noite mal dormida, um mal jeito ou excesso de exercício. Mas a dor é indicação de que algo não vai bem. Um especialista deve ser consultado rapidamente, porque quanto mais cedo tratar, mais rápido teremos sucesso no tratamento”, finaliza ele.
Lombalgia: CREB tem centro específico para tratamento de doenças da coluna vertebral
Lombalgia: CREB tem centro específico para tratamento de doenças da coluna vertebral
Mais de 90% da população mundial sofre, sofreu ou sofrerá de dor lombar em algum momento de sua vida. Trata-se da segunda causa que mais leva pacientes para as clínicas especializadas.
Segundo o fisiatra e reumatologista Haim Maleh, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia – e reumatologista da Universidade federal do Rio de Janeiro (UFRJ), os sintomas da lombalgia são: dor na região lombar (a região mais baixa da coluna, perto da bacia), sensação de queimação no local e dificuldade para ficar em pé ou se movimentar livremente.
Causas e tratamento da lombalgia
As causa da doença, segundo o Dr. Haim, podem ser de origem degenerativa, inflamatória, infecciosa, gestacional, congênita ou mecânico postural. “A lombalgia pode provocar dores fortes e constantes. E quando essas dores irradiam para um ou os dois membros inferiores, trata-se de uma lombociatalgia. O importante é ao menos sinal de dor procurar um especialista”, alerta o médico do CREB.
A lombalgia tem tratamento e a boa notícia é que os resultados podem ser excelentes. “Se a pessoa não buscar a ajuda médica, não praticar exercícios e não cuidar de sua postura, é possível que venha a ter problemas maiores como artroses, cardiopatias e hérnias de disco. Alterações na coluna vertebral, como as hiperlordoses – mais comuns nas mulheres – e a hipercifose torácica – frequente tanto no sexo masculino como feminino – são muito constantes. Quem sente dores regulares precisa primeiro conversar com o médico, para ser bem orientado”, diz o Dr. Haim.
Segundo ele, o tratamento prevê uso de medicamentos e técnicas fisioterápicas. O CREB conta com um centro específico para doenças da coluna vertebral, o CRC, com profissionais especializados e extremamente experientes no assunto. Os resultados alcançados pelo CRC têm sido excelentes, devolvendo aos pacientes a qualidade de vida perdida e eliminando os sintomas, principalmente a dor.
A eficácia da Fisioterapia para “dedo em gatilho”
É mais frequente do que se imagina ortopedistas, reumatologistas e fisiatras receberem a visita de paciente que chega ao consultório com o polegar da mão em posição de flexão, sem que se consiga esticá-lo, mesmo com esforço.
Trata-se do que se chama “dedo em gatilho”, na verdade uma inflamação que atinge o tendão responsável por dobrar o dedo - tendões flexores.
Tendões são cordas lisas e flexíveis que conectam os músculos do antebraço (localizados acima do pulso) aos dedos, ou seja, ligam os músculos aos ossos. Essas estruturas entram em um tubo que tem origem na base dos dedos, na metade da palma da mão - a chamada bainha do tendão, formada por diversas polias e que lubrifica o tendão flexor enquanto ele se move.
Quando os músculos do antebraço se contraem, puxam os tendões e levam as articulações a se dobrarem. O problema está na entrada do tendão no túnel (a bainha do tendão), local de maior resistência e estreitamento e onde ocorre o maior grau de inflamação e irritação. Esse processo gera dificuldade ou travamento do movimento do dedo. Uma vez inflamado, o tendão pode tornar a passagem por baixo da bainha mais apertada, ficando "preso" nesse ponto e "engatilhando".
Tal inflamação pode agravar fatores, como a realização de atividades manuais de extremo esforço ou repetitivas. Algumas doenças também podem contribuir para o surgimento do "dedo em gatilho": diabetes, hipotireoidismo, problemas reumáticos e artrite reumatoide, são exemplos. Segundo alguns especialistas, a maior frequência do "dedo em gatilho” é em mulheres.
Principais sintomas do Dedo em Gatilho
Os principais sintomas são o aumento de volume do dedo afetado (edema); dor na base dos dedos ou também na palma da mão; redução ou paralisação de movimentos do dedo acometido; endurecimento do dedo; e "estalido" doloroso parecido com um gatilho ao tentar esticar o dedo. É importante que um médico especialista seja consultado imediatamente se alguns desses sintomas aparecerem.
O tratamento varia conforme a intensidade e os sintomas, mas, na maior parte dos casos, a fisioterapia pode ser muito eficaz. Com um programa de exercícios, crochetagem, banho de parafina, laser, ultrassom e alongamentos, a fisioterapia contribui ao fortalecer os músculos responsáveis por esticar a mão e os dedos, ao manter a mobilidade e ao aliviar o inchaço e a dor. Outras recomendações também devem ser seguidas, como repouso, evitando as atividades manuais repetitivas e que exijam esforço; uso de crioterapia compressiva no local para aliviar o inchaço e medicamentos anti-inflamatórios com prescrição médica, além de outros procedimentos.
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