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Pessoas que estão acima do peso podem sentir mais dores

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Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos, com mais de um milhão de norte-americanos, revela que há uma relação entre obesidade e dor. Segundo a pesquisa, várias condições crônicas que causam dores são mais comuns em pessoas que estão acima do peso e, principalmente, entre aquelas que estão obesas. Entre outras condições crônicas estão a artrite, depressão, fibromialgia, diabetes tipo 2 e dor nas costas.

A pesquisa observou que pessoas com excesso de peso sentem mais dores do que pessoas com peso compatível. “Uma pessoa que está acima do peso ou, principalmente, obesa, está mais propensa, por exemplo, a ter problemas na coluna, nos joelhos e nos pés. A relação entre o excesso de peso e as dores no corpo é complexa, mas certamente influencia. Obviamente que uma pessoa magra pode sentir dores, mas aqueles que têm sobrepeso estão mais propensos a estes problemas”, afirma o Dr. Haim Maleh, fisiatra e reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

O médico ressalta que não há comprovação alguma de que a gordura, por si só, causa dor. Trata-se, explica ele, de uma associação. “Mesmo porque é muito comum o excesso de peso estar acompanhado de uma alimentação desregrada e sedentarismo. Essa má qualidade de vida é uma porta para doenças”, explica.

– É muito comum encontrar pessoas obesas e com problemas na coluna. Mas o que muita gente não sabe é que não são apenas os obesos que enfrentam tal problema. Aqueles que brigam com a balança também estão expostos a esse mal. A cada dez quilos a mais do que o recomendado para o peso da pessoa, as chances de dor nas costas e problemas na coluna aumentam em 20%. Ter cuidado com a postura é fundamental. E fazer exercício físico regular também. Quem está acima do peso deve procurar um especialista, para fazer exames e ser orientado na prática de exercícios. Essa orientação é fundamental, para que não haja sobrecarga na coluna vertebral. E quando o paciente desenvolve uma hérnia de disco, é necessário fazer uma avaliação para indicar o melhor tratamento. Ao menor sinal de dor, procure um médico – finaliza ele.


Pacientes com psoríase podem desenvolver artrite psoriásica, pontua reumatologista do CREB

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Pacientes com psoríase podem desenvolver artrite psoriásica, pontua reumatologista do CREB

Até 30% das pessoas com psoríase desenvolverão artrite psoriásica, sendo que geralmente o problema articular ocorre cerca de 10 a 12 anos após a doença de pele aparecer. É o que afirma o reumatologista Camilo Tubino Schuindt, do CREB – Centro de Reumatologia e ortopedia Botafogo. Ele explica que a psoríase é uma doença de pele, descamativa, de origem autoimune cuja principal complicação é o desenvolvimento de artrite, sendo o acometimento articular conhecido como artrite psoriásica.

  • Dentre os sintomas que sugerem o início do quadro articular, a dor nas articulações é o mais comum. Geralmente se inicia com dor nas articulações das mãos e punhos, com sensação de rigidez inchaço articular e calor local. Se não tratada, a doença pode progredir com deformidades articulares e limitação de movimento. A artrite psoriásica também pode resultar em inflamação nas articulações da bacia e coluna vertebral, levando a dor lombar. Pacientes com psoríase e dor lombar necessitam de uma investigação reumatológica – afirma o reumatologista do CREB.

O Dr. Camilo pontua que o reumatologista é o médico especialista no diagnóstico dessa doença e dentre os métodos de diagnóstico a ultrassonografia articular é de grande auxílio, porque permite a avaliação da presença de artrite e o acesso da inflamação através da técnica de power doppler.

  • O diagnóstico correto aliado ao tratamento efetivo são a chave do sucesso para os pacientes. Ao menor sinal dos sintomas, um reumatologista deve ser logo procurado – finaliza o Dr. Camilo.

Tratamentos para patologias da coluna vertebral

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A dor na coluna é uma doença complexa, gerada por fatores de risco, como traumas mecânicos, obesidade, tipo de ocupação, idade, entre outros.

“A atuação desses fatores sobre a estrutura que compõem a unidade anato-funcional do seguimento lombar pode provocar processos degenerativos que geram diversos sinais e sintomas. O número de doenças da coluna vertebral é muito amplo, porém o grupo principal de afecções está relacionada a posturas e movimentos corporais inadequados e as condições do trabalho capazes de produzir impacto a coluna.”, explica a fisioterapeuta Karine Coelho de Assis, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia, pontuando que a dor lombar é uma das causas mais frequentes de incapacidade.

Educar e orientar o paciente é fundamental

Por meio de uma avaliação criteriosa e específica (exames complementares), o médico e em seguida o fisioterapeuta são capazes de compreender a interferência de processos mecânicos na queixa relatada e propõem uma intervenção específica. Karine ressalta que educar e orientar o paciente é fundamental.

“O RPG (reeducação postural global) é uma terapia de correção dos distúrbios ortopédicos que acometem a coluna vertebral, Essa terapia tem como objetivo principal eliminar o agente causador (raiz do problema) que acomete a coluna vertebral e dessa forma verdadeiramente eliminar as dores na coluna vertebral”, avalia ela. “Já no pilates terapêutico, o tratamento dessas dores é multidirecional, focando inicialmente no alívio da dor e posteriormente no reforço muscular para manutenção e prevenção de problemas”, acrescenta.

Terapias para tratamento da coluna

Segundo Karine, na massoterapia se utiliza técnicas próprias, onde o principal objetivo é ativar a circulação do sangue e a linfática, fazendo aumentar a irrigação e relaxando a musculatura, causando a redução ou o fim das dores e combatendo a inflamação.

“Promove o equilíbrio da energia do corpo, atuando no sistema circulatório e nervoso proporcionando bem- estar, relaxando e acalmando os ossos e músculos, através do calor, tato e pressão; nutrindo o tecido muscular e o esqueleto, tornando mais fácil a absorção de hormônios e desintoxicando todos os músculos”, relata. Já a acupuntura “atua sobre os pontos meridianos referentes ao problema da dor da coluna e faz com que o cérebro libere hormônios reagentes a dor. O efeito da sessão é imediato, portanto uma excelente ferramenta para o tratamento”.

Outra opção de tratamento é o micro-ondas, que promove um calor profundo agindo na inflamação, promovendo assim analgesia e redução do quadro inflamatório. A hidroterapia também é uma excelente opção, pois, segundo Karine, “proporciona relaxamento, auxilia no fortalecimento da musculatura, proporciona amplitude de movimento. Na água, sentimos menos o impacto do peso corporal, isso dá maior liberdade para que grandes grupos musculares possam ser trabalhados com amplitude e direções diferentes das convencionais de forma segura”.

A fisioterapeuta do CREB destaca, ainda, que a eletroterapia é utilizada para produzir um movimento em ondas na forma de vibração mecânica, aumenta o metabolismo local, proporcionando um fluxo sanguíneo maior.

“Com isso a nutrição e regeneração tecidual apresentam uma significativa melhora e acontece a descompressão das terminações nervosas e liberação de aderências. O laser produz efeito analgésico e anti-inflamatório e ainda estimula as células e modula o tecido conjuntivo em processo de regeneração e cicatrização. O tens é usada para o alívio da dor em processos agudos ou crônicos”, conclui.



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