Fisioterapeuta do CREB participa de congresso internacional sobre pelviperineologia
A fisioterapeuta Nicole Durham, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia – participou do 1º Congresso Internacional de Fisioterapia em Pelviperineologia
Congresso que aconteceu em Salvador, na Bahia, de 27 a 29 de outubro. Paralelamente ao evento, aconteceram o Encontro Nordestino de Fisioterapia na Saúde da Mulher (ENFISM) e o Encontro Nordestino de Fisioterapia na Saúde do Homem (ENFISH), enriquecendo ainda mais o conteúdo voltado para a saúde da mulher, do homem e da criança, com foco na pelviperioneologia.
“Neste Congresso enfatizou-se o uso da gameterapia pélvica nas incontinências urinárias, a ultrassonografia diagnóstica no assoalho pélvico (avaliação e reabilitação), a incontinência urinária em atletas, uso de aplicativos móveis como coadjuvantes ao tratamento de disfunções do assoalho pélvico, fisioterapia nos pacientes intersexos, radiofrequência nas disfunções pélvicas. Uso de pessários (dispositivo intrauterino) nos prolapsos e nas incontinências urinárias”, destacou a fisioterapeuta.
Nicole atua nessa área específica e trouxe as novidades do Congresso para os colegas do CREB, multiplicando os conhecimentos adquiridos.
Tendinite patelar pode ser tratada com TOC
Lesão muito comum entre desportistas, a tendinite patelar é a inflamação da inserção do tendão que se insere na patela, ou seja, na frente do joelho.
“A tendinite patelar também é conhecida como Tendinite do saltador (jumpers knee) e é muito comum entre praticantes de esportes que utilizam muito o salto. Temos inúmeros casos entre jogadores de vôlei, basquete e atletas de ginástica olímpica, mas também acontece com ciclistas e corredores de rua”, explica o Dr. Rodrigo Castelo Branco, ortopedista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia – e especialista em medicina do esporte.
O médico explica que a pessoa acometida pela tendinite patelar sente uma dor localizada, na frente do joelho, que em casos mais graves chega a impossibilitar a marcha. Segundo ele, esse problema é diagnosticado por meio de exame clínico, radiografia, ultrassonografia e, em alguns casos, até ressonância magnética. “O tratamento é medicamentoso e no CREB utilizamos protocolo que consta de acupuntura, eletroterapia e outras medidas de reabilitação”, esclarece.
Se seguido corretamente, o tratamento geralmente resolve na maior parte dos casos clínicos, mas dependendo do grau pode se optar pelo TOC – Terapia por Ondas de Choque, um método não invasivo, através de ondas acústicas, que vem sendo utilizado com sucesso e é o que de mais novo há no tratamento das dores do sistema músculo esquelético, cuja eficácia já alcança a impressionante marca de 70 a 85% de bons resultados em pacientes que não obtiveram melhoria com outros tratamentos. Com em média 3 ou 4 sessões, é possível tratar e resolver o problema.
– A tendinite patelar pode ser curada, seja pelo tratamento convencional ou TOC. Mas é importante observar que não são apenas atletas que podem ter o problema. Então, ao menor sinal de dor no joelho, um especialista deve ser procurado – finaliza.
CREB – Fisioterapia Uroginecológica : Incontinência Urinária
Sempre inovando e buscando oferecer o que há de mais moderno para os seus pacientes, o CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia – passa a oferecer a reabilitação urogenital.
A fisioterapia urológica tem evoluído muito nos últimos anos e sua importância tem crescido cada vez mais devido aos excelentes resultados que alcança no tratamento conservador das disfunções urogenitais e anorretais como, por exemplo, as incontinências urinárias, fecais, disfunções sexuais e as distopias genitais (entre as quais a “queda de bexiga”).
“A fisioterapia urológica trata, principalmente, das disfunções do assoalho pélvico. O assoalho pélvico é responsável pela sustentação de vísceras, função esfincteriana e função sexual. O tratamento fisioterápico vai atuar nas incontinências urinária e fecal, continência urinária, constipação, bexiga neurogênica, enurese noturna infantil e disfunções sexuais, dentre outros. Hoje, o tratamento de primeira escolha, antes de se pensar em tratamento invasivo (cirurgia), é a fisioterapia, que também pode ser associada ao pré e pós-operatório”, explica a fisioterapeuta do CREB, Nicole Durham.
Segundo Nicole, a fisioterapia urológica tem como principais objetivos reduzir a frequência miccional, reduzir a hiperatividade vesical, facilitar o esvaziamento vesical, melhorar a atividade esfincteriana, melhorar a condição muscular do assoalho pélvico e buscar independência funcional para melhora de qualidade de vida.
“Utilizamos, no CREB, os mais modernos recursos disponíveis, como exercícios perineais, eletroestimulação, biofeedback, ginástica hipopressiva, cinesioterapia, técnicas comportamentais e reorganização corporal”, enumera ela.
Nicole diz que a fisioterapia urológica apresenta excelentes resultados e é muito procurada, por exemplo, por quem sofre de incontinência urinária, que é a perda involuntária da urina.
“A incontinência urinária não escolhe sexo nem idade. Mas as pesquisas apontam uma incidência maior no sexo feminino, devido a estrutura anatômica da mulher. Há três tipos de incontinência urinária: por esforço, quando há perda da urina quando a pessoa tosse, espirra ou ri, por exemplo, a incontinência de urgência, mais grave que a do esforço e a pessoa não consegue sequer segurar a urina até chegar ao banheiro, e a incontinência mista, com associação dos dois tipos”.
As disfunções sexuais também levam muitos pacientes para a fisioterapia urológica, com resultados expressivos. “As disfunções sexuais podem ser causados por fatores orgânicos, psicológico ou questões socioculturais.
Nas mulheres podemos citar a dispareunia (dor durante o ato sexual) e vaginismo (contração involuntária dos músculos próximo à vagina que impede a penetração do pênis, dedo ou outro objeto). Nos homens podemos citar a ejaculação precoce, disfunção erétil e ejaculação retardada”, explica ela.
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