Surfista de fim-de-semana deve ter cuidados com a prática do esporte
Qualquer atividade física deve ser precedida por um aquecimento, por mais branda que seja. Na maior parte das vezes, o chamado “atleta de fim-de-semana” encara a atividade apenas como lazer, e não toma as devidas precauções, o que pode transformar o...
Qualquer atividade física deve ser precedida por um aquecimento, por mais branda que seja. Na maior parte das vezes, o chamado “atleta de fim-de-semana” encara a atividade apenas como lazer, e não toma as devidas precauções, o que pode transformar o prazer em dor e problemas de saúde.
Um exemplo disso é a prática de surfe. Segundo o ortopedista especialista em medicina do esporte, João Marcelo Amorim, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, e médico do Flamengo, não é incomum receber, em seu consultório, surfistas com dores na coluna, inflamações e queixas de dor em alguma articulação.
É preciso estar bem condicionado e se aquecer antes de entrar no mar
– O surfe pode até ser tido como um esporte tranquilo, realizado dentro da água. Mas, na verdade, não é nada simples. Muitas vezes, o surfista pega onda apenas nos finais de semana, e não se condiciona. Ele tem, no entanto, que ter um bom preparo físico para surfar. É preciso remar contra a maré, enfrentar correnteza do mar, ondas grandes, impacto, equilíbrio sobre a prancha, não é simples não. E o resultado da falta de aquecimento e bom condicionamento pode ser a dor, um problema de coluna, problema em alguma articulação – afirma o médico.
Segundo ele, o surfe tem conquistado cada vez mais adeptos, por ser um esporte de fácil acesso e da moda. Muitas pessoas se dedicam à ele apenas nos finais de semana. Simplesmente entram no mar, e começam a surfar.
– A coluna vertebral fica exposta às quedas constantes. As vezes, essas quedas são fortes o suficiente para machucarem o praticante da atividade. É preciso estar bem condicionado e se aquecer antes de entrar no mar. E ao menor sinal de dor, um especialista deve ser consultado imediatamente – finaliza o Dr. João Marcelo.
Enxaqueca acomete 20% das mulheres e de 5 a 10% dos homens
Os números são contundentes: 20% das mulheres e 5 a 10% da população masculina são acometidos pela enxaqueca, segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia. Já o Ministério da Saúde destaca que ela acomete predominantemente em pessoas com idades entre 2...
Os números são contundentes: 20% das mulheres e 5 a 10% da população masculina são acometidos pela enxaqueca, segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia. Já o Ministério da Saúde destaca que ela acomete predominantemente em pessoas com idades entre 25 e 45 anos, sendo que após os 50 anos essa porcentagem tende a diminuir principalmente em mulheres. A doença também aparece em 3 a 10% das crianças, igualmente meninos e meninas antes da puberdade, mas com predominância nas meninas após essa fase.
“A enxaqueca é um tipo de cefaleia que apresenta uma dor pulsátil em um dos lados da cabeça, e as vezes em ambos os lados. Pode ser acompanhada, geralmente, por fotofobia, fonofobia, náusea e vômito. Pode durar, normalmente, entre quatro e 72 horas, sendo mais curtas em crianças. Muitas vezes, é tratada como uma simples dor de cabeça, o que é um erro. A doença precisa de um tratamento adequado”, explica o Reumatologista Sergio Rosenfeld, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
A acupuntura é uma excelente opção para combater a dor
Segundo ele, é preciso identificar os fatores que deflagram a crise de enxaqueca, para evita-los no dia a dia, como tipos de alimentos, bebidas, jejum falta ou excesso de sono, etc. As crises devem ser tratadas com repouso, hidratação, silêncio e tranquilidade. “O tratamento é medicamentoso, e também passa por uma dieta específica. A acupuntura pode ser uma excelente opção, para combater a dor.
Existem mais de cem tipos de reumatismo
As doenças reumáticas acometem mais de 12 milhões de brasileiros, entre idosos, adultos, jovens e até crianças.
São mais de 100 tipos de reumatismo, e o assunto preocupa tanto as autoridades governamentais que o Ministério da Saúde instituiu, há anos, o dia 30 de outubro como Dia Nacional da Luta contra o Reumatismo, com ações em todo o país.
“São mais de cem diferentes tipos de reumatismo, e geralmente a maioria delas começa com uma pequena dor, as vezes um incômodo. Muita gente prefere acreditar que é uma dor passageira, um mal jeito qualquer, mas o fato é que a dor indica algum problema, e um especialista deve ser consultado. Até porque, sempre será mais fácil tratar quando a doença está em seu estágio inicial”, afirma o fisiatra e reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia, e professor da UFF, Dr. Haim Maleh.
Sintomas do Reumatismo
O Dr. Haim explica que a definição do reumatismo é bem abrangente: trata-se de uma afecção aguda, crônica, com quadro de dor articular ou alterações dos músculos e ossos.
“Muitas vezes, os sintomas dos diferentes tipos de reumatismo se confundem entre si. Um Reumatologista ou fisiatra é quem está apto para diagnosticar o paciente. Se o paciente está sentindo dores nas articulações e/ou músculos, dor na coluna vertebral, rigidez articular e apresenta edema nos músculos, tendões e articulações, deve procurar um médico imediatamente.
Algumas doenças reumáticas, como a artrite reumatoide, podem ser absolutamente incapacitantes, tirando a qualidade de vida do paciente. Às vezes, o simples ato de escovar os dentes, pentear os cabelos ou encher um copo de água se torna uma árdua tarefa”, explica o Dr. Haim.
Segundo o médico do CREB, os tratamentos estão cada vez mais avançados e podem devolver ao paciente a qualidade de vida perdida. “O tratamento é individualizado. Podemos optar por tratamento medicamentoso e utilizar protocolos que incluem hidroterapia, pilates terapêutico, acupuntura e RPG, entre outros. O importante é que é possível devolver ao paciente a qualidade de vida perdida”, finaliza ele.
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