Antes de iniciar atividade física regular é fundamental consultar um médico
Uma correta prática de exercícios físicos regulares começa no consultório médico.
Antes de chegar à academia, quadras de esporte, pistas de corrida, etc. é muito importante que se faça uma avaliação clínica geral para, aí sim, começar uma atividade física. Somente um médico poderá orientar e resguardar a saúde do atleta, indicando, por exemplo, seus limites físicos.
“As pessoas acham que basta se inscrever numa academia, por exemplo, e começar a fazer ginástica. Antes de começar os exercícios regulares, é preciso ir ao médico, para uma avaliação clínica. Alguns exames serão feitos e os resultados ajudam na orientação e prescrição de exercícios quanto à carga de esforço, frequência semanal de treinamento, objetivos e, principalmente, os cuidados com lesões do esporte relacionadas com uma sobrecarga excessiva”, explica João Marcelo Amorim, ortopedista e especialista em medicina do esporte do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
O Dr. João Marcelo Amorim esclarece que a avaliação deve ser feita por todos, seja a pessoa um sedentário que está iniciando seu programa de atividades física, seja um frequentador esporádico de quadras de esporte ou mesmo um atleta que compete em qualquer modalidade. “Uma avaliação de saúde completa, feita por um médico do Esporte, mostrará à pessoa o seu limite para treinar e mesmo competir”, explica ele.
A avaliação clínica, explica o médico do CREB, irá analisar o histórico esportivo, a saúde geral e o uso de medicamentos que a pessoa faz. “Também fazemos uma investigação de lesões esportivas anteriores para uma orientação eficaz e personalizada”, acrescenta ele.
Entre outros exames, o médico fará uma ampla avaliação da postura, identificando possíveis desvios e alterações, irá avaliar a força muscular e flexibilidade, para identificar limitações de movimentos que possam comprometer o programa de exercícios, e medirá o índice de massa corporal, para identificar a possibilidade de sobrepeso ou obesidade.
“Também fazemos um exame para avaliar as medidas de tronco e abdome e se há diferença de tamanho entre os membros. A medida da circunferência abdominal pode indicar o risco para doenças metabólicas e cardiovasculares. Membros com circunferências diferentes – por exemplo, coxas – podem indicar uma menor massa muscular e necessidade de fortalecimento localizado”, explica o Dr. João Marcelo Amorim.
Na consulta também é feita uma avaliação nutricional, teste cardiopulmonar (que avalia a capacidade cardiopulmonar e auxilia o médico a determinar a faixa de batimentos cardíacos em que o exercício será mais saudável), densitometria de corpo total (uma análise precisa e detalhada da composição corporal do paciente) e exames laboratoriais, como hemograma completo, glicemia, ácido úrico e outros. Segundo o ortopedista, as avaliações devem ser feitas pelo menos uma vez ao ano. “Atletas que competem devem fazer avaliações a cada seis meses. O importante é que a pessoa não deixe de consultar um médico, pois é a sua qualidade de vida que está em jogo”, finaliza ele.
É preciso ter cuidado com andadores e bengalas
Bengalas e andadores muitas vezes são indicados para pessoas da terceira idade e ajudam muito na locomoção, devolvendo a eles parte da qualidade de vida perdida.
Mas é preciso ter muito cuidado. Uma pesquisa realizada pelo Centro de Controle de Doenças, de Atlanta, EUA, revelou que mais de 40 mil lesões ocorrem por ano, por conta desses dispositivos que deveriam ajudar as pessoas no dia-a-dia.
Esse número foi comprovado em uma amostra representativa de 66 serviços de emergência dos Estados Unidos e, segundo os pesquisadores, embora as quedas associadas à bengalas e andadores sejam uma pequena fração do número de acidentes, tendem a ser mais graves.
Segundo a pesquisa, das vítimas de quedas com bengalas e andadores, 33% precisaram ficar internadas. Também ficou comprovado que as mulheres têm uma chance quase duas vezes maior de sofrer esse tipo de acidente.
O fisiatra e reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia – Haim Maleh, concorda com a pesquisa e diz que essa é uma das preocupações dos médicos que atendem pacientes da terceira idade.
“É preciso ensinar o paciente como utilizar corretamente a bengala e o andador. E há um período de adaptação. De fato há quadros de lesões e as mais frequentes atingem o tórax, a coluna dorsal e lombar, seguidas das lesões na cabeça. O idoso precisa tomar mais cuidado e seguir algumas dicas, como evitar colocar tapetes em casa , não utilizar sapatos escorregadios, ter cuidado com fios soltos e ter sempre uma iluminação noturna, por exemplo”, explica o médico.
Má postura e sedentarismo são os vilões das dores na coluna
A má postura e o sedentarismo são as principais causas das dores na coluna vertebral. E isso afeta muita gente: de acordo com a Organização Mundial de Saúde – OMS – nada menos do que 85% da população mundial já sentiu, sente ou sentirá dores nas costas. “Os dados são alarmantes e preocupam as autoridades e médicos porque a maioria desses problemas é causado por vícios e alterações posturais da coluna. Basta sentar numa cadeira de forma errada, por exemplo, para engrossar as estatísticas, com dores, hérnias de disco, entre outros problemas na coluna”, explica o médico fisiatra e reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, Haim Maleh.
Segundo o Dr. Haim, a má postura é, sem dúvidas, a maior causa de problemas na coluna. E a falta de exercício físico regular só agrava o problema. “O mal posicionamento aumenta as curvas naturais do corpo e pode até levar a inclinação lateral da coluna, o que nos traz contração muscular, bastante desconforto e dores. Manter uma boa postura ao andar, sentar, dormir, dirigir, praticar exercícios físicos faz toda a diferença e certamente traz muito mais qualidade de vida”, garante o médico do CREB.
O Dr. Haim Maleh diz que o primeiro passo em busca de uma melhor qualidade de vida deve passar pela prática de esportes regulares. Antes, porém, ele recomenda uma visita ao médico. “Se a pessoa não buscar a ajuda médica, não praticar exercícios e não cuidar de sua postura, é possível que venha a ter problemas maiores como artroses, cardiopatias e hérnias de disco. Alterações na coluna vertebral, como as hiperlordoses – mais comuns nas mulheres – e a hipercifose torácica – freqüente tanto no sexo masculino como feminino – são muito constantes. Quem sente dores regulares precisa primeiro conversar com o médico, para ser bem orientado. A dor na coluna tem cura e temos vários protocolos que trazem excelentes resultados”, finaliza ele.
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