Manter boa postura aumenta a tolerância à dor e reduz o nível de estresse
Andar com a coluna ereta transmite uma imagem positiva, elegante e ainda reduz a sensibilidade à dor, diz pesquisa das universidades do Sul da Califórnia e de Toronto
No estudo, publicado na revista “Journal of Experimental Social Psychology”, os autores afirmam que adotar uma postura dominante faz com que as pessoas se sintam poderosas e fortes emocionalmente. Estes novos dados reforçam outros que indicam que a postura correta eleva o nível de testosterona, que aumenta a tolerância à dor, e reduz o de cortisol, o hormônio do estresse.
Dados da Organização Mundial de Saúde mostram que, ao longo da vida, 80% da população mundial têm pelo menos um episódio de dor na coluna. E o sintoma, que era mais comum a partir dos 40 anos, hoje é queixa também entre adolescentes e jovens: 5,3 milhões de brasileiros sofrem de hérnia de disco.
Medidas simples em casa, no trânsito e no trabalho podem evitar os desvios e as dores nas costas. O fisioterapeuta Eduardo Cadidé, do Instituto de Tratamento da Coluna Vertebral, lembra que a prevenção inclui manter o peso corporal correto, fortalecer a musculatura e reeducação postural, medidas que podem ser tomadas em qualquer idade.
– Má postura, inclusive durante o sono, exercícios mal feitos, repetição de movimentos e hereditariedade são as principais causas de dores nas costas – diz Cadidé, que em parceria com o fisioterapeuta Helder Montenegro, lançou a cartilha “Guia de postura Dr. Coluna”, da qual selecionamos algumas dicas para os leitores.
Cirurgia de coluna só em último caso
Para as pessoas que já sofrem com as dores de coluna há opções de tratamento eficazes, diz Cadidé, incluindo medicamentos, técnicas de fisioterapia, como reeducação postural global (RPG), pilates, acupuntura e, em poucos casos, as cirurgias.
– Uma alternativa eficaz é o método Reconstrução Músculo Articular (RMA), com índice de sucesso de até 87%, especialmente em casos de hérnia de disco – afirma Cadidé. A técnica associa fisioterapia manual, mesas de tração e descompressão, aparelho que trabalha o músculo transverso do abdômen e exercícios de musculação.
Ilídio Pinheiro, chefe do Serviço de Ortopedia do Hospital São Vicente de Paulo, no Rio, reforça que é preciso corrigir a postura e evitar a sobrecarga nas vértebras, devido a movimentos inadequados e esforços físicos, como, por exemplo, inclinar o tronco para frente ao levantar um peso. E lembra que fatores psicológicos, entre eles ansiedade e estresse, influenciam no aparecimento ou na persistência das dores de coluna:
– Erros de postura muitas vezes estão associados ao estado emocional.
Antes de indicar qualquer tratamento, é preciso ter o diagnóstico exato, que dependerá de exame clínico detalhado e de imagens – sempre iniciando com radiografia simples – e testes laboratoriais. Drogas só com receita médica, alerta o especialista.
– Medicamentos, principalmente anti-inflamatórios, devem ser usados com moderação e em pacientes sem contraindicações, como úlcera, cardiopatias e alergias. A cirurgia é reservada para os casos graves ou pacientes que não respondem ao tratamento convencional – comenta.
Medicamentos só por pouco tempo
Já o médico Renato Tavares, do Centro de Tratamento das Doenças da Coluna do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), diz que uma das principais queixas é a lombalgia, que pode ser causada por contraturas musculares, artrose, estreitamento do canal lombar, traumatismos, hérnia, infecções, osteoporose e outras doenças reumatológicas. Além da dor pode haver sintoma de dormência e fraqueza das pernas ou dos pés.
– A lombalgia é comum em pessoas ansiosas e estressadas – diz Tavares, acrescentando que prevenir a dor nas costas é mais fácil do que tratar uma lesão; e que os exercícios de alongamento e fortalecimento da musculatura da coluna, do abdômen e das pernas devem ser feitos pelo menos três vezes por semana.
Outra reclamação frequente é o bico de papagaio (a osteofitose ), a formação óssea anormal na proximidade das articulações das vértebras devido à sobrecarga local. Dores fortes e sensação de queimação nas costas são alguns de seus sintomas.
– Nesses casos, a prática de RPG traz excelentes resultados – diz o médico Marcio Taubman, do Centro de Reumatologia e Ortopedia – Cuidar da postura é fundamental. Dormir de bruços, por exemplo, pode causar o bico de papagaio.
Os médicos reforçam que os medicamentos devem ser usados com receita e apenas para aliviar a dor nos períodos de crise, pois não são isentos de efeitos colaterais, como, por exemplo, gastrite ou problemas nos rins. E quando a queixa persiste além de seis meses, mesmo com tratamento clínico, deve-se considerar a necessidade de cirurgia, diz Tavares.
Lombalgia: CREB tem centro específico para tratamento de doenças da coluna vertebral
Lombalgia: CREB tem centro específico para tratamento de doenças da coluna vertebral
Mais de 90% da população mundial sofre, sofreu ou sofrerá de dor lombar em algum momento de sua vida. Trata-se da segunda causa que mais leva pacientes para as clínicas especializadas.
Segundo o fisiatra e reumatologista Haim Maleh, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia – e reumatologista da Universidade federal do Rio de Janeiro (UFRJ), os sintomas da lombalgia são: dor na região lombar (a região mais baixa da coluna, perto da bacia), sensação de queimação no local e dificuldade para ficar em pé ou se movimentar livremente.
Causas e tratamento da lombalgia
As causa da doença, segundo o Dr. Haim, podem ser de origem degenerativa, inflamatória, infecciosa, gestacional, congênita ou mecânico postural. “A lombalgia pode provocar dores fortes e constantes. E quando essas dores irradiam para um ou os dois membros inferiores, trata-se de uma lombociatalgia. O importante é ao menos sinal de dor procurar um especialista”, alerta o médico do CREB.
A lombalgia tem tratamento e a boa notícia é que os resultados podem ser excelentes. “Se a pessoa não buscar a ajuda médica, não praticar exercícios e não cuidar de sua postura, é possível que venha a ter problemas maiores como artroses, cardiopatias e hérnias de disco. Alterações na coluna vertebral, como as hiperlordoses – mais comuns nas mulheres – e a hipercifose torácica – frequente tanto no sexo masculino como feminino – são muito constantes. Quem sente dores regulares precisa primeiro conversar com o médico, para ser bem orientado”, diz o Dr. Haim.
Segundo ele, o tratamento prevê uso de medicamentos e técnicas fisioterápicas. O CREB conta com um centro específico para doenças da coluna vertebral, o CRC, com profissionais especializados e extremamente experientes no assunto. Os resultados alcançados pelo CRC têm sido excelentes, devolvendo aos pacientes a qualidade de vida perdida e eliminando os sintomas, principalmente a dor.
Baropodometria auxilia o médico no diagnóstico de doenças dos pés
Dores nos pés são tão comuns, que muita gente não presta atenção. Dependendo da sua pisada, do calçado que utiliza e de outras variáveis, dores nos pés podem indicar uma série de problemas, que precisam da consulta de um médico.
E se não bastasse, dores nos pés, calosidades, alterações da postura dos pés (pé plano, pronado, supinado, cavo, etc) podem ser também a origem de outros problemas em outros locais, como em joelho e coluna vertebral.
Portanto, ao menor sinal de dor no pé, é preciso consultar um médico reumatologista, fisiatra ou ortopedista. “Dores constantes na coluna, no quadril, joelho, tornozelo ou mesmo no próprio pé podem indicar algum tipo de distúrbio nos pés, com alteração no tipo de pisada e consequente desequilíbrio postural. Um médico especialista deve ser consultado para apontar o diagnóstico e o tratamento correto. Na maioria das vezes, a pessoa acha que a dor que está sentindo no pé é fruto de uma longa caminhada, um esforço específico, mas a dor persiste e pode evoluir”, afirma o fisiatra Antonio D’Almeida Rodrigues Neto, do CREB – Centro de Reumatologia, Ortopedia e Fisioterapia.
Exame para Dor nos pés
O CREB conta com uma tecnologia de ponta que ajuda o médico a definir o diagnóstico do paciente. Trata-se da baropodometria computadorizada dinâmica, um exame que identifica os pontos de pressão e apoio do pé durante a pisada e de forma estática, fazendo a mensuração precisa da pressão exercida sobre cada um destes pontos e avaliando a qualidade da marcha e movimento.
O exame pode ser feito com o paciente em movimento, o que permite medir as variações das pressões durante a marcha e até durante a corrida. O pé se comporta de forma diferente se parado, em marcha ou correndo, daí a importância desse exame para auxiliar o médico no diagnóstico exato do paciente.
A baraopodometria computadorizada dinâmica é um exame indolor, não invasivo e de alta precisão. É indicado para pacientes de qualquer idade, atletas ou não. Ou seja, qualquer um pode fazê-lo.
“O resultado da baropodometria auxilia o médico em determinar se o paciente é portador de algum problema, além de orientar o uso correto e apropriado de tênis, palmilhas e outras órteses, oferecendo a marcha e ao pé proteção, alívio e conforto e possível correção do equilíbrio. O exame deve ser solicitada para avaliar alterações como pé plano ou cavo, calcâneo valgo ou varo, esporão de calcâneo, fasciíte plantar, tendinites, metatarsalgias, neuroma de Morton, hálux valgo (joanete), artroses, hiperqueratosa (calosidade), dores nas plantas dos pés, dor na coluna, quadril, joelho e tornozelo, periostites (canelite) e fraturas por estresse. Ao menor sinal da dor, é preciso consultar um especialista para se avaliar o problema”, avisa o médico fisiatra Dr. Antonio D’Almeida.
Atendimento médico especializado no Rio de Janeiro:
- BARRA DA TIJUCA: Av. das Américas, 700 - Bloco 8 - Loja 320 - Città Américas
- BOTAFOGO: Rua Voluntários da Pátria, 408
- COPACABANA: Rua Barata Ribeiro, 774 - ao lado do metrô
- LEBLON: Av. Ataulfo de Paiva, 355
- MÉIER: Rua Dias da Cruz, 13 - ao lado da estação Méier
Atendimento médico Ortopedia e Fisioterapia em São Paulo:
- SANTO AMARO: Av. Santo Amaro, 5702
- INTERLAGOS: Av. Interlagos, 2255 - âncora SS03 - Shopping Interlagos
- TATUAPÉ: Rua Apucarana, 1619