Cientistas britânicos descobrem 14 novos genes ligados à artrite na infância
Pesquisadores da Manchester University publicaram estudo na revista Nature Genetics, que relata a descoberta de 14 novos genes ligados ao problema da artrite na infância.
De acordo com os cientistas, essa descoberta poderá ajudar na classificação da doença e abrirá novas frentes para tratamentos. “A artrite na infância, também conhecida como artrite idiopática juvenil, é um tipo específico de artrite bastante separado dos tipos encontrados em adultos e houve apenas uma quantidade limitada de pesquisa nessa área no passado. Este estudo foi estabelecido para observar os fatores de risco específicos. Identificar esses 14 fatores de risco genéticos seria um avanço bastante importante. Ele vai nos ajudar a compreender o que está causando o problema, como ele progride e, em seguida, desenvolver potencialmente novas terapias”, afirmou a pesquisadora Dra. Anne Hinks.
Para realizar tal pesquisa, os cientistas britânicos compararam os genes de 2 mil crianças portadoras da artrite com os genes de voluntários saudáveis. “Nós já sabíamos há algum tempo que existe uma forte contribuição genética para o risco de uma criança desenvolver artrite. No entanto, apenas três fatores de risco genéticos foram identificados anteriormente. Este estudo é a maior investigação genética até esta data onde foram identificadas 14 novas regiões de risco, acrescentando uma importância significativa para o conhecimento da base genética desta doença”, ressaltou o diretor médico e professor Alan Silman.
Reumatismo não é doença exclusiva da Terceira Idade
O reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia, Dr. Marco Arnez, lembra que a ideia de que reumatismo é uma doença da terceira idade é ultrapassada. Segundo ele, os reumatologistas e fisiatras recebem cada vez mais a visita de crianças e adolescentes,acometidos pela doença, principalmente devido ao uso excessivo de videogames e telefones celulares. Esse foi, inclusive, um dos temas de destaque da reunião anual da Liga Europeia Contra o Reumatismo, que aconteceu em Londres.
“Crianças e adolescentes passam horas e horas jogando videogames e também gastam muito de seu tempo livre navegando e utilizando os recursos de smartphones. Essas atividades sem tempo discriminado podem causar reumatismo crônico nestes jovens. Antes, o reumatismo era considerado uma doença da terceira idade, mas essa ideia está ultrapassada”, explica o reumatologista. “A dor crônica aparece devido ao extremo esforço realizado por estes jovens, que fazem movimentos repetidos durante várias horas, com os controles dos videogames e celulares. Na Europa já discute-se, inclusive, a necessidade de se expor esse efeito colateral nas embalagens dos jogos, tamanho o problema”, acrescenta ele.
Terapia infunsional faz com que organismo absorva conteúdo mais rapidamente
Terapia infunsional faz com que organismo absorva conteúdo mais rapidamente
Você sabe o que é terapia intravenosa? Também conhecida como terapia infunsional, trata-se da aplicação de medicamentos injetados diretamente na corrente sanguínea do paciente, o que faz com que o organismo absorva o conteúdo de forma muito mais rápida. O CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – dispõe dessa terapia que deve ser realizada tão somente com indicação e supervisão de médicos trinados para tal.
- Trata-se de um recurso novo, que traz excelentes resultados no tratamento de doenças crônicas. É o caso, por exemplo, da osteoporose. A grande vantagem da terapia infunsional é a adesão ao tratamento, a maior velocidade da absorção do medicamento no organismo do paciente – afirma o Dr. Haim Maleh, professor de reumatologia da UFF – Universidade Federal Fluminense – e fisiatra e reumatologista do CREB.
Aproveite o carnaval sem ficar doente dos pés
Acidentes e a sobrecarga das articulações, músculos e tendões são alguns dos motivos que geram um aumento de cerca de 30% dos atendimentos ortopédicos durante o carnaval.
Para evitar fazer parte desta estatística, os especialistas recomendam alguns cuidados para ajudar você a cair na folia, sem ficar doente dos pés. Evitar o salto alto é uma delas.
– Os foliões que curtem um ritmo mais acelerado no carnaval devem se preparar ao longo do ano fazendo atividades físicas regulares e evitar o excesso de impacto nas articulações, com o uso de calçados mais adequados – afirma o ortopedista Ricon Jr., cirurgião especializado em quadril do Hospital Naval Marcílio Dias.
Para o fisioterapeuta especialista em acupuntura Fernando Fernandes, atividades aeróbicas são importantes aliadas para o fortalecimento dos músculos, além de darem energia ao corpo.
– Caminhadas sem intervalo, bicicleta ou natação, também são indicadas. É importante alongar o corpo antes de começar os exercícios e estar em dia com o check-up – recomenda o fisioterapeuta.
Ficar muitas horas de pé vendo a banda passar ou correndo atrás do trio elétrico pode provocar inflamações nos tendões dos pés, tornozelos e pernas, torção do tornozelo e joelho e dor nas costas.
– Quem vai desfilar na Sapucaí deve lembrar que vai estar de pé por muito tempo antes de entrar na avenida. As mulheres na Sapucaí devem deixar os saltos altos em casa, pois eles mudam o centro de gravidade do corpo e forçando mais a coluna baixa e os glúteos. Evite ficar parado por muito tempo, deixando a coluna sem movimentação, pois as articulações podem travar. A dica é tentar sentar-se um pouco e mover-se – diz o quiropraxista Jason Gilbert.
– O excesso de impacto nas articulações funciona como uma espécie de ginástica aeróbica de impacto. Se os músculos e articulações não estiverem preparados haverá dor na certa – completa Ricon Jr.
Gilbert lembra que consumir bebidas alcoólicas demais, além de ressaca, pode provocar dores musculares.
– Se beber os músculos posturais da coluna ficarão cansados. O álcool é um relaxante muscular. As pessoas que têm problemas na coluna devem estar atentas, pois a carga do corpo e a força de gravidade caem na coluna baixa, especialmente na região lombosacral.
A dica é tomar muita água
– A água é uma constituinte importante do nosso corpo (70% é água) e nossos músculos não funcionam sem água. Se sentir câimbras, pode ser que esteja desidratado e isso vai prejudicar qualquer problema de coluna – recomrnda Gilbert.
Os mais empolgados correm outros riscos
– Existem riscos de quedas, ocasionando entorses, fraturas e luxações, além do risco de tendinites, bolhas e calosidades. Lembro da possibilidade de entorse ou tendinite no joelho ou mesmo dor na coluna vertebral decorrente de algum esforço – diz Antonio Alves Jr., médico do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia.
Contra torções e inchaços nos pés, Fernandes indica o Taping. A terapia consiste na aplicação de fitas adesivas nos locais lesionados e auxilia no equilíbrio muscular, além de agir de forma antiinflamatória, analgésica e drenar edemas.
– A fita emite estímulos que são levados ao cérebro por vias sensitivas, presentes na pele. Posteriormente, retorna pelas vias motoras proporcionando uma melhora na circulação sangüínea, regularizando o metabolismo e o equilíbrio do tônus muscular. Na hora do banho, alternar jatos de água quente e fria na coluna ajudam a soltar a musculatura. – explica o especialista.
No caso de outras lesões, a recomendação é que um especialista seja consultado para que o problema não se agrave.
No caso de bolhas, elas não devem ser estouradas
– As bolhas devem ser lavadas com água e sabão e, depois, devem ser colocados produtos anti-sépticos – diz Alves, recomendando que elas não sejam estouradas para evitar infecções.
Atendimento médico especializado no Rio de Janeiro:
- BARRA DA TIJUCA: Av. das Américas, 700 - Bloco 8 - Loja 320 - Città Américas
- BOTAFOGO: Rua Voluntários da Pátria, 408
- COPACABANA: Rua Barata Ribeiro, 774 - ao lado do metrô
- MÉIER: Rua Dias da Cruz, 13 - ao lado da estação Méier
Atendimento médico Ortopedia e Fisioterapia em São Paulo:
- SANTO AMARO: Av. Santo Amaro, 5702
- INTERLAGOS: Av. Interlagos, 1989
- TATUAPÉ: Rua Apucarana, 1619