Pilates combate a dor, atuando na causa, não no efeito
A dor é sintoma, nunca causa. Por isso, é preciso descobrir o causador da condição álgica e não apenas tratar suas manifestações clínica. É dessa forma que o pilates terapêutico é utilizado quando o médico o recomenda no tratamento de uma dor lombar....
A dor é sintoma, nunca causa. Por isso, é preciso descobrir o causador da condição álgica e não apenas tratar suas manifestações clínica. É dessa forma que o pilates terapêutico é utilizado quando o médico o recomenda no tratamento de uma dor lombar. “Os exercícios do pilates terapêutico visam o reequilíbrio de todas as estruturas vertebrais. Vai atuar na causa, não na consequência”, garante o Reumatologista Antônio D’Almeida Neto, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
O pilates terapêutico tem bons resultados
“Exercícios com flexão do tronco, mobilização da pelve, fortalecimento dos músculos e estabilizadores da coluna são importantes e atuam diretamente na causa da dor na lombar. E são exercícios que serão praticados no tempo e nas possibilidades do paciente. O pilates terapêutico é uma excelente opção, com resultados muito bons. No CREB, associamos a atividade a outros protocolos, como acupuntura, RPG e hidroterapia, entre outros”, explica o médico do CREB.
“É preciso fortalecer a musculatura fraca e inibir a musculatura hiperativada. A lombalgia crônica inespecífica está relacionada à disfunção facetaria, consequência de uma distribuição anormal de cargas causadas provavelmente pelo aumento do ângulo lombrossacro. Assim, temos uma hiperlordose envolvida, o que pode não acontecer em todos os casos”, finaliza o Dr. Antônio.
Acupuntura alivia a dor e traz melhor qualidade de vida para pacientes com fibromialgia
Um estudo realizado em Sevilha, na Espanha, com pacientes com fibromialgia, revelou que após dez semanas consecutivas de aplicação de acupuntura 41% dos pesquisados tiveram melhora sensível das dores no corpo. Foram 153 pacientes com fibromialgia que...
Um estudo realizado em Sevilha, na Espanha, com pacientes com fibromialgia, revelou que após dez semanas consecutivas de aplicação de acupuntura 41% dos pesquisados tiveram melhora sensível das dores no corpo. Foram 153 pacientes com fibromialgia que participaram da pesquisa e receberam nove tratamentos semanais de acupuntura, com sessões de 20 minutos cada. Os pesquisadores perguntaram aos pacientes sobre níveis de percepção da dor, depressão e qualidade de vida física e mental após dez semanas, seis meses e um ano do tratamento. O resultado foi impressionante: mesmo após um ano, os pacientes tiveram, em média, uma queda de 20% na pontuação de dor.
Após dez semanas de aplicação, 41% dos pesquisados tiveram melhora das dores
A fibromialgia é uma doença reumatológica de origem desconhecida. Ela acomete principalmente mulheres, na proporção de sete para cada homem. Segundo índices oficiais, 3% a 5% da população apresenta esse quadro clínico, dos quais entre 80% e 90% são mulheres entre 30 a 60 anos. “A fibromialgia é uma das doenças reumatológicas que mais levam pacientes aos nossos consultórios. Os pacientes apresentam um quadro de dor de origem desconhecida, em diversos pontos do corpo. Além das dores generalizadas pelo corpo, nas articulações, na coluna vertebral, nos músculos e nos tendões, os principais sintomas são dor de cabeça, formigamento nos pés e ou nas mãos, sono não reparador, sensibilidade maior ao frio, tonteiras, fadiga, falta de motivação e tristeza. A boa notícia é que podemos devolver ao paciente a qualidade de vida perdida, com um tratamento individualizado”, explica o Reumatologista Sergio Rosenfeld, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
Segundo ele, além do tratamento medicamentoso, no CREB utiliza-se protocolos que incluem hidroterapia, em piscina apropriada, pilates terapêutico, acupuntura e RPG. “A acupuntura também é uma excelente opção para combater a dor. Com a melhora da dor, da mobilidade e do humor, o paciente passa a ter uma melhor qualidade de vida, com uma rotina normal de sono e de suas atividades diárias. Exercício físico é fundamental, sendo pilates terapêutico uma ótima opção”, finaliza o médico.
Fibromialgia é uma doença pouco conhecida pelos pacientes
Comemorado em 12 de maio, o Dia Mundial da Fibromialgia foi marcado, no Brasil, pela divulgação de uma pesquisa que revela um dado extremamente relevante: 63% dos brasileiros que têm a doença diagnosticada não sabem descrever os sintomas da fibromialgia ao médico. E cerca de 70% dos que receberam esse diagnóstico jamais ouviram falar até então sobre a doença.
A fibromialgia é uma das doenças reumatológicas que mais levam o paciente ao consultório do médico: segundo dados oficiais, de 3 a 5% da população pode apresentar esse quadro clínico, sendo que de 80 a 90% são mulheres, entre 30 e 60 anos. Os principais sintomas são dores generalizadas pelo corpo, nas articulações, na coluna vertebral, nos músculos e nos tendões, dor de cabeça, sensibilidade maior ao frio, formigamento nos pés e ou nas mãos, tonteiras, desânimo, fadiga, dificuldades para dormir, sono não reparador e, ainda, falta de motivação e tristeza.
– A fibromialgia ainda é uma doença pouco conhecida. Pela dificuldade em se estabelecer um diagnóstico seguro devido a falta de objetividade dos exames radiológicos e laboratoriais, é muito importante que o paciente procure um reumatologista experiente com essa doença. Ele irá se basear em aspectos clínicos, na avaliação da história familiar e no exame físico do paciente – explica o médico reumatologista e fisiatra do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, Antonio D’Almeida.
A pesquisa que revelou o desconhecimento da população em relação à fibromialgia foi realizada pelo instituto Harris Interactive, que ouviu 904 pessoas – 604 médicos e 300 pacientes – no Brasil, na Venezuela e no México. O que torna o assunto ainda mais relevante é que a pesquisa chega a conclusão de que a fibromialgia é desconhecida entre pacientes e, também, entre médicos. Os pesquisadores descobriram que os pacientes chegaram a consultar sete médicos diferentes até chegar ao diagnóstico final.
“A fibromialgia é uma doença de longa evolução, mas a prática regular de exercícios moderados pode controlar as dores. Também há tratamentos medicamentosos, receitados caso a caso ao paciente. Não há uma pílula mágica e sim o entendimento das necessidades do paciente pelo médico e uma adaptação de programação para aquele caso específico, o que traz excelentes resultados e sucesso ao tratamento. Com a melhora da dor, da mobilidade e do humor, o paciente passa a ter uma melhor qualidade de vida, com uma rotina normal de sono e de suas atividades diárias. Isso é possível. É fundamental que o tratamento seja realizado por uma equipe interdisciplinar de profissionais de saúde, com reumatologista, fisiatra e fisioterapeuta, para o devido acompanhamento do paciente. A familiaridade do médico com a doença faz com que seja tratada de maneira bastante satisfatória, através de medicamentos associados a protocolos de reabilitação, como os que temos no CREB, com hidroterapia em piscina apropriada, acupuntura, além de outras medidas fisiátricas”, garante o médico, reafirmando que as pessoas têm o direito de viver bem, feliz e sem dor.
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