Reumatologista do CREB fala sobre Cefaleia tensional
cefaleia tensional
Você sabe o que é Cefaleia Tensional? É a forma mais comum da cefaleia, geralmente associada um evento estressante. Esse tipo de dor de cabeça é de intensidade moderada, autolimitada e normalmente responsiva a medicamentos. A contratura muscular pode ser uma das causas, mas nenhuma pesquisa garante que a contração muscular é a etiologia única dessa dor.
- Metade dos adultos já sentiram ao menos uma crise de dor de cabeça tensional uma vez ao mês. E um em 30 adultos já sofreram de crise de cefaleia tensional crônica. Fatores musculares podem estar associados ao desenvolvimento de uma crise da doença. Os principais gatilhos podem ser estresse, ansiedade e má postura – afirma o reumatologista Sérgio Rosenfeld, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
O médico do CREB explica que a maioria dos casos é intermitente, mas pode se tornar crônico. Segundo ele, é preciso que o paciente realize mudanças em seu estilo de vida para prevenir as crises da cefaleia, como optar por uma alimentação saudável, praticar exercício físico regular, ter noites de sono reparador, evitar o sobrepeso e corrigir os vícios de postura.
- Um especialista deve ser consultado. Podemos optar pela acupuntura, que é excelente contra a dor, fisioterapia e protocolos que incluem RPG, pilates terapêutico e hidroterapia. As pessoas não sabem que a má postura pode ser um gatilho para a cefaleia. Cuidando da coluna, podemos evitar crises – garante o Dr. Rosenfeld.
Pesquisa revela que problemas na coluna afetam mais da metade dos profissionais da beleza
Um estudo realizado pelo Instituto de Ortopedia do Hospital das Clínicas da FMUSP, ligado à Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, com profissionais de salões de beleza, revela que nada menos do que 59% dos profissionais avaliados sofrem com dores na coluna, 47% nos membros superiores e 27% nos membros inferiores. A pesquisa apontou, ainda, uma maior incidência de dores na coluna e nos braços do que nos membros inferiores. Outras conclusões importantes são: os profissionais que trabalham mais de 50 horas semanais sofrem mais dores e os que estão há mais de quatro anos nesta profissão são maioria em relação aos iniciantes.
Segundo o reumatologista e fisiatra Haim Maleh, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – esse estudo apenas ratifica o que se repete em todos ambientes profissionais onde os trabalhadores executam suas tarefas por muitas horas em pé e utilizando movimentos repetitivos. “A profissão de cabelereira não é fácil. Elas ficam horas em pé e os movimentos são repetitivos. A lombar e os ombros sentem o peso dos anos de profissão e tudo isso se agrava se a pessoa tiver sobrepeso e, principalmente, se for sedentária”, explica o médico.
– A quantidade de horas trabalhadas em uma mesma posição e o tipo de trabalho realizado são fatores muito importantes na origem de dores músculo-esqueléticas. A isso se junta uma série de fatores que contribuem como o estresse, a falta de atividade física regular, uma alimentação desregulada, vícios de postura e noites de sono irregular. Após a identificação da causa, utilizamos no CREB protocolo em que incluímos RPG, Pilates e outras formas de cinesioterapia associadas a hidroterapia, e conseguimos excelentes resultados no alívio da dor e na melhora da qualidade muscular. Ao menor sinal de dor constante, a pessoa deve procurar um especialista para identificação da causa porque é possível tratar os problemas de coluna e viver bem, feliz e sem dor – garante o Dr. Haim Maleh.
Fibromialgia: é preciso procurar um reumatologista muito experiente
A Fibromialgia é uma doença reumática, que afeta o sistema músculo-esquelético humano. Suas principais características são dor muscular difusa e constante, associada a distúrbios psicológicos e alterações do sono. Estatísticas apontam que em torno de 2% da população mundial tem fibromialgia, sendo que a doença acomete oito vezes mais mulheres que homens, principalmente numa faixa etária entre 20 e 60 anos.
“A fibromialgia é uma doença dolorosa, de longa evolução, não inflamatória, caracterizada por queixas de dor músculo-esquelética difusa, com dor em vários músculos, tendões e articulações, incluindo a coluna vertebral). Além da dor, outros sintomas podem ocorrer: cansaço, fadiga inexplicável, tristeza, depressão, dificuldade de concentração, palpitação, sono não reparador, dor de cabeça do tipo tensional ou do tipo enxaqueca, disfunção na articulação temporo mandibular, períodos de diarréia ou prisão de ventre, bem como sintomas gástricos como dor abdominal e dificuldade de digestão”, explica o reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, Sérgio Rosenfeld. Segundo ele, a doença é de difícil diagnóstico pois é comumente confundida com doença psicológica ou com problemas de ordem reumática.
– O diagnóstico é apenas clínico, baseando-se no histórico do paciente e no exame físico. O médico precisa ter experiência com a doença. Muitas vezes, a pessoa tem fibromialgia, sente dores, mas como os exames nada apontam, o diagnóstico é dado pela experiência e conhecimento do médico com a doença. É preciso procurar um reumatologista que tem muita experiência no assunto – explica ele, lembrando que o CREB segue os critérios de classificação do Colégio Americano de Reumatologia para Fibromialgia, que incluem a presença de dor difusa pelo corpo em 11 ou mais pontos dolorosos.
A fibromialgia não tem cura, mas o tratamento pode devolver ao paciente a qualidade de vida perdida. O tratamento é medicamentoso, à base de analgésicos que reduzem as dores e melhoram a qualidade do sono, e não medicamentoso, que inclui fisioterapia, terapia ocupacional, prática regular de exercício físico e protocolos que envolvem, por exemplo, acupuntura e hidroterapia em piscinas especiais para essa prática, como as que o CREB tem. “A prática de uma atividade física regular é muito importante porque proporciona melhora na condição cardiorrespiratória, na flexibilidade, na força e resistência muscular, aumento da massa corporal magra e redução do percentual de gordura e ainda produz endorfina e serotonina, neurotransmissores capazes de melhorar o nosso humor e o sono”, finaliza o médico.
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