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Fumo pode estar relacionado ao desenvolvimento da osteoporose

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Você sabia que o cigarro pode estar relacionado ao desenvolvimento da osteoporose? E que também atrapalha a consolidação óssea, leva ao retardo e a pseudartrose na fratura, obstrui a microcirculação dos tensões e inúmeros trabalhos científicos atesta...

Você sabia que o cigarro pode estar relacionado ao desenvolvimento da osteoporose? E que também atrapalha a consolidação óssea, leva ao retardo e a pseudartrose na fratura, obstrui a microcirculação dos tensões e inúmeros trabalhos científicos atestam que quem fuma tem maior chance de desenvolver rupturas do manguito roteador e pior prognóstico após a ruptura destes tendões? Pouco se divulga, mas o fumo também pode provocar lesões ortopédicas.

O fumo atrapalha o metabolismo do cálcio

“O cigarro deve ser terminantemente proibido para aqueles que estão em processo de cicatrização de uma fratura, porque o fumo atua de forma negativa diretamente na consolidação óssea. Obviamente que não se pode interferir no quanto aquele paciente já fumou, mas durante a cicatrização o fumante deve evitar a todo custo o cigarro. Esse paciente levará mais tempo para colar uma fratura e se estiver fumando muito pode até acontecer da fratura simplesmente não colar. Neste caso, ele desenvolve o que chamamos de pseudartrose, que é uma falsa articulação”, explica Bernardo Stolnicki, ortopedista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo e coordenador do Prevrefrat CREB – Programa de Prevenção a Refratura da clínica.

O ortopedista diz que o fumo provoca alterações da microcirculação sanguínea, o que pode proporcionar uma maior facilidade para que os tendões inflamem, dificultando a cicatrização dos tecidos tendinosos. “O fumo atrapalha o metabolismo do cálcio e, por isso, pacientes fumantes têm uma maior incidência de osteoporose”, alerta.


Homens apresentam maior mortalidade e perda de independência após fratura no quadril

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Um estudo publicado no renomado Journal of Bone and Mineral Research estudou os fatores associados à fratura de quadril em 5.994 homens com 65 anos ou mais, durante 8,6 anos.

O estudo conclui que homens com baixa massa óssea no colo do fêmur, múltiplos fatores de risco e comorbidades têm um alto risco de fraturas de quadril. A pesquisa avaliou dados demográficos, estilo de vida, histórico pessoal e familiar, estado funcional, avaliação antropométrica e cognitiva, visual e função neuromuscular, consumo de álcool, tabagismo, alimentação e histórico de uso de medicamentos. Os participantes da pesquisa tiveram sua densidade mineral óssea da coluna e do fêmur mensuradas.

O risco de fratura do quadril aumenta quanto maior for o número de comorbidades do paciente

“Ter mais de 75 anos, uma baixa densidade óssea no colo do fêmur, ser tabagista, maior perda de altura e peso desde os 25 anos de idade, histórico de fraturas, uso de antidepressivos tricíclicos, história de infarto agudo do miocárdio ou angina, hipertireoidismo e Parkinson são condições que foram associados a um aumento do risco de fratura no quadril e preditores para tal evento. A pesquisa constatou também que o risco de fratura do quadril aumenta quanto maior for o número de comorbidades do paciente, assim como baixa ingestão de proteínas”, explicou o ortopedista Bruno Vargas, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia.

Vale acrescentar que as estatísticas indicam que aproximadamente 30% das fraturas de quadril acontecem em homens. Se comparadas com as mulheres, a mortalidade, a morbidade e a perda de independência após uma fratura no quadril são maiores no sexo masculino.


Mulheres acometidas pela lúpus podem engravidar

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Há muita desinformação sobre a lúpus, uma doença de causa desconhecida, crônica e sistêmica, que acomete principalmente mulheres, na maior parte das vezes na faixa entre os 15 e 35 anos. Segundo a reumatologista Isis Reis Carvalho, do CREB – Centro d...

Há muita desinformação sobre a lúpus, uma doença de causa desconhecida, crônica e sistêmica, que acomete principalmente mulheres, na maior parte das vezes na faixa entre os 15 e 35 anos. Segundo a reumatologista Isis Reis Carvalho, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, a principal mentira sobre a doença é de que ela seria contagiosa. Não é.

“O diagnóstico acontece a partir de critérios clínicos e exames laboratoriais. E há tratamento, que vai depender dos sintomas apresentados pelo paciente. Os sintomas variam, de acordo com o paciente, porém os mais frequentes são dores articulares, manifestações de pele, principalmente nas áreas expostas ao sol, inflamação da pleura e do pericárdio, anemia, alterações dos glóbulos brancos e plaquetas e doença renal”, explica a Dra. Isis. Ela pontua que mulheres com lúpus podem engravidar, ao contrário do que se pensa.

Os portadores da doença devem optar por hábitos saudáveis

“A mulher com lúpus pode engravidar sem problema algum. A doença precisa estar controlada há ao menos dois anos e a paciente não pode ser portadora de doença renal. O uso de anticoncepcionais será avaliado pelo médico. Os portadores da doença devem optar por hábitos saudáveis, como uma dieta equilibrada e atividade física regular. É muito importante que o paciente com lúpus evite expor-se ao sol”, finaliza a reumatologista do CREB.



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