Torcicolo: especialista deve ser consultado
Ninguém está livre de sentir torcicolo, mesmo atletas profissionais e pessoas que praticam atividade física regular.
Para evitar esse incômodo, que acomete indistintamente qualquer pessoa, é preciso fazer alongamento e fortalecimento muscular, com exercício físico regular, mas sem exageros.
O pescoço liga a cabeça ao tronco. É ali que está o segmento mais móvel da coluna e onde se concentram todos os excessos do organismo, inclusive o estresse. A cervical é submetida diariamente a pressões, tensões e má postura no trabalho. Quando essa parte da coluna começa a doer, pode ser sinal de compressões nervosas, fraturas e até hérnia de disco. É a chamada cervicalgia, uma versão mais grave do torcicolo – explica o fisiatra e reumatologista Haim Maleh, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia, e professor de reumatologia da UFF – Universidade Federal Fluminense.
Segundo ele, o torcicolo é um ferimento de uma articulação após um movimento abrupto, e pode ocorrer após um dia intenso de trabalho, uma noite mal dormida, durante um engarrafamento ou um estresse.
Se o torcicolo aparece com alguma frequência, podemos receitar o RPG, que corrige vícios posturais. A diferença entre o torcicolo e a cervicalgia é que o primeiro apresenta uma dor pontual e transitória, cujos sintomas podem desaparecer sozinhos por volta de uma semana. Já a cervicalgia é um torcicolo mais grave, quando as dores persistem e se instalam progressivamente, com os sintomas cada vez mais fortes. O importante é que o paciente procure um especialista ao menor sinal de dor – explica o médico do CREB.
CREB apoia ONG Saúde Criança
A Associação Saúde Criança é uma organização social que trabalha com metodologia pioneira para reestruturar as famílias de crianças em risco social, provenientes de unidades públicas de saúde, e promover o seu autossustento.
Fundada em 1991 pela Dra. Vera Cordeiro, a Associação é uma organização sem fins lucrativos e sem filiação política e religiosa. Trata-se de um trabalho sério e de grande ressonância, que já ganhou mais de 50 prêmios pelo alcance de seus resultados.
Entre outros prêmios, a Saúde Criança foi eleita a ONG mais influente da América Latina, ocupando a 19ª posição no ranking mundial, e a Dra. Vera Cordeiro ganhou o Prêmio Faz Diferença, do jornal O Globo, em 2015, na categoria Sociedade/Ciência e Saúde.
O Centro de Reumatologia e Ortopedia – CREB – agora faz parte dessa corrente do bem, apoiando o trabalho da Saúde Criança.
Surfista precisa se alongar e cuidar do condicionamento físico
O surfe é um esporte que está se profissionalizando muito nos últimos anos. Foi-se o tempo em que o surfista era aquele sujeito descompromissado, que perdia horas e horas pegando ondas na praia. Profissionais vivem disso, uma indústria gera uma receita extraordinária com produtos, revistas, filmes, roupas e até alimentos e o surfe definitivamente ganhou a mídia. Daí termos cada vê mais pessoas de ambos os sexos, e das mais variadas idades, se dedicando ao esporte.
Mas engana-se que basta colocar uma prancha debaixo do braço e enfrentar as ondas com coragem e equilíbrio. “Mudanças da maré, grandes ondas, correntezas e o desgaste do esporte exigem muito do surfista. É preciso ter um bom condicionamento físico para se dedicar ao esporte, ainda que a intenção da pessoa seja apenas se divertir. O surfe é hoje uma excelente oportunidade de condicionamento físico. Mas é preciso estar preparado para adotá-lo”, avisa o ortopedista especialista em medicina do esporte, João Marcelo Amorim, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
O médico do CREB diz que é indispensável se aquecer antes de praticar o surfe. “Da mesma forma que o atleta se alonga antes de correr ou jogar futebol, é preciso fazer o mesmo antes de praticar o surfe. Ele lembra que a própria coluna vertebral fica exposta nas quedas, que muitas vezes são fortes o suficiente para machucar o surfista. O médico acrescenta que o condicionamento cardiovascular e o treinamento devem fazer parte da preocupação daqueles que querem praticar esta atividade.
– Não é raro receber surfistas no consultório, com queixas como dores na coluna vertebral, inflamações, enfim, com algum problema gerado pelo esporte. Ao sinal de qualquer dor, é preciso procurar um especialista, inclusive por aqueles que querem começar a pratica o esporte – finaliza o médico.
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