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Novo tratamento da artrose pode evitar a cirurgia

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Nada menos do que 20% da população mundial é acometida pela artrose, a mais comum das mais de cem doenças reumáticas. Além disso, é considerada como uma das mais frequentes causas da incapacidade ao trabalho, em pessoas com 50 anos ou mais. A artrose...

Nada menos do que 20% da população mundial é acometida pela artrose, a mais comum das mais de cem doenças reumáticas. Além disso, é considerada como uma das mais frequentes causas da incapacidade ao trabalho, em pessoas com 50 anos ou mais. A artrose, também conhecida como osteoartrite ou osteoartrose, é a doença mais prevalente do sistema articular e, embora esteja ligada ao envelhecimento, ela não deve ser considerada uma doença degenerativa, haja visto que, há evidências de aumento considerável do metabolismo celular articular em resposta a uma agressão à cartilagem.

“Também conhecida popularmente como “ bico de papagaio”, a doença é causada por várias alterações bioquímicas, metabólicas e fisiológicas que ocorrem, simultaneamente, na cartilagem hialina e no osso sub condral, levando a diminuição do espaço articular com perda cartilaginosa e formação osteofitária (bico de papagaio). Há o comprometimento da articulação como um todo, ou seja, da cápsula articular, da membrana sinovial, dos ligamentos e da musculatura periarticular. Assim, a artrose, em qualquer localização, é uma insuficiência cartilaginosa associada a fatores genéticos, hormonais, mecânicos, ósseos e metabólicos, que acarretam degradação do tecido cartilaginoso em consequente remodelação óssea e algum grau de inflamação sinovial, podendo resultar em incapacidade funcional, piora da qualidade de vida e custos elevados para o sistema de saúde”, explica o Reumatologista Haim Maleh, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo e professor de reumatologia da UFF.

Duas das regiões mais acometidas pela doença são o joelho e os quadris. Segundo o Dr. Haim, quando há a degeneração articular, geralmente há déficits da musculatura responsável pela movimentação e proteção do joelho. E quanto menor for qualidade muscular, maior será o impacto e os microtraumas diretamente sobre a articulação. A boa notícia é que os tratamentos, cada vez mais avançados, possibilitam evitar a cirurgia. “No CREB, dispomos de um exame que faz uma avaliação da musculatura isocinética de joelhos e quadris de forma computadorizada, que nos permitem melhor orientar o tratamento, identificando e focando no grupo muscular que está deficitário. Assim, alcançamos um melhor resultado com menos tempo de fisioterapia e outros procedimentos. Há redução de tempo e de custo também”, pontua o reumatologista.

A viscossuplementação apresenta bons resultados

Segundo ele, no CREB, após identificar a possível causa da osteoartrose, é indicado o tratamento medicamentoso, além de protocolos de reabilitação física, com sessões de hidroterapia, cinesioterapia específica, acupuntura e fisioterapia. “Uma novidade de tratamento que utilizamos em nosso protocolo é a viscossuplementação, que apresenta resultados muito bons. Vale lembrar que este método faz parte das recomendações de tratamento da osteoartrose do joelho, da American Academy of Orthopaedic Surgeons (AAOS) e American College of Rheumatology. A viscossuplementação consiste na infiltração intra-articular de ácido hialurônico. Ela é feita em consultório, por médico especialista, de 3 a 5 aplicações. As injeções trazem alívio para a dor e melhora da função. E é bom esclarecer que não se trata de um corticóide, antiinflamatório que tem vários efeitos colaterais. Temos alcançado resultados excelentes no CREB, sem necessidade de cirurgia!”, finaliza o Dr. Haim.


Mais de 54 milhões de norte-americanos têm artrose

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De acordo com estatísticas oficiais apresentadas pelo governo dos Estados Unidos, um em cada quatro adultos norte-americanos sofre de artrose. São nada menos do que 54 milhões de portadores da doença e, ao contrário do que se pode imaginar, a maior p...

De acordo com estatísticas oficiais apresentadas pelo governo dos Estados Unidos, um em cada quatro adultos norte-americanos sofre de artrose. São nada menos do que 54 milhões de portadores da doença e, ao contrário do que se pode imaginar, a maior parte do grupo não é da terceira idade: em torno de 60% deste contingente têm idade entre 18 e 64 anos, ou seja, uma faixa etária economicamente ativa.

É cada vez maior o número de jovens e adultos acometidos pela doença

“A artrose é uma doença caracterizada principalmente pelo desgaste da cartilagem das articulações, principalmente em indivíduos com mais de 60 anos. Mas, definitivamente, não é exclusiva da terceira idade. Cada vez é maior o número de jovens e adultos acometidos pela doença. Em jovens, a artrose pode acontecer secundariamente a um trauma, doenças osteometabólicas e artrite”, explica o Dr. Haim Maleh, professor de reumatologia da UFF e reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

Segundo o governo norte-americano, desde 2002 que os impedimentos de atividades diárias devido à artrose vem aumentando em 20%, chegando a atingir 24 milhões de pessoas. As estatísticas também indicam que a prevalência de artrose é elevada em adultos com doenças preexistentes, como doenças cardíacas e obesidade, e metade dos adultos diagnosticados com doença cardíaca têm artrite, enquanto um terço dos adultos obesos têm artrose. “A artrose é parcialmente tratada com anti-inflamatórios não esteroides e analgésicos. Para um tratamento mais abrangente e completo, além do uso de medicamentos, devemos utilizar técnicas de fisioterapia e uma excelente opção é a hidroterapia, que visa a recuperação da função articular por meio do exercício. O pilates terapêutico também é outra excelente opção, trazendo ótimos resultados e auxiliando no fortalecimento articular, tão importante para quem tem artrose. Podemos, também, optar pela viscossuplementação, com o uso do ácido hialurônico, aliviando a dor nos portadores de artrose nos joelhos e quadris, ajudando a restabelecer a qualidade de vida e a mobilidade articular”, finaliza o Dr. Haim.


Boa postura é fundamental para a saúde da sua coluna

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Se não bastasse o bem que faz, andar com a coluna ereta passa para as pessoas uma imagem muito positiva e transmite elegância. Esse é o resultado de uma pesquisa realizada pelas universidades do Sul da Califórnia e de Toronto, publicada essa semana na revista “Journal of Experimental Social Psychology”. Em suma, os autores da pesquisa concluem que além de fazer bem para todo o corpo e reduzir a sensibilidade à dor, uma postura ereta faz a pessoa se sentir mais poderosa e forte emocionalmente.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, 80% de toda a população mundial sentiu, sente ou sentirá dor na coluna. E essa queixa, que antes era comum acontecer após os 40 anos, hoje acontece cada vez mais com adolescentes e jovens. Essa pesquisa reforça a ideia de que a postura correta eleva o nível de testosterona, que aumenta a tolerância à dor, e reduz o de cortisol, o hormônio do estresse”, explica o ortopedista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, Marcio Taubman

O ortopedista do CREB ressalta que dicas simples em casa, no trânsito e no trabalho podem evitar dores e problemas na coluna. “Obviamente que é muito importante manter um peso correto, congruente com sua altura, além de praticar exercício físico regular, para fortalecer a musculatura. Má postura, inclusive durante o sono, exercícios mal feitos, repetição de movimentos e hereditariedade são as principais causas de dores nas costas. Mas algumas dicas são fáceis de serem seguidas e devem ser adotadas por todos”, diz ele.

– Medicamentos devem ser usados, sim, mas somente com receita, orientação médica e tão somente para aliviar a dor em períodos de crise. Não se pode mascarar o problema com antiinflamatórios. E remédios não são isentos de efeitos colaterais, como gastrite e problemas nos rins. Usamos no CREB protocolos que envolvem RPG, acupuntura, hidroterapia, pilates e fisioterapia que devolvem ao paciente a qualidade de vida perdida. O médico, após avaliaçao clínica, deverá propor um tratamento adequado e personalizado para o paciente. Nossos protocolos, através de alongamento, fortalecimento muscular concêntrico, traz também relaxamento muscular – diz Taubman.

Para propor o melhor tratamento, o médico deverá avaliar clinicamente, de forma detalhada, e complementar se necessário com exames de imagens, além de testes laboratoriais. Entre as principais reclamações está a lombalgia, comum em pessoas ansiosas e estressadas “Ela pode ser causada por contraturas musculares, artrose, estreitamento do canal lombar, traumatismos, hérnia, infecções, osteoporose e outras doenças reumatológicas. Além da dor pode haver sintoma de dormência e fraqueza das pernas ou dos pés. Já o bico de papagaio, nome popular da osteofitose, também é muito comum nos consultórios médicos. “Trata-se da formação óssea anormal na proximidade das articulações das vértebras devido à sobrecarga local. Dores fortes e sensação de queimação nas costas são alguns de seus sintomas”, explica.

– Nesses casos, a prática de RPG geralmente associado a outros procedimentos como fazemos no CREB traz excelentes resultados – diz o médico Marcio Taubman – Cuidar da postura é fundamental. Você pode viver bem, feliz e sem dor.



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