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Estresse pode provocar dores nas costas e no pescoço

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Estresse pode provocar dores nas costas e no pescoço

Nosso dia a dia é recheado de estresses, seja por conta dos problemas familiares, de trabalho, contas para pagar, trânsito infernal… e muito estresse certamente faz mal à saúde. A maioria das pessoas liga o estresse à pressão sanguínea e logo pensa nas doenças do coração. Mas estresse pode trazer muitas dores na coluna e no pescoço, além de insônia e ganho de peso.

  • Um estresse prolongado pode se tornar crônico, tensionando a musculatura e provocando muita dor nas costas ou no pescoço. Muitas vezes, o estresse é o responsável direto por estas dores. Controlar o estresse é uma forma de evitar dores na coluna – afirma o reumatologista Sérgio Rosenfeld, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

A primeira dica do Dr. Sérgio é ter uma conversa com o seu médico. Muitas pessoas optam pela automedicação, mas acabam ingerindo medicamentos que podem causar inquietação, insônia e ansiedade. Ao menor sinal de dor na coluna ou no pescoço, um especialista deve ser consultado para uma avaliação correta.

  • Temos protocolos que incluem fisioterapia, hidroterapia, RPG e Pilates Terapêutico que são utilizados para dores severas nas costas e no pescoço. Muitas vezes, é preciso corrigir a postura do paciente. Caminhar, praticar exercício físico regular ou mesmo ioga é fundamental contra o estresse. Caminhadas no horário do almoço, por exemplo, aumentam a circulação do sangue e reduzem o estresse – explica o Dr. Sérgio.

Para relaxar das tensões diárias, o médico do CREB também recomenda a acupuntura. Se alimentar corretamente, optando por alimentos saudáveis e de forma balanceada, fazer pausas para alongamento durante o turno do trabalho e uma noite de sono reparador ajudam muito a eliminar o estresse.

  • Vivemos numa sociedade estressante, disso ninguém escapa. Mas buscar não se estressar demais é fundamental. Volto a dizer: ao menor sinal de dor, um especialista deve ser procurado – finaliza ele.

Uso de salto alto pode explicar alto índice de artrose entre mulheres

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A incidência da artrose é duas vezes mais comum em mulheres do que em homens. Tal fato pode ser explicado, entre outras razões, pelo resultado de uma pesquisa da Universidade de Stanford, no Reino Unido, que chegou a conclusão de que o uso de calçado...

A incidência da artrose é duas vezes mais comum em mulheres do que em homens. Tal fato pode ser explicado, entre outras razões, pelo resultado de uma pesquisa da Universidade de Stanford, no Reino Unido, que chegou a conclusão de que o uso de calçados com salto alto, em média de nove centímetros, provoca alterações no andar, e tais alterações são semelhantes àquelas observadas durante o envelhecimento de joelhos com artrose.

Uma das mais comuns doenças reumáticas, a artrose acomete homens e mulheres, principalmente na terceira idade. Um número cada vez maior de pessoas entre 30 e 50 anos, no entanto, têm sofrido dores provocadas pelo desgaste das articulações de joelhos, quadris, tornozelos e coluna. O número de mulheres com artrose é o dobro do número de homens, e a pesquisa de cientistas do Reino Unido ajuda a entender melhor tal quadro.

– Todos temos um eixo central, que nos dá equilíbrio. O uso regular do salto alto altera esse eixo, forçando o posicionamento do pé para frente. As estatísticas apontam que 60% das pessoas na terceira idade sofrem com a artrose. Neste caso, é um desgaste comum devido à idade. Mas no caso de pessoas entre 30 e 50 anos, a artrose geralmente é fruto de trauma, uma carga excessiva de exercícios quando mais jovem. E o número de pessoas nesta faixa etária nos consultórios médicos, com diagnóstico de artrose, é cada vez maior – afirma o Reumatologista e Fisiatra do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – e Professor de Reumatologia da UFRJ, Haim Maleh.

O médico explica que inicialmente a artrose pode não apresentar sintomas, mas pode ser diagnosticada por meio de exames de imagem, como a radiografia e ultrassonografia articular. O principal sintoma é a dor, dificuldade em iniciar o movimento, crepitação (estalos) da articulação e diminuição da mobilidade articular (rigidez articular).

– O desvio do eixo articular visto pelo raio-x, associado a dor e a dificuldade de mobilidade articular pode significar artrose. Quanto mais precoce diagnosticarmos a doença, melhor será a orientação do tipo de atividade fisioterápica de reabilitação, assim como o exercício físico que mais se adapta a essa pessoa. Por isso consultar um médico especialista ao menor sinal de dores é tão importante. As pessoas muitas vezes costumam não dar atenção a estas pequenas dores, acreditando que são passageiras e normais. Mas dor é um sintoma. Em qualquer esporte há sobrecarga articular, que se associado a uma forma errada de pisada (forma não neutra) pode agravar o quadro de artrose – diz.

No CREB, o exame de avaliação tridimensional do movimento, em que determinamos o tipo exato de pisada e as zonas de maior pressão de apoio, nos dá a oportunidade de corrigir a forma de pisar, por meio de palmilhas específicas e individualizadas, melhorando dores nos pés, joelhos, quadris e coluna lombar, assim como marcha e equilíbrio. A boa notícia é que há possibilidade de se tratar, na maioria das vezes sem cirurgia. Técnicas de fisioterapia, hidroterapia e Pilates são recursos utilizados, mas que devem ser prescritos pelo Reumatologista e Fisiatra. É preciso estar atento aos sintomas e consultar o seu médico.


Pilates e hidroterapia são recomendadas no combate à fibromialgia

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Dor difusa pelo corpo, cansaço, desânimo, insônia, depressão, ansiedade, enxaqueca, dores do intestino, sensação de sono não restaurador e sensibilidade maior ao frio. Esses são os principais sintomas da fibromialgia, uma das doenças reumatológicas q...

Dor difusa pelo corpo, cansaço, desânimo, insônia, depressão, ansiedade, enxaqueca, dores do intestino, sensação de sono não restaurador e sensibilidade maior ao frio. Esses são os principais sintomas da fibromialgia, uma das doenças reumatológicas que mais levam pacientes aos consultórios médicos e que atinge de 3% a 5% da população, entre os quais de 80% a 90% mulheres na faixa entre 30 e 60 anos.

“A verdade é que a fibromialgia ainda é uma doença pouco conhecida. Não é simples estabelecer seu diagnóstico, pela falta de objetividade de exames radiológicos e laboratoriais nesse caso específico. Muitas vezes é necessária a exclusão de outras doenças reumatológicas. Apenas um reumatologista ou fisiatra experiente está apto a diagnosticar a doença, e para isso ele vai se basear em aspectos clínicos, na avaliação do histórico do paciente e de sua família e no exame físico”, explica o Reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo -, Dr. Haim Maleh.

Ainda não se sabe a causa da doença, mas é possível tratar com sucesso os sintomas e devolver ao paciente a qualidade de vida perdida. Além de medicação específica, recomenda-se atividade física orientada. “No CREB, contamos com protocolos que incluem hidroterapia, realizada em piscinas apropriadas, acupuntura e pilates terapêutico, entre outros procedimentos, individualizando o tratamento segundo as necessidades de cada pessoa. Temos tido ótimos resultados. O paciente pode levar uma vida normal, sem dor e sem os demais sintomas”, garante ele.

O paciente deve se comprometer com o tratamento e ser disciplinado

Segundo o Dr. Haim, o paciente deve se comprometer com o tratamento e ser disciplinado, para que alcance o sucesso desejado. O acompanhamento com o reumatologista ou fisiatra é essencial. A hidroterapia e o pilates são atividades físicas indicadas pois respeitam as limitações do paciente. “A hidroterapia é feita em piscina com água aquecida, entre 32 e 34 graus, e isso ajuda na realização dos alongamentos e a mobilidade articular. A água quente ajuda a relaxar o corpo e os músculos. Já o pilates terapêutico é uma atividade física muito prazerosa, e pode ser realizada por qualquer um, ao seu ritmo. São duas ótimas alternativas para pacientes que não conseguem praticar atividades físicas por conta das dores causadas pela fibromialgia”, afirma o Dr. Haim.



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