Artroscopia tem pouca eficácia na maioria dos pacientes. Cirurgia deve ser o último recurso
Muitas pessoas podem estar se submetendo a um popular procedimento para o joelho sem necessidade, a artroscopia, de acordo com um estudo publicado no “New England Journal of Medicine. Esse estudo mostrou que a artroscopia é pouco eficiente na maioria...
Muitas pessoas podem estar se submetendo a um popular procedimento para o joelho sem necessidade, a artroscopia, de acordo com um estudo publicado no “New England Journal of Medicine. Esse estudo mostrou que a artroscopia é pouco eficiente na maioria dos casos. A cirurgia deve ser o último recurso.
O resultado da cirurgia tem uma íntima relação com a qualidade da indicação, ou seja, por que ela está sendo feita. O que se vê hoje é que há um abuso. A cirurgia deve ser o último recurso.
O paciente tem que estar com muita dor e não ter melhorado com tratamento conservador. Para evitar a cirurgia, pode-se tentar antes medicamentos, sessões de hidroterapia, acupuntura, reabilitação, fortalecimento da musculatura no entorno do joelho e a viscossuplementação.
Impacto do frio nas dores articulares de pacientes com artrose
No período de inverno e com a chegada das baixas temperaturas, é comum o aumento das queixas de dores articulares em pessoas idosas. Nos consultórios de reumatologia e fisiatria, é frequente ouvir relatos sobre esse quadro. "A artrose é uma condição bastante prevalente na terceira idade. Durante esses meses mais frios, os pacientes que sofrem com essa doença costumam experimentar dores intensificadas. No inverno, é comum que as pessoas se encolham e os músculos fiquem contraídos. Além disso, há uma redução do fluxo sanguíneo devido à constrição vascular, e o frio evidencia a sensibilidade. Como resultado, temos o aumento das dores", explica Haim Maleh, fisiatra e reumatologista do CREB - Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
Causas e perspectivas de tratamento da artrose
O especialista do CREB ressalta que a dor nas articulações ocorre devido à insuficiência da cartilagem, resultante do desequilíbrio entre a formação e a destruição de seus principais componentes, além de fatores como sobrecarga mecânica, alterações bioquímicas da cartilagem e da membrana sinovial, e predisposição genética. "A artrose costumava ser considerada uma doença progressiva, com evolução lenta e poucas opções de tratamento. Era encarada como algo natural do processo de envelhecimento. No entanto, hoje em dia, é possível mudar essa perspectiva. Os tratamentos modernos têm proporcionado excelentes resultados e melhorias significativas na qualidade de vida dos pacientes", afirma o Dr. Haim Maleh.
A importância dos exercícios físicos regulares no inverno
Mesmo durante o inverno, a prática regular de exercícios físicos é fundamental, especialmente para os pacientes com artrose. Segundo o reumatologista e fisiatra, uma ótima opção é realizar caminhadas diárias de 20 a 30 minutos, mesmo em dias frios. "Uma dica valiosa é caminhar pela manhã, aproveitando os benefícios do sol", ressalta ele. O Dr. Haim Maleh enfatiza a importância de buscar orientação médica, pois o profissional poderá prescrever medicamentos, indicar sessões de fisioterapia e adotar protocolos que incluam hidroterapia e acupuntura, além de uma alimentação balanceada e a prática regular de atividades físicas.
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Espondilite anquilosante acomete principalmente homens na faixa dos 25 anos
Dor constante nas nádegas ou na coluna lombar, por mais de três meses, com rigidez nos locais doloridos pode ser um sintoma de uma patologia conhecida como espondilite anquilosante. “Trata-se de uma artropatia inflamatória crônica, autoimune, que acomete principalmente a coluna vertebral, a bacia, os quadris e os ombros. A espondilite também pode atingir o intestino, os rins, os ossos, o coração, os vasos sanguíneos e os olhos. Os homens são seis vezes mais afetados do que as mulheres”, explica o fisiatra e reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, Haim Maleh.
Segundo ele, as dores acontecem principalmente pela manhã e, ao contrário do que se possa imaginar, um período de repouso pode piorar o problema. “A prática de exercício físico é o melhor a fazer. A espondilite anquilosante aparece principalmente por volta dos 25 anos de idade, mas apesar de pouco comum também pode acometer jovens antes dos 16 anos e pessoas com mais de 45 anos. As mulheres geralmente apresentam um quadro clínico mais leve”, diz.
O médico do CREB esclarece que a doença possui predisposição genética e que além de fisioterapia e tratamento medicamentoso, algumas dicas devem ser seguidas pelos pacientes. “É preciso estar atento a alguns detalhes. O colchão utilizado, por exemplo, deve ser firme, sem depressões. Uma tábua pode ser usada entre o colchão e o estrado da cama. Atividade física regular também é muito importante. Ao menor sinal de dores, um especialista deve ser consultado, para que o diagnóstico seja determinado e o tratamento iniciado”, finaliza ele, realçando que a hidroterapia aumenta a capacidade pulmonar e a acupuntura auxilia no tratamento, ao lado da correção postural feita através do RPG.
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