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Sintoma de artrose

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Tenho 61 anos e sinto tonteira e zumbido no ouvido, além de queimação na área do pescoço. Qual é a causa?

LÍGIA, Rio de Janeiro, RJ

Dor no pescoço com queimação e/ou sensação de desconforto, com irradiação para as costas e/ou braços, com formigamento e edema matutino nas mãos, associado a tonteiras, zumbido no ouvido e eventual lacrimejamento sugerem artrose, degeneração da coluna cervical.

Procure um reumatologista ou ortopedista para confirmar o diagnóstico. O tratamento alivia as dores, a tonteira e outros sintomas. O especialista pode receitar medicamentos e fisioterapia com exercícios, reeducação postural global, acupuntura e hidroterapia.

EDUARDO SADIGURSCHI
Reumatologista do Centro de Reumatologia e Ortopedia.

Publicado em Jornal da Cidade


Artrite reumatóide: dor pode ter consequências graves

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Confira o amplo estudo apresentado no Congresso Europeu da Liga Contra Reumatismo, que ocorreu em Roma, na Itália

O estudo demonstra que 75% das mulheres com artrite reumatóide sofrem diariamente com dores e que a doença incomoda de tal forma que chega a impactar negativamente em aspectos sociais e emocionais. Foram entrevistadas 1958 mulheres com idade entre 25 e 65 anos, na Inglaterra, França, Alemanha, Itália, Espanha, Estados Unidos e Canadá. Em suma, um sentimento único: as entrevistadas contaram que se sentem isoladas e deslocadas da vida social.

Das entrevistadas, 40% disseram que portadoras desta doença têm mais dificuldades de encontrar um parceiro. As 22% divorciadas ou separadas que participaram do estudo disseram que a artrite reumatóide foi uma causa importante na decisão de se afastarem dos parceiros, e 68% confessaram que escondem a dor das pessoas próximas. A pesquisa também indicou que 67% das pacientes estão constantemente procurando novos tratamentos para lidar com a dor. E 71% das participantes que estavam trabalhando na época em que responderam o questionário disseram que produziam menos profissionalmente por causa da doença.

“Amarrar o cadarço do tênis, pentear os cabelos, abrir a torneira e segurar um copo são atividades do dia a dia que podem parecer simples para a maioria das pessoas. Mas não para muitos daqueles que são acometidos pela artrite reumatóide, uma doença inflamatória auto imune de longa evolução e progressiva, que destrói as articulações.

Essa doença é mais comum do que se pode imaginar: estatísticas apontam que mais de 1,5 milhão de brasileiros têm artrite reumatóide e muitas vezes ficam impossibilitados de trabalhar e realizar atividades simples do cotidiano”, explica o fisiatra e reumatologista Eduardo Sadigurschi, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia. Segundo ele, a artrite reumatóide caracteriza-se por inflamação das articulações, provocada por uma reação inflamatória, com presença de algumas substâncias, entre elas a interleucina 6, que destroem progressivamente a cartilagem e os ossos ao redor das articulações, causando dor, edema e prejudicando sua função e limitando os movimentos.

O médico do CREB alerta que a artrite reumatóide não acomete apenas pessoas da terceira idade. “Muitas pessoas acreditam que as doenças reumáticas são exclusivas na terceira idade, o que é um engano. Mulheres na faixa dos 30 aos 50 anos são as principais vítimas da doença. A artrite reumatóide, por exemplo, afeta diretamente a qualidade de vida do paciente e logo que surge, aos primeiros sinais, como, por exemplo, dor nas juntas, em especial das mãos e dos pés, deve-se procurar um médico reumatologista”, diz.

– Essa pesquisa demonstra uma realidade que constatamos em nossos consultórios: a dor que sentem as pessoas acometidas pela doença tem consequências graves e precisa ser tratada com todo cuidado. É fundamental adotar um tratamento para reduzir a dor, evitar a queda da produtividade profissional e lidar com os impactos sociais desta doença. Afinal, temos o direito de ser feliz e não sentir dor – finaliza o médico.


Pilates combate a dor, atuando na causa, não no efeito

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A dor é sintoma, nunca causa. Por isso, é preciso descobrir o causador da condição álgica e não apenas tratar suas manifestações clínica. É dessa forma que o pilates terapêutico é utilizado quando o médico o recomenda no tratamento de uma dor lombar....

A dor é sintoma, nunca causa. Por isso, é preciso descobrir o causador da condição álgica e não apenas tratar suas manifestações clínica. É dessa forma que o pilates terapêutico é utilizado quando o médico o recomenda no tratamento de uma dor lombar. “Os exercícios do pilates terapêutico visam o reequilíbrio de todas as estruturas vertebrais. Vai atuar na causa, não na consequência”, garante o Reumatologista Antônio D’Almeida Neto, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

O pilates terapêutico tem bons resultados

“Exercícios com flexão do tronco, mobilização da pelve, fortalecimento dos músculos e estabilizadores da coluna são importantes e atuam diretamente na causa da dor na lombar. E são exercícios que serão praticados no tempo e nas possibilidades do paciente. O pilates terapêutico é uma excelente opção, com resultados muito bons. No CREB, associamos a atividade a outros protocolos, como acupuntura, RPG e hidroterapia, entre outros”, explica o médico do CREB.

“É preciso fortalecer a musculatura fraca e inibir a musculatura hiperativada. A lombalgia crônica inespecífica está relacionada à disfunção facetaria, consequência de uma distribuição anormal de cargas causadas provavelmente pelo aumento do ângulo lombrossacro. Assim, temos uma hiperlordose envolvida, o que pode não acontecer em todos os casos”, finaliza o Dr. Antônio.



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