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Prevenindo a refratura por osteoporose

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Em poucos anos uma grande parcela da população terá mais de 50 anos de idade. Isto remete à sociedade o desafio de fornecer cuidados de saúde e qualidade de vida a estas pessoas. A osteoporose é uma doença que atinge homens e mulheres geralmente depois dos 50 anos de idade e que se caracteriza pelo aumento da fragilidade óssea e consequente maior propensão a fraturas.

Infelizmente, na maior parte das vezes, descobre-se que o indivíduo tem a doença quando ocorre o desfecho, ou seja, a fratura. Durante suas vidas, uma em cada três mulheres com mais de 50 anos terá uma fratura, assim como um em cada cinco homens. As fraturas osteoporóticas, especialmente as do quadril, matam 3 vezes mais que as doenças cardíacas e 8 vezes mais que o câncer de mama.

Os custos para tratamento destas fraturas tem se revelado astronômicos tanto do ponto de vista social como econômico.

Em 2010 o impacto financeiro das fraturas na frança, itália, alemanha, reino unido, espanha e suécia somaram 31 bilhões de euros. Nos estados unidos nesse ano o custo foi de 28 bilhões de dólares. No Brasil, os altos custos se repetem.

É preciso reduzir a incidência de fraturas, especialmente as fraturas de quadril. Como atingir este objetivo? Tratando quem já teve uma fratura prévia.

  • Mais de 50% dos pacientes com fraturas de quadril tinham tido algum tipo de fraturas prévias.
  • 70% das refraturas ocorrem no primeiro ano após a fratura inicial, sendo esse o racional para que o tratamento visando a prevenção à segunda fratura se inicie o mais rapidamente possível.

Portanto tratar da osteoporose é possível e prevenir a refratura causada pela osteoporose é possível.


Enurese: uma palavra que os pais precisam conhecer

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Não culpe seu filho. A enurese – emissão involuntária de urina, na maior parte das vezes no período noturno – pode ser angustiante, pois traz dificuldades no convívio familiar e social da criança. Ela impacta de forma negativa na sua autoestima e qua...

Não culpe seu filho.

A enurese – emissão involuntária de urina, na maior parte das vezes no período noturno – pode ser angustiante, pois traz dificuldades no convívio familiar e social da criança. Ela impacta de forma negativa na sua autoestima e qualidade de vida, além de aumentar o trabalho dos pais pelas roupas extras para lavar, tempo gasto com limpeza de colchões e o incômodo com o mau cheiro, entre outros.

“Os pais, em geral preocupam-se com o problema da enurese, mas existem dois grupos: os que entendem que o problema é incontrolável e os intolerantes, que atribuem a causa à preguiça da criança e, algumas vezes, os castigam fisicamente. O apoio psicológico é fator fundamental na cura da enurese. O grau de impacto que a criança sofre pode estar diretamente relacionado à forma como seus pais lidam com o problema”, relata a fisioterapeuta Waleska Rocha, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

A primeira coisa que os pais devem ter em mente, de acordo com a fisioterapeuta, é que a enurese não acontece por culpa da criança. Atitudes como comentários jocosos, reclamações, brigas ou castigos só vão aprofundar o problema. A criança ou adolescente se sentirá punido por algo que não consegue evitar, o que piora o aspecto emocional do problema. “Algumas medidas tomadas pelos pais podem retardar a solução do problema, como, por exemplo, acordar a criança à noite para ir ao banheiro, o que pode fazer com que ela se acostume a urinar somente quando despertada, não dando chance para que desenvolva o controle da micção. Colocar fraldas não resolvem o problema e atrapalham o desenvolvimento normal da criança. Impedir que a criança beba líquidos antes de dormir, além de não evitar a enurese, pode fazer com que ela se acostume a responder a pequenas quantidades de urina na bexiga, um dos fatores causadores da enurese”, garante Waleska.

A enurese é um problema sério e deve ser tratada com acompanhamento de profissional experiente no tema. A primeira medida dos pais deve ser realizar consulta médica com um urologista pediátrico. Ele realizará os exames necessários para descartar outras causas para a enurese e indicará o tratamento adequado de acordo com as características do problema apresentado. O CREB dispõe dos mais avançados recursos de fisioterapia urológica, que apresentam excelentes resultados nesses casos.


Dor no pescoço pode indicar um problema de coluna

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Uma leve dor no pescoço pode ser conseqüência de uma noite mal dormida ou de um movimento mais brusco e, por isso, é passageira. Mas em muitos casos, é uma indicação muito comum de problemas na coluna, especificamente na parte cervical. “As estatísticas demonstram que em torno de 85% da população mundial sentiu, sente ou sentirá dores na coluna. E dores no pescoço são indicativas de cervicalgia ou mesmo uma radiculopatia, que é a compressão de nervos da coluna. Se a dor persistir, a pessoa deve procurar um médico para avaliar o problema”, explica o Dr. Mendel Finkielman, reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

Segundo o médico do CREB, a cervicalgia – dores na coluna cervical (que está localizada na região do pescoço) – pode causar dor, sensação de peso, desconforto nas costas e ombros, dores localizadas, dormência e formigamento nos braços e mãos. Pode também estar acompanhada de zumbido no ouvido, lacrimejamento e tonteira, assim como sensação de edema nas mãos, principalmente pela manhã. Uma das principais causas, diz ele, é a má postura. “A má postura traz problemas para a coluna. Mas o tipo de trabalho da pessoa também pode ser determinante. Pessoas que ficam muitas horas sentadas, de frente para o computador, por exemplo, podem ter cervicalgia”, explica o reumatologista.

O Dr. Mendel recomenda que a pessoa que está sentindo dores regulares no pescoço consulte um médico reumatologista. “Logo nos primeiros sintomas, a pessoa deve se consultar, pois agindo assim poderá evitar o agravamento do quadro. E quanto mais cedo iniciado, melhores são os resultados do tratamento”, garante ele. “O tratamento pode ser divido em medicamentosos e não medicamentoso. Além de anti-inflamatórios, analgésicos e relaxantes musculares, utlizamos alguns protocolos de reabilitação que trazem ótimos resultados, associando, dependendo do caso, a eletroterapia analgésica, cinesioterapia, RPG, pilates, manipulação vertebral, a acupuntura e a hidroterapia. Uma vez iniciado o tratamento, temos resultados extremamente satisfatórios e a pessoa volta a ter sua qualidade de vida”, afirma o médico. Para finalizar, o Dr. Mendel alerta para o que os médicos chamam de “lesão silenciosa”.

– Há pessoas que têm problemas na coluna, mas não sabem, pois não sentem dores regulares. O ideal é procurar um reumatologista para fazer uma avaliação – garante.



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