Impacto do frio nas dores articulares de pacientes com artrose
No período de inverno e com a chegada das baixas temperaturas, é comum o aumento das queixas de dores articulares em pessoas idosas. Nos consultórios de reumatologia e fisiatria, é frequente ouvir relatos sobre esse quadro. "A artrose é uma condição bastante prevalente na terceira idade. Durante esses meses mais frios, os pacientes que sofrem com essa doença costumam experimentar dores intensificadas. No inverno, é comum que as pessoas se encolham e os músculos fiquem contraídos. Além disso, há uma redução do fluxo sanguíneo devido à constrição vascular, e o frio evidencia a sensibilidade. Como resultado, temos o aumento das dores", explica Haim Maleh, fisiatra e reumatologista do CREB - Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
Causas e perspectivas de tratamento da artrose
O especialista do CREB ressalta que a dor nas articulações ocorre devido à insuficiência da cartilagem, resultante do desequilíbrio entre a formação e a destruição de seus principais componentes, além de fatores como sobrecarga mecânica, alterações bioquímicas da cartilagem e da membrana sinovial, e predisposição genética. "A artrose costumava ser considerada uma doença progressiva, com evolução lenta e poucas opções de tratamento. Era encarada como algo natural do processo de envelhecimento. No entanto, hoje em dia, é possível mudar essa perspectiva. Os tratamentos modernos têm proporcionado excelentes resultados e melhorias significativas na qualidade de vida dos pacientes", afirma o Dr. Haim Maleh.
A importância dos exercícios físicos regulares no inverno
Mesmo durante o inverno, a prática regular de exercícios físicos é fundamental, especialmente para os pacientes com artrose. Segundo o reumatologista e fisiatra, uma ótima opção é realizar caminhadas diárias de 20 a 30 minutos, mesmo em dias frios. "Uma dica valiosa é caminhar pela manhã, aproveitando os benefícios do sol", ressalta ele. O Dr. Haim Maleh enfatiza a importância de buscar orientação médica, pois o profissional poderá prescrever medicamentos, indicar sessões de fisioterapia e adotar protocolos que incluam hidroterapia e acupuntura, além de uma alimentação balanceada e a prática regular de atividades físicas.
CREB - Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo
Central de Atendimento: WhatsApp (21) 3182-8282
Endereço: Rua Voluntários da Pátria, 408 - Botafogo
Funcionamento: Seg a Sex 07:00 as 22:00 e Sáb 08:00 as 15:00
Dor lombar: causas, tratamentos e dicas para alívio
Uma pesquisa da Escola Nacional de Saúde Pública, entidade ligada à Fiocruz, revela que 36% dos brasileiros sentem dores nas costas regularmente.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) é ainda mais radical: 80% de todos habitantes da terra já sentiram, sentem ou sentirão dores de coluna. “São inúmeras as causas de dores na coluna. Pode aparecer por conta de uma lesão, uma noite maldormida, excesso de exercício físico, estresse ou por conta de problemas mais sérios, como a presença de tumores. Mas o fato é que uma das maiores fontes de problemas na coluna é simplesmente a má postura que temos no nosso dia a dia. Por isso as estatísticas são tão elevadas”, explica o ortopedista Márcio Taubman, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia.
A dor lombar – a chamada lombalgia – é um dos principais problemas de coluna e por aqui é a principal causa de afastamento do trabalhador de seu emprego. Segundo as estatísticas, são mais de 100 mil trabalhadores afastados anualmente por conta de dor lombar. “Dor nas costas é algo tão comum que as pessoas acham que basta tomar um analgésico ou um anti-inflamatório qualquer, e pronto. A automedicação é um crime, deve ser evitada a qualquer custo. Quando sentimos dor lombar, por exemplo, é sinal de algo está errado com a saúde de nossa coluna. Um especialista deve ser consultado imediatamente. Pode ser algo mais sério, que precisa ser tratado. E quanto mais cedo o fizermos, melhor”, avisa o ortopedista do CREB.
Causas da dor lombar
Os principais sintomas da dor lombar são dores e sensação de peso e de queimação na região lombar, perto das nádegas, podendo irradiar para as pernas. “A região lombar está localizada entre a última costela e o início das nádegas. Um mau jeito, uma noite maldormida, muito esforço ou até mesmo estresse podem explicar a dor lombar, mas ela pode ser fruto de uma inflamação, uma infecção, uma hérnia de disco ou mesmo consequência de alguma doença abdominal ou pulmonar, ou, ainda, artrose. Somente um especialista poderá diagnosticar e apontar o motivo”, esclarece o Dr. Márcio.
O médico do CREB explica que há dois tipos de lombalgia, a lombalgia aguda e a lombalgia crônica. “A aguda é mais comum entre jovens, aparecendo em geral após um grande esforço físico, como um treino exagerado, por exemplo. Ela surge a partir de uma inflamação das estruturas da região lombar. Já a crônica é mais comum entre pessoas mais velhas e permanece mais longamente. Questões genéticas, tabagismo, obesidade e falta de exercício físico ajudam a explicar a lombalgia crônica”, explica.
Tratamento e dicas para alívio
O tratamento é individualizado, medicamentoso e no CREB utiliza-se de protocolos que podem incluir hidroterapia, RPG e acupuntura, além de fisioterapia. “Também podemos lançar mão da crioterapia compressiva e da eletroterapia, que trazem ótimos resultados”, acrescenta o Dr. Márcio. Ele afirma que a lombalgia tem cura e o tratamento traz respostas excelentes.
Alguns cuidados precisam ser adotados no dia a dia para evitar a dor lombar. “Quem trabalha sentado o dia inteiro, por exemplo, precisa se levantar a cada 50 minutos e dar uma pequena caminhada. Fazer alguns alongamentos também ajudam demais na prevenção. Já aqueles que trabalham direto em pé precisam se sentar de tempo em tempo”, diz. Todo treino precisa de aquecimento no início e alongamentos no final e estar atento à postura o dia inteiro também é fundamental. “Carregar peso em excesso faz muito mal. Tem gente que passa o dia para cá e para lá com uma mochila pesadíssima sobre os ombros. Ao pegar algo do chão, sempre curve as pernas, evitando sobrecarregar a coluna, ainda mais quando é algo pesado que precisa levantar. Ver TV largado no sofá também não é saudável para a coluna. Sentar corretamente é melhor. Mas ao menor sinal de dor, a dica é procurar imediatamente um especialista”, finaliza o Dr. Márcio.
Bico de papagaio deve ser tratado o quanto antes
O osteofito é uma formação óssea anormal, produzida na proximidade das articulações das vértebras, que traz como consequência dores fortes na região afetada e limitações de movimentos. Mais conhecida como “bico de papagaio”, a osteofitose atinge principalmente pessoas acima de 50 anos. “Toda vez que uma articulação sofre uma sobrecarga de peso a superfície articular aumenta para diminuir a pressão sobre o joelho, por exemplo. Isso também acontece como conseqüência da má postura. O bico de papagaio é uma formação óssea do organismo para absorver melhor a sobrecarga da articulação”, explica o ortopedista Marcio Taubman, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
Nos exames de raio-X é possível perceber que essa formação óssea parece com o bico de um papagaio, o que explica o seu nome popular. “Essas articulações deformadas são o resultado de uma ausência completa da cartilagem que funciona como amortecedor entre os ossos. Com o tempo, isso gera más formações que podem ser visíveis ou palpáveis. A presença de bico de papagaio significa a presença de uma artrose”, acrescenta o médico do CREB.
Dores fortes, sensação de queimação nas costas e incômodo são frequentes entre aqueles que têm bico de papagaio. Segundo o ortopedista, a deformação óssea pode reduzir os movimentos das articulações, gerar desequilíbrio na distribuição do peso e sobrecarga na coluna, deixando articulações, tendões e ligamentos sob tensão excessiva, causando muita dor. As causas mais comuns da doença, aponta ele, são o sedentarismo, a má postura, a falta de cuidados com a coluna e o sobrepeso, além de fatores genéticos. “Cuidar da postura é fundamental. Dormir de bruços, por exemplo, pode causar o bico de papagaio. O tratamento prevê a readaptação postural e a prática de RPG traz excelentes resultados. Aquele que sofre de bico de papagaio deve procurar um especialista e começar seu tratamento o quanto antes, pois as chances de melhorar são grandes”, finaliza o ortopedista.
Atendimento médico especializado no Rio de Janeiro:
- BARRA DA TIJUCA: Av. das Américas, 700 - Bloco 8 - Loja 320 - Città Américas
- BOTAFOGO: Rua Voluntários da Pátria, 408
- COPACABANA: Rua Barata Ribeiro, 774 - ao lado do metrô
- MÉIER: Rua Dias da Cruz, 13 - ao lado da estação Méier
Atendimento médico Ortopedia e Fisioterapia em São Paulo:
- SANTO AMARO: Av. Santo Amaro, 5702
- INTERLAGOS: Av. Interlagos, 1989
- TATUAPÉ: Rua Apucarana, 1619