Quedas Infantis: A importância do crescimento ósseo em crianças
“Os cuidados nesta fase de vida precisam ser redobrados porque a resistência óssea depende tanto do tamanho ósseo como dos minerais que ele contém”, explica o fisiatra e reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia, Dr. Eduardo Sadigurschi.
Segundo o médico do CREB, é até os 25 – 30 anos que se forma a massa óssea e por volta dos 30 anos que lentamente os ossos começam a perder sua massa. “É fácil entender que quanto mais massa óssea tivermos depositada no nosso banco ósseo desde os tempos de criança e adolescente, melhor vamos suportar essas inevitáveis perdas ósseas. Assim, estaremos mais protegidos de doenças como a osteoporose, além de fraturas ósseas frequentes na terceira idade”, explica o Dr. Eduardo.
Fatores genéticos irão afetar a saúde óssea das crianças, assim como o estilo de vida adotado. “Uma alimentação saudável e a prática regular de exercício físico são fundamentais para uma boa saúde dos ossos. A manutenção de um peso adequado, a ingestão de vitamina D, cálcio e proteínas são muito importantes nesta fase. O cálcio é o principal mineral no osso e a quantidade de ingestão correta da vitamina D auxilia na absorção do cálcio”, enumera o fisiatra.
– Exercícios que sustentam o peso, como corridas e saltos, ajudam a fortalecer os músculos e ossos fortes. A maior parte da vitamina D é produzida quando nossa pele é exposta à luz solar. Crianças obtêm vitamina D brincando ao ar livre, mas leites e fórmulas infantis são suplementados com esta vitamina. O tabagismo, que frequentemente se inicia na adolescência, também é um fator muito prejudicial à saúde óssea, assim como o uso indiscriminado de certos medicamentos. A orientação de um médico especialista é fundamental – ressalta o Dr. Eduardo Sadigurschi.
Fix It: adeus ao gesso
Só quem já precisou imobilizar pernas ou braços sabe o quão desagradável é utilizar o gesso. A garotada até gosta de assinar e fazer desenhos sobre ele, mas seu uso incomoda, provoca coceira e calor e requer cuidados no banho e em dias de chuva porque simplesmente não pode molhar. Isso sem falar no peso que o gesso tem.
O Fix It é uma órtese que utiliza plástico biodegradável e é impresso em 3D, substituindo o uso do gesso e oferecendo uma experiência muito mais agradável para o paciente. Pode molhar à vontade, é leve, como tem grandes furos é arejado, não é alergênico, é biodegradável e permite que o paciente leve uma vida absolutamente normal. Ele até esquece que está usando uma órtese”, explica o fisiatra.
De acordo com o fabricante, mais de 5 toneladas de gesso já deixaram de ser descartadas no meio ambiente por conta desta inovação, utilizada em dez países. São mais de 20 soluções disponíveis para os pacientes, entre imobilizadores de punho, mãos, dedos, braço e antebraço. “O Fix It se molda perfeitamente para cada paciente. A instalação é limpa e imediata e a órtese é higienizável, resistente e, se não bastasse, é bonita. E o resultado é muito bom”, finaliza Eduardo, pontuando que o CREB é uma das primeiras clínicas a oferecer esta tecnologia de ponta.
Fisioterapia é muito eficaz para “dedo em gatilho”
É mais comum do que se imagina ortopedistas, reumatologistas e fisiatras receberem a visita de paciente que chega ao consultório com o dedão da mão em posição de flexão, sem que se consiga esticá-lo, mesmo com esforço. Trata-se do que se chama “dedo...
É mais comum do que se imagina ortopedistas, reumatologistas e fisiatras receberem a visita de paciente que chega ao consultório com o dedão da mão em posição de flexão, sem que se consiga esticá-lo, mesmo com esforço. Trata-se do que se chama “dedo em gatilho”, na verdade uma inflamação que atinge o tendão responsável por dobrar o dedo – tendões flexores.
A fisioterapeuta Alessandra Venâncio, do staff de reabilitação do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, esclarece que tal inflamação pode ter causa genética, além de ser agravado por outros fatores, como a realização de atividades manuais de extremo esforço ou repetitivas. Algumas doenças também podem contribuir ao surgimento do “dedo em gatilho”: diabetes, hipotireoidismo, problemas reumáticos e infecções como tuberculose e artrite reumatoide, são exemplos. Segundo ela, a maior frequência do “dedo em gatilho” é em mulheres.
“Tendões são cordas lisas e flexíveis que conectam os músculos do antebraço (localizados acima do pulso) aos dedos, ou seja, liga os músculos aos ossos. Essas estruturas entram em um tubo que tem origem na base dos dedos, na metade da palma da mão – a chamada bainha do tendão, formada por diversas polias e que lubrifica o tendão flexor enquanto ele se move. Quando os músculos do antebraço se contraem, puxam os tendões e levam as articulações a se dobrarem. O problema está na entrada do tendão no túnel (a bainha do tendão), local de maior resistência e estreitamento e onde ocorre o maior grau de inflamação e irritação. Esse processo gera dificuldade ou travamento do movimento do dedo. Uma vez inflamado, o tendão pode tornar a passagem por baixo da bainha mais apertada, ficando “preso” nesse ponto e “engatilhando”, explica a fisioterapeuta.
Os principais sintomas são o aumento de volume do dedo afetado (edema); dor na base dos dedos ou também na palma da mão; redução ou paralisação de movimentos do dedo acometido; endurecimento do dedo; e “estalido” doloroso parecido com um gatilho ao tentar esticar o dedo. A fisioterapeuta diz que um médico especialista deve ser consultado imediatamente se alguns desses sintomas aparecerem. “O tratamento varia conforme a intensidade e os sintomas, mas, na maior parte dos casos, a fisioterapia pode ser bem eficaz. Com um programa de exercícios, crochetagem, banho de parafina, laser, ultrassom e alongamentos, a fisioterapia contribui ao fortalecer os músculos responsáveis por esticar a mão e os dedos, ao manter a mobilidade e ao aliviar o inchaço e a dor. Outras recomendações também devem ser seguidas, como repouso, evitando as atividades manuais repetitivas e que exijam esforço; uso de crioterapia compressiva (aparelho de última geração que utilizamos no CREB) no local para aliviar o inchaço e medicamentos anti-inflamatórios com prescrição médica, além de outros procedimentos”, propõe Alessandra.
Frio traz mais dores para quem tem artrose
Inverno e baixas temperaturas significam mais dores nas articulações de pessoas da terceira idade. Nesta época do ano a queixa é generalizada nos consultórios de reumatologia e fisiatria. “A artrose é muito comum na terceira idade. Com a queda da temperatura, nestes meses do ano, pacientes que sofrem da doença costumam sentir mais dores. No inverno, as pessoas tendem a fica mais encolhidas e os músculos contraídos. Há uma diminuição no fluxo sanguíneo por constrição vascular e a friagem evidencia a sensibilidade. Resultado: mais dores”, explica Haim Maleh, fisiatra e reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
O médico do CREB explica que a dor nas articulações ocorre por insuficiência da cartilagem provocada pelo desequilíbrio entre a formação e a destruição de sues principais elementos, associada a sobrecarga mecânica, alterações bioquímicas da cartilagem e da membrana sinovial e fatores genéticos. “A artrose era considerada uma doença progressiva, de demorada evolução e com poucas perspectivas de tratamento. Era encarada como algo natural no nosso processo de envelhecimento. Mas hoje é possível mudar essa história. Os tratamentos modernos podem trazer excelentes respostas e uma sensível melhora na qualidade de vida do paciente”, diz o Dr. Haim Maleh.
A prática de exercícios físicos regulares, mesmo no inverno, é fundamental. De acordo com o reumatologista e fisiatra, uma boa atividade é uma caminhada diária entre 20 e 30 minutos, mesmo em dias frios. “Uma boa dica é caminhar pela manhã, para aproveitar os benefícios do sol”, pontua ele. Segundo o Dr. Haim Maleh, é fundamental contar com a orientação do médico, que poderá prescrever medicamentos, fisioterapia e protocolos que podem incluir hidroterapia e acupuntura, além de uma alimentação balanceada e regrada e atividade física regular.
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