Cisto no joelho
Tenho 58 anos e há um ano sofro de dor na região posterior do joelho. A ultrassonografia da articulação mostrou um cisto poplíteo. Qual é o tratamento? – Felipe, Rio de Janeiro, RJ.
O cisto poplíteo ou de Baker é uma alteração crônica do tecido sinovial para a região posterior do joelho. Geralmente está associado a algum problema interno da articulação, principalmente lesões meniscais. Muitas vezes é acompanhado de dor e dificuldade de movimentação do joelho. A principal complicação é a ruptura do cisto, que causa dor intensa e edema na panturrilha. Há tratamentos específicos com técnicas de fisioterapia, como aplicação de calor profundo e acupuntura. Consulte seu médico sobre o assunto – Haim Cesar Maleh, médico fisiatra do Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo (CREB).
Cisto no Joelho
Jornal O Globo – Qual e o seu Problema – Domingo, 08 de Março de 2009
Sofro de dor na região posterior do joelho. O exame indicou cisto poplíteo. Carlos, Rio de Janeiro, RJ
É a passagem do tecido sinovial formando uma bolsa.geralmente a causa é uma alteração interna da articulação.a principal complicação é a ruptura do cisto,que pode causar dor intensa,impedindo a caminhada,associada à edema na panturrilha.o tratamento requer drogas e fisioterapia.
Dr. Haim Maleh,reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
Educando seu paciente sobre a DOR
A dor é a única forma que o corpo tem de se comunicar conosco e mostrar que algo não está bem.
Por Mauricio Garcia
A dor é a única forma que o corpo tem de se comunicar conosco e mostrar que algo não está bem e que é necessário compreender as causas e tratá-las de maneira adequada.
A falta de conhecimento ou informações equivocadas sobre a manifestações da dor, é considerada uma condição muito ameaçadora para o paciente, com perspectivas catastróficas e um comportamento e até mesmo atitudes nada adaptativas e naturalmente, um enfrentamento que frustram as expectativas de melhora desta dor.
A abordagem no tratamento da dor tem hoje um modelo Biopsicossocial, ou seja, fatores biológicos, psicológicos e sociais se combinam e interagem para influenciar a saúde não só física, mas mental, pois o modelo praticado atualmente, aumenta o medo e a ansiedade do paciente.
O objetivo de quem trata da dor é educar o paciente que a função da dor é avisar que seu corpo está em risco para que ele tome alguma atitude. É mais eficiente explicar que a presença de dor, ou mesmo a intensidade da dor, não significam ter uma lesão maior ou menor. O paciente precisa entender que a dor é o resultado de diversos fatores como preocupações, emoções, relação familiar, trabalho, situação econômica. Deve ficar claro que todos esses fatores fazem parte da dor.
O tratamento da dor crônica é absolutamente individualizada, cada dor é a “dor de uma pessoa”, com a sua história, sua origem, seu contexto e seu momento. A dor é subjetiva, mas não é abstrata. Ela é sentida por alguém que precisa ser compreendido e respeitado, e que na maioria das vezes, encontra-se com medo de sua realidade: não entende por que tem dor, teme a causa da dor, teme sua doença, seu tratamento, seu prognóstico, e a própria perspectiva de sentir (ou não) sua dor. Teme a perspectiva de experimentar uma nova (e pior) dor a cada momento, e que talvez não tenha controle.
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