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Fibromialgia: possível classificação dos pacientes de acordo com os sintomas

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“No Congresso Europeu de Reumatologia, realizado em Paris, em junho, do qual participei, foi proposto uma nova forma de classificação para a fibromialgia, e através de uma análise estatística foi sugerido a criação de uma subclassificação dos pacient...

“No Congresso Europeu de Reumatologia, realizado em Paris, em junho, do qual participei, foi proposto uma nova forma de classificação para a fibromialgia, e através de uma análise estatística foi sugerido a criação de uma subclassificação dos pacientes de acordo com a severidade dos sintomas. Os pacientes participantes foram analisados através do emprego de questionários específicos que abordavam sintomas típicos da doença,seguindo uma recomendação do OMERACT ( Outcome Measures in Rheumatology). Como resultado, foram classificados em: sintomas leves, sintomas moderados com pouca alteração do humor, sintomas moderados com alteração do humor e sintomas intensos. A importância disso é na forma com que devemos iniciar e ajustar o tratamento clínico. Nós aconselhamos que além de medicamentos específico, a indicação de hidroterapia, exercícios acompanhados e orientados caso a caso com a acupuntura, trazem excelente resposta ao tratamento, propiciando qualidade de vida a quem está sofrendo e com dor. O homem nasceu para viver bem, feliz e sem dor”. O comentário é do Dr. Haim Maleh, professor de Reumatologia da UFRJ e Fisiatra e Reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

A fibromialgia é uma das doenças reumatológicas que mais levam o paciente ao consultório do médico: segundo dados oficiais, de 3 a 5% da população pode apresentar esse quadro clínico, sendo que de 80 a 90% são mulheres, entre 30 e 60 anos. Segundo Haim Maleh, os principais sintomas da doença são dores generalizadas pelo corpo, nas articulações, na coluna vertebral, nos músculos e nos tendões, dor de cabeça, sensibilidade maior ao frio, formigamento nos pés e ou nas mãos, tonteiras, desânimo, fadiga, dificuldades para dormir, sono não reparador e, ainda, falta de motivação e tristeza.

– A fibromialgia ainda é uma doença pouco conhecida. Pela dificuldade em se estabelecer um diagnóstico seguro devido a falta de objetividade dos exames radiológicos e laboratoriais, é muito importante que o paciente procure um reumatologista experiente com essa doença. Ele irá se basear em aspectos clínicos, na avaliação da história familiar e no exame físico do paciente. A fibromialgia é uma doença de longa evolução, mas a prática regular de exercícios moderados pode controlar as dores. Também há tratamentos medicamentosos, receitados caso a caso ao paciente. Não há uma pílula mágica e sim o entendimento das necessidades do paciente pelo médico e uma adaptação de programação para aquele caso específico, o que traz excelentes resultados e sucesso ao tratamento. Com a melhora da dor, da mobilidade e do humor, o paciente passa a ter uma melhor qualidade de vida, com uma rotina normal de sono e de suas atividades diárias. Isso é possível. É fundamental que o tratamento seja realizado por uma equipe interdisciplinar de profissionais de saúde, com reumatologista, fisiatra e fisioterapeuta, para o devido acompanhamento do paciente. A familiaridade do médico com a doença faz com que seja tratada de maneira bastante satisfatória, através de medicamentos associados a protocolos de reabilitação, como os que temos no CREB, com hidroterapia em piscina apropriada, acupuntura, além de outras medidas fisiátricas – explica o médico.


Crianças e adolescentes também podem ter doenças reumáticas

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As doenças reumáticas acometem apenas pessoas da terceira idade, certo? Errado!

Ao contrário do que muita gente ainda pensa, reumatismo não é assunto apenas da terceira idade. Qualquer pessoa não está imune a essa doença, inclusive jovens, adolescentes e crianças. As principais doenças reumáticas que acometem crianças são a artrite idiopática juvenil, o lúpus, a febre reumática e outras doenças inflamatórias.

“Quanto antes diagnosticarmos alguma doença reumática, maiores chances teremos de alcançar sucesso no tratamento, e em menos tempo. Existe, de fato, a ideia de que reumatismo é doença da terceira idade, mas isso não corresponde à verdade. Realmente, muitas doenças reumáticas estão associadas a doenças degenerativas, que apresentam desgaste de cartilagem, perda de massa óssea e enfraquecimento muscular. Mas crianças também são a cometidas, e, assim como os adultos, sentem dor e rigidez nas articulações e podem ter limitação de movimento, comprometendo sua qualidade de vida”, explica o fisiatra e Reumatologista Eduardo Sadigurschi, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia.

25% das doenças reumáticas acometem pessoas até 16 anos de idade

A incidência de doenças reumáticas em crianças e adolescentes é, inclusive, maior do que se pode imaginar. Acredita-se que nos países desenvolvidos 25% das doenças reumáticas acometam pessoas até 16 anos de idade, ou seja, um quarto do total.

No Brasil, a doença reumática mais comum em jovens, adolescentes e crianças é a febre reumática. Também são comuns outras patologias inflamatórias, como o lúpus eritematoso sistêmico (LES), a dermatopolimiosite (DMP), a esclerodermia (ESP) e as vasculites.

“A febre reumática é mais comum a partir dos cinco anos e pode ser originada por uma infecção da garganta causada pela bactéria estreptococo. São sinais da febre reumática a febre, fortes dores nas articulações e lesões de válvulas cardíacas. A febre reumática é uma das principais causas de problemas cardíacos em jovens”, esclarece o dr. Eduardo.

O médico do CREB orienta os pais a prestarem atenção em sinais como quedas repentinas, dificuldade para caminhar, abandono de atividades corriqueiras como futebol e dor que não melhora nem com o uso de analgésicos.” Um Reumatologista deve ser consultado imediatamente, caso haja sinais como estes”, finaliza o médico


Acupuntura combate a dor, na busca por uma melhor qualidade de vida

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A acupuntura é utilizada pela medicina chinesa há mais de três mil anos, trazendo alívio da dor para inúmeros tratamentos.

A acupuntura se baseia na restauração do funcionamento neural do organismo

Segundo o Dr. Haim Maleh, reumatologista e fisiatra do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia e professor de reumatologia da Universidade Federal Fluminense (UFF), a acupuntura se baseia na restauração do funcionamento neural do organismo.

“Ela promove uma neuromodulação de tudo que envolve o sistema nervoso central e periférico da pessoa. Além de provocar o alívio da dor, atua sobre a hipertensão arterial, transtornos do sono, síndromes de equilíbrio, asma, alergias, refluxos gástricos, disfunção erétil, incontinência urinárias e muitas outras patologias”, explica ele.

O médico do CREB diz que a acupuntura ajuda efetivamente a combater problemas de origem psiquiátrica, além de dores físicas. Ele ressalta que a técnica da acupuntura é complexa, por isso deve ser feita apenas por quem é habilitado especialmente para isso.

“Na China, a acupuntura só pode ser exercida por uma pessoa graduada em medicina tradicional chinesa ou medicina ocidental. Aqui, a acupuntura é reconhecida como especialidade médica desde a década de 80, mas sua prática não está limitada a médicos. É preciso, porém, ter cuidado com o profissional escolhido”, finaliza o Dr.



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