Reumatologista do CREB participa de lançamento de nova medicação para espondilite anquilosante
O Dr. Haim Maleh, fisiatra e reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – e professor da Universidade federal Fluminense (UFF) participou, no dia 01 de outubro, do lançamento de uma nova medicação biológica para o tratamento...
O Dr. Haim Maleh, fisiatra e reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – e professor da Universidade federal Fluminense (UFF) participou, no dia 01 de outubro, do lançamento de uma nova medicação biológica para o tratamento da espondilite anquilosante e artrite psoriásica (artrite da psoríase), em São Paulo. Tal medicação biológica acaba de chegar ao Brasil e trata-se de um inibidor da il-17, com excelentes resultados no alívio da dor lombar, artrite e lesões da psoríase. “A espondilite anquilosante é uma doença que leva a dor lombar, inflamação das articulações da bacia, tendinite nos tornozelos, artrite e inflamação ocular (uveíte). Já a artrite psoriásica é caracterizada por artrite em mãos e punhos e acomete pacientes com psoríase (lesão dermatológica descamativa). Esse novo medicamento representa um avanço no tratamento destas duas doenças e é muito importante acompanhar as novidades para oferecer aos nossos pacientes o que há de mais avançado”, afirma o Dr. Haim.
Chikungunya: fisioterapia é indicada para combater dores articulares provocadas pela doença
A persistência da dor articular é uma das principais queixas dos pacientes com chikungunya – estatísticas dão conta de que mais de 90% dos pacientes no início da doença têm febre de início repentino, fadiga, cefaleia e, finalmente, dores nas articula...
A persistência da dor articular é uma das principais queixas dos pacientes com chikungunya – estatísticas dão conta de que mais de 90% dos pacientes no início da doença têm febre de início repentino, fadiga, cefaleia e, finalmente, dores nas articulações das mãos, punhos, joelhos e tornozelos. Segundo o Dr. Haim Maleh, professor da UFRJ e Reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo -, é muito comum que pacientes acometidos pela doença também sintam dores intensas nas articulações dos membros superiores e inferiores extremamente incapacitantes, com presença de edema e sensação de dormência nas extremidades.
“As dores podem ser intensas. Há necessidade de repouso, além do tratamento medicamentoso. Mas por conta das dores, que geralmente se manifestam em variadas articulações, orientamos o paciente a utilização da fisioterapia, que tem recursos para melhorar esse quadro”, explica o Dr. Haim. “A dor nas articulações pode ser intensa, e altera a qualidade de vida do paciente. A utilização da fisioterapia é muito importante nesse momento, porque ela combate e alivia a dor”, acrescenta o ortopedista do CREB, Dr. Bernardo Stolnicki.
A dor nas articulações pode ser intensa
O Dr. Haim pontua que após dois meses de início da chikungunya, pacientes podem manifestar um quadro de artrite, o que têm sido observado pelos médicos que atendem pessoas acometidas pela doença, que reclamam, mesmo após a fase aguda da chikungunya, de dificuldades para andar e inflamação das juntas das mãos e pés, por exemplo. “A doença pode funcionar como um gatilho no sistema imunológico. Isso justificaria o quadro inflamatório nas articulações e a baixa resposta aos analgésicos”, afirma o Reumatologista. O Dr. Bernardo acrescenta que as estatísticas apontam que 70% das pessoas que adoecem não têm complicações articulares e que o quadro se resolve em três semanas, mas diz que é importante fazer fisioterapia e consultar um médico especialista.
O próprio Ministério da Saúde está atento a esta questão, e preparou um documento, com orientações para os médicos que atendem pacientes com chikungunya. Esse documento contém dez orientações, entre as quais a recomendação do uso de fisioterapia. As outras nove são: a principal manifestação clínica da chikungunya é a forte dor muscular; o tratamento medicamentoso deve ser prescrito exclusivamente por um médico, sendo que a dose deve ser ajustada segundo a intensidade da dor do paciente; o medicamento a ser utilizado é o paracetamol e a dipirona, para alívio da dor e da febre; outros analgésicos podem ser utilizados em caso de dores severas; anti-inflamatórios não esteroides preferencialmente devem ser utilizados com cautela na fase aguda, devendo-se excluir possibilidade do diagnóstico de dengue; uso de compressas frias de quatro em quatro horas, por 20 minutos; repouso e hidratação; pacientes devem evitar esforço sobre as articulações e carregar peso; e é importante movimentar as articulações acometidas cinco vez ao longo do dia, além da hora de acordar e antes de dormir.
Mobilização neural traz diminuição da dor
O sistema nervoso é um tecido muito específico, que possui propriedades elásticas, além de ser contínuo em todo o corpo, onde é envolvido por membranas de tecido neural e conjuntivo em toda sua extensão, permitindo, assim, o deslocamento dos impulsos...
O sistema nervoso é um tecido muito específico, que possui propriedades elásticas, além de ser contínuo em todo o corpo, onde é envolvido por membranas de tecido neural e conjuntivo em toda sua extensão, permitindo, assim, o deslocamento dos impulsos elétricos gerados no cérebro até as extremidades, como mãos e pés. Com a base nestes conceitos, a mobilização neural consiste num conjunto de técnicas de terapia manual que permite realizar uma mobilização e estiramento controlado do tecido conjuntivo circundante aos nervos e do próprio nervo, o que melhora a sua condução nervosa e mobilidade intrínseca.
“A mobilização neural tem como principal campo de atuação as interfaces mecânicas, que são as zonas de contato estreito entre os diferentes tecidos neural e conjuntivo. Estas zonas existem ao longo de todo o percurso de um nervo desde sua origem até a extremidade final, onde o mesmo pode estar mais hipomóvel ou mais fixo do que em outras zonas. A deformação mecânica e diminuição da mobilidade presentes no sistema nervoso são as causas que prejudicam a integridade do mesmo, e é exatamente nestes fatores que a mobilização neural atua”, explica a fisioterapeuta Fabiana Lima, staff do serviço de reabilitação do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
Segundo ela, as indicações para se realizar a mobilização neural são dor no curso da raiz nervosa, neuropatias periféricas, hérnias de disco, síndrome do túnel do carpo, síndrome do Piramidal, lesões nervos periféricos, síndrome dos escalenos, dores ciáticas e ciatalgias e lombalgias, entre outras. “A principal indicação da mobilização neural é a rotura das adesões, e seus efeitos fisiológicos são: aumento da mobilidade neural; aumento do fluxo sanguíneo; aumento do fluxo axoplasmático; aumento da condução neural; aumento da eficiência do transito de endorfinas; aumento a nutrição do nervo e diminuição da dor”, relata.
O termo tensão neural adversa é utilizado para indicar os sinais e sintomas que são de origem neural, como dores em ardência ou queimadura, alterações de sensibilidade (dormência, formigamentos) e alterações de força muscular. “Os testes de tensão são movimentos de membros e tronco que são passivamente realizados pelo fisioterapeuta. As estruturas que podem ser movimentadas/mobilizadas com estes testes são os condutos neurais, meninges, raízes nervosas e nervos periféricos”, acrescenta a fisioterapeuta.
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