Dor nas costas? Procure um especialista já
Muitas vezes, uma pequena dor nas costas é encarada por muita gente como algo rotineiro, fruto de algum esforço físico extra ou um mal jeito qualquer. E essas pessoas tomam um antiinflamatório qualquer e esquecem da situação… até que a dor reaparece. Dor nas costas pode ser indicativo de uma série de problemas e a verdade é apenas uma: é preciso procurar um especialista para diagnosticar o problema e iniciar um tratamento. Pois quanto mais cedo se ataca o problema, menores são suas proporções.
Segundo o fisiatra e reumatologista Haim Maleh, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – são inúmeras as causas das dores nas costas, mas as mais comuns são a lombalgia crônica, a hérnia de disco, a lombalgia aguda e a artrose. “É preciso perceber qual a intensidade da dor e quanto tempo ela dura. Se o paciente tem dores diárias, sobretudo na região lombar, é provável que ele tenha uma lombalgia crônica, que pode ser provocada por lesão, vícios de postura e excesso de peso. O tratamento é medicamentoso e também conta com protocolos que podem incluir fisioterapia, hidroterapia, acupuntura, RPG e outros”, explica.
Se a dor diária, na lombar, for acompanhada de formigamento nos braços, coxas e pernas, o paciente pode ter uma hérnia de disco. “O formigamento é um típico sintona da hérnia de disco, que é o nome que se dá aos amortecedores das vértebras da coluna. Tratamento medicamentoso e protocolos que incluem a hidroterapia, acupuntura e cinesioterapia têm resultados muito animadores”, garante o Dr. Haim. Já a lombalgia aguda apresenta uma dor esporádica, geralmente gerada ao pegar algum objeto pesado de mau jeito. Por fim, ele explica que a artrose apresenta um desgaste na cartilagem das juntas, mas o problema pode ser amenizado e o paciente pode ter sua qualidade de vida de volta com protocolos que incluem hidroterapia e RPG.
– O mais importante de tudo é não se alienar destas pequenas e cotidianas dores. Se a pessoa sentir algo, deve procurar um médico, porque aquela dor pode se transformar num problema maior e mais difícil de tratar – finaliza ele.
Sedentarismo pode provocar dores na coluna

A lombalgia é um problema que acomete principalmente pessoas idosas, mas é cada vez maior o número de jovens que procuram os consultórios médicos com dores nas costas. E os principais motivos são vícios de postura, o sedentarismo e a obesidade. “Os idosos sentem dores nas costas, em um processo degenerativo natural. Mas notamos um número cada vez maior de jovens com quadro de lombalgia. A sobrecarga na coluna vertebral e seu desalinhamento, em função de má postura, podem provocar a lombalgia. A esse quadro somam-se o sedentarismo e a obesidade. Outro problema é o tempo que esses jovens passam diante de um computador ou videogame, sentados por horas e horas. Tudo isso contribui para que a lombalgia apareça cada vez mais cedo. Ao menor sinal de dor, é preciso procurar um especialista”, explica o médico fisiatra e reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, Haim Maleh.
O médico do CREB lembra que o sedentarismo é um fator de risco para inúmeras doenças graves. No caso da lombalgia, pode complicar ainda mais o quadro do paciente, pois pode aumentar as dores musculares e danificar as articulações. “O mal posicionamento aumenta as curvas naturais do corpo e pode até levar a inclinação lateral da coluna, o que nos traz contração muscular, bastante desconforto e dores. Manter uma boa postura ao andar, sentar, dormir, dirigir, praticar exercícios físicos faz toda a diferença e certamente traz muito mais qualidade de vida”, garante.
– Se a pessoa não buscar a ajuda médica, não praticar exercícios e não cuidar de sua postura, é possível que venha a ter problemas maiores como artroses, cardiopatias e hérnias de disco. Alterações na coluna vertebral, como as hiperlordoses – mais comuns nas mulheres – e a hipercifose torácica – frequente tanto no sexo masculino como feminino – são muito constantes. Quem sente dores regulares precisa primeiro conversar com o médico, para ser bem orientado. A dor na coluna tem cura e temos vários protocolos que trazem excelentes resultados – finaliza o Dr. Haim Maleh.
De volta à atividade física: consulta ao médico é fundamental
Todos os anos, nos meses que antecedem o verão, a cena se repete: milhares de pessoas que estavam sedentárias se matriculam em academias de ginástica, em busca da melhor forma. E a verdade é que a grande maioria destes pessoas volta à atividade física sem o necessário e fundamental acompanhamento médico. E, mais do que isso, pratica a atividade física em excesso, tentando recuperar o tempo perdido. O resultado? Contusões e dores nas costas.
“O treino excessivo pode trazer uma série de problemas para um atleta, imagine, então, para uma pessoa que estava sedentária e volta a praticar atividade física regular. Antes de se matricular em uma academia, essa pessoa deve procurar um médico especialista, para um check-up. Essa é a atitude mais correta. Bem orientado, aí sim deve começar a fazer ginástica”, afirma o fisiatra e reumatologista Haim Maleh, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
Segundo ele, é preciso voltar à prática de exercícios físicos paulatinamente. “Dores pelo corpo após a prática de exercício, depois de um longo tempo parado, é normal e logo desaparece. Mas sem orientação, essas dores podem provocar problemas maiores. É muito comum, por exemplo, aparecerem dores nas costas. Sem cuidado e orientação, essas dores podem se transformar em uma contusão. Nunca é demais lembrar que 80% da população mundial, segundo a Organização Mundial da Saúde, tem, teve ou terá dor nas costas”, completa o médico.
– O primeiro passo é consultar um médico especialista e retornar à atividade paulatinamente. Outra atitude fundamental é fazer exercícios de alongamento, antes e após a prática esportiva. A maioria das pessoas prefere ir direto para a aula de ginástica ou para a musculação, mas é preciso primeiro realizar exercícios de alongamento. Isso é fundamental e certamente ajudará a prevenir dores nas costas e possíveis contusões – finaliza o Dr. Haim Maleh.
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