Ortopedista do CREB explica o que é hérnia de disco
Dor na região lombar (região baixa da coluna perto da bacia), fisgadas nas costas, câimbras noturnas, irradiação para as pernas, formigamentos nas pernas e amortecimentos nos pés são sintomas das hérnias lombares. A hérnia de disco lombar é uma doenç...
Dor na região lombar (região baixa da coluna perto da bacia), fisgadas nas costas, câimbras noturnas, irradiação para as pernas, formigamentos nas pernas e amortecimentos nos pés são sintomas das hérnias lombares. A hérnia de disco lombar é uma doença de origem mecânica que atinge os nossos discos vertebrais. Ao menor sinal de um destes sintomas, um especialista deve ser procurado.
“Nossa coluna vertebral é composta com aproximadamente 32 vértebras. São os ossos que formam a nossa coluna. Entre cada uma destas vértebras, há um disco que atua como uma espécie de amortecedor e que serve para capacitar o movimento da coluna. Nem todos sabem, mas apesar de possuir ossos, a nossa coluna se move para todas direções”, explica o ortopedista Márcio Taubman, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
O médico do CREB explica que nossa coluna é muito prejudicada pelo mau uso que fazemos dela, como vícios de má postura, causas genéticas, uso de tabaco, alimentação ruim e desregrada, pouca ingestão de água e sobrepeso, entre outros. “Com o tempo, a coluna sobre um processo gradual de desgaste. Chamo a atenção para que na grande maioria das vezes o tratamento da hérnia de disco não necessita de cirurgia. O importante é qualificar a musculatura que envolve e protege a coluna vertebral por meio da hidroterapia, RPG e mesmo do pilates terapêutico que realizamos no CREB com muito sucesso na melhora para o paciente”, afirma ele.
A importância do crescimento ósseo em crianças
É durante a infância e a adolescência o período mais importante para a construção de um esqueleto forte e saudável.
“Os cuidados nesta fase de vida precisam ser redobrados porque a resistência óssea depende tanto do tamanho ósseo como dos minerais que ele contém”, explica o fisiatra e reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, Dr. Eduardo Sadigurschi.
Segundo o médico do CREB, é até os 25 – 30 anos que se forma a massa óssea E por volta dos 30 anos que lentamente os ossos começam a perder SUA massa. “É fácil entender que quanto mais massa óssea tivermos depositada no nosso banco ósseo desde os tempos de criança e adolescente, melhor vamos suportar essas inevitáveis perdas ósseas. Assim, estaremos mais protegidos de doenças como a osteoporose, além de fraturas ósseas frequentes na terceira idade”, explica o Dr. Eduardo.
Uma pesquisa da tradicional The Hormone Fundation, publicada em abril deste ano no Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism, demonstra que os maiores ganhos de dimensão, massa óssea e conteúdo mineral ocorrem na adolescência. A pesquisa atesta que é na puberdade que alterações hormonais, tão comuns nesta época da vida, levam a uma rápida aceleração do crescimento ósseo. “Nesta fase, os ossos ficam mais longos, mais fortes e mais densos. O tamanho ósseo atinge seu ápice próximo dos 20-25 anos”, acrescenta o médico.
Fatores genéticos irão afetar a saúde óssea da crianças, assim como o estilo de vida adotado. “Uma alimentação saudável e a prática regular de exercício físico são fundamentais para uma boa saúde dos ossos. A manutenção de um peso adequado, a ingestão de vitamina D, cálcio e proteínas são muito importantes nesta fase. O cálcio é o principal mineral no osso e a quantidade de ingestão correta da vitamina D auxilia na absorção do cálcio”, enumera o ortopedista.
– Exercícios que sustentam o peso, como corridas e saltos, ajudam a fortalecer os músculos e ossos fortes. A maior parte da vitamina D é produzida quando nossa pele é exposta à luz solar. Crianças obtêm vitamina D brincando ao ar livre, mas leites e fórmulas infantis são suplementados com esta vitamina. O tabagismo, que frequentemente se inicia na adolescência, também é um fator muito prejudicial à saúde óssea, assim como o uso indiscriminado de certos medicamentos. A orientação de um médico especialista é fundamental – finaliza o Dr. Eduardo Sadigurschi.
Atividade física regular atenua sintomas da artrite
Uma ampla pesquisa realizada pelo centro médico da Universidade Duke, nos Estados Unidos, divulgada recentemente no respeitado periódico científico Arthritis Rheumatism, garante que exercícios físicos regulares podem atenuar os sintomas da artrite, também conhecida como osteoatrite, doença que apresenta inflamações nas articulações, principalmente nas mãos e nos pés, causando dores e inchaços. A pesquisa analisou a relação entre obesidade e a doença e a conclusão é que mesmo que o paciente não perca peso, a prática regular de exercícios pode trazer bons resultados. Outra conclusão é que a obesidade, por si só, não causa as inflamações.
A atrtite é mais freqüente nas mulheres do que nos homens e atinge 1% da população mundial. No Brasil, 1,5 milhões de pessoas são acometidos pela doença. “Também conhecida como artrose, a osteoatrite se caracteriza pela degeneração da cartilagem que amortece o peso do corpo sobre as nossas articulações. O problema pode ser originado devido a flacidez muscular, tendões e ligamentos subutilizados e variações genéticas que levam algumas pessoas a ter cartilagens menos resistentes. Outro fator muito comum é o sedentarismo ou até mesmo o excesso da atividade física”, explica o reumatologista e fisiatra do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, Dr. Eduardo Sadigurschi. “Atualmente contamos com medicamentos que podem influir na evolução da artrose, melhorando-a e impedindo em muitos casos a evolução”, completa ele.
A pesquisa da universidade norte-americana partiu da premissa que muitos casos de osteoartrite estão associados à obesidade e sedentarismo. Os cientistas buscaram saber se uma alimentação rica em gordura levaria a uma artrose no joelho e se exercícios poderiam prevenir o problema. Para isso, camundongos foram alimentados de forma distinta: um grupo recebeu comida rica em gordura e o outro grupo comida normal. Os cientistas notaram que o primeiro grupo foi mais prejudicado, ganhando peso rapidamente, processaram mal a glicose e apresentaram um nível alto no sangue de moléculas causadoras da inflamação crônica associada à artrose. Depois, os camundongos se exercitaram em rodas colocadas nas gaiolas – dessa forma, muitos dos problemas decorrentes do aumento de peso sumiram, inclusive inflamações.
– É ainda precoce dizer que é a solução para a artrite, mas os pesquisadores estão certos em dizer que os exercícios atenuam as dores. Há, contudo, que se ressaltar que a perda de peso é, sim, extremamente importante para o tratamento da artrite. E os exercícios físicos devem ser bem orientados, caso contrário podem causar ainda mais danos – afirmou, à revista, Farshid Guilak, PhD, um dos autores do estudo e professor de cirurgia ortopédica na Duke. – É surpreendente que seja positivo para as articulações mesmo sem a perda de peso. O ideal é que o paciente fique em forma e emagreça pelo menos um pouco, mas esta pesquisa mostra que os exercícios, mesmo não acompanhados de outras mudanças, podem melhorar a saúde de quem tem a osteoartrite – completou.
“A dor certamente é uma barreira inicial, mas a longo prazo os exercícios sempre trarão benefícios”, diz o Dr. Eduardo Sadigurschi. Segundo ele, a pesquisa mostra que o melhor a fazer é se exercitar, com orientação médica, claro. A artrite reumatóide, inflamação ns articulações que pode provocar inchaço com dor nas pernas, rigidez articular e deformação na postura, ataca principalmente pessoas entre 35 e 55 anos, ainda que possa aparecer até em crianças. Calcula-se que mais da metade da população acima de 45 anos apresenta algum sinal de osteoatrite, a mais comum entre as mais de 100 formas da artrite, a degeneração das articulações que, segundo a Organização Mundial da Saúde, vem ganhando uma abrangência de epidemia.
“Uma nova geração de drogas está enfrentando a doença com resultados muito satisfatórios, devolvendo a pacientes sua qualidade de vida. São medicamentos que devolvem a qualidade de vida de pacientes que não conseguem melhorar com os tratamentos convencionais”, explica o reumatologista do CREB, clínica que dispõe de uma sala especial e médicos especializados para aplicação desses tipos de medicamentos. O médico pontua, entretanto, que o tratamento tanto da artrite reumatóide como da artrose não podem se resumir a medicamentos. “É fundamental que o paciente cumpra um programa de reabilitação física, recomendado pelo seu médico. como exemplos a cinesioterapia, acupuntura e a hidroterapia, que é uma excelente alternativa. Temos depoimentos de pacientes que mal podiam segurar um copo e seguindo as orientações do fisiatra e do reumatologista conseguem recuperar sua qualidade de vida”, finaliza.
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