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Dor- Escoliose

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Sei que tenho escoliose na coluna lombar e problemas de hérnia de disco. Como devo proceder e a quem devo procurar para alívio das minhas dores. Há alguma solução?

Sei que tenho escoliose na coluna lombar e problemas de hérnia de disco. Como devo proceder e a quem devo procurar para alívio das minhas dores. Há alguma solução? (Rute Maria – Madureira)

A escoliose é o desvio lateral da coluna e a hérnia de disco é um deslizamento do disco intervertebral que escorrega, saindo da sua posição natural. Com isto, pode ocorrer a compressão de alguma estrutura nervosa na coluna (como, por exemplo, o nervo ciático), ocasionando dor, queimação ou mesmo desconforto na coluna, com irradiação ou não da dor pelas nádegas, coxa, perna e mesmo o pé, com sensação de formigamento e dormência, ou mesmo diminuição da força ou sensibilidade da perna. É importante definir o diagnóstico, e a boa notícia e que há tratamento clínico, geralmente sem necessidade de cirurgia (cerca de 95% dos casos melhoram com tratamento clínico). Podemos alcançar ótimos resultados através de medicamentos, reabilitação física (exercícios corretivos e  R.P.G), acupuntura e a hidroterapia, que é excelente para estes casos. Sugiro que você procure a sua clínica de reumatologia e ortopedia, para iniciar o tratamento, já que você poderá ficar muito bem e sem dor, inclusive prevenindo e evitando novas crises.
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Eduardo Sadigurschi – Reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – e da Sociedade Brasileira de Reumatologia


As possíveis causas da fibromialgia

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Caracterizada principalmente por dores musculoesqueléticas difusas, em vários músculos, tendões e articulações, a fibromialgia é uma doença dolorosa, de longa evolução e não inflamatória. Além das dores difusas, outros sintomas são cansaço, fadiga, d...

Caracterizada principalmente por dores musculoesqueléticas difusas, em vários músculos, tendões e articulações, a fibromialgia é uma doença dolorosa, de longa evolução e não inflamatória. Além das dores difusas, outros sintomas são cansaço, fadiga, dor de cabeça, palpitação, sono não reparador, dificuldade de concentração, depressão e até dor abdominal e períodos de diarreia ou prisão de ventre, entre outros. O diagnóstico é apenas clínico, baseando-se no histórico do paciente e no exame físico. O médico precisa ter muita experiência com a doença.

“No CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – nós seguimos os critérios de classificação do Colégio Americano de Reumatologia para Fibromialgia, que incluem a presença de dor difusa pelo corpo em pontos dolorosos. Os pacientes sentem dores, têm os sintomas, mas os exames de sangue e de imagem nada demonstram. Por isso é preciso procurar um Reumatologista de fato experiente”, explica Haim Maleh, Reumatologista e fisiatra do CREB e professor de reumatologia da UFF.

A doença é fruto de uma combinação de causas, muitas vezes inter-relacionadas

Segundo ele, é possível devolver ao paciente a qualidade de vida perdida, mas a fibromialgia ainda é uma doença pouco conhecida pela comunidade médica. Os sintomas podem aparecer de repente ou gradualmente, mas não se sabe exatamente o que desencadeia a doença. Sabe-se que a doença é fruto de uma combinação de causas, muitas vezes inter-relacionadas. “Não há, ainda, provas de que seja uma doença genética, mas parece ser um padrão hereditário.

Um estudo em 2004 apontou que as pessoas tinham oito vezes mais chances de desenvolver a fibromialgia se tivessem um parente diagnosticado com a doença. Outra pesquisa mostrou que adultos com trauma no pescoço tem mais de dez vezes chances de desenvolver a doença em um ano. Também consideramos desequilíbrios hormonais, já que vários pacientes de fibromialgia têm baixos níveis de hormônios como cortisol e andrógenos”, afirma o Dr. Haim.

O Dr. Haim afirma que a comunidade médica também entende as deficiências de vitaminas como um dos motivos para a dor e a fadiga. Outro ponto abordado é o estresse crônico – fonte de inflamação, desequilíbrio hormonal e tão prejudicial para o ciclo de sono. “O estresse contínuo poderia proporcionar um efeito dominó, interferindo em todos os processos naturais de seu corpo, inclusive a resposta à dor. Também sabe-se que pacientes acometidos pela doença tendem a ter níveis mais baixos de certos neurotransmissores e endorfinas, que pode deixá-los mais vulneráveis à dor”, acrescenta o médico.


A fisioterapia na melhora da dor na coluna

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É muito difícil encontrar alguém que jamais tenha sentido dor nas costas, ao menos algum desconforto na coluna vertebral.

É verdade que ela pode ser fruto de uma noite mal dormida, após um trânsito de matar ou consequência de um treino um tanto mais intenso, e logo passar. Mas também pode indicar algum problema mais sério – e geralmente é, então é fundamental que um especialista seja consultado.

“Muita gente tem o péssimo hábito de se automedicar quando sente alguma dor musculoesquelética. Acha que basta comprar um relaxante muscular e pronto, resolveu o problema. Esta atitude apenas piora a situação. No mínimo, mascara a dor. E a dor é um aviso da coluna, um pedido de socorro”, afirma a fisioterapeuta Tatiana Matos, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia.

Fisioterapia: redução da dor e melhora da função

Mas qual é o papel da fisioterapia na melhor da dor na coluna? Segundo a fisioterapeuta do CREB, o papel é fundamental e determinante. “A fisioterapia ajuda a reduzir a dor nas costas, melhora o movimento e, ainda, a função das articulações e dos músculos. Também ajuda a evitar posições e movimentos inadequados, atuando de forma preventiva. São várias as técnicas fisioterápicas, são vários recursos que utilizamos. Isso vai depender do quadro do paciente e do tratamento proposto pelo médico assistente”, explica Tatiana.

De acordo com a fisioterapeuta do CREB, a fisioterapia na coluna é recomendada para o tratamento de várias doenças musculoesqueléticas, como, por exemplo, para lombalgias, dores na coluna cervical, dor ciática, doenças degenerativas, estenose espinhal e tantas outras. “A dor é um sintoma. No CREB, os tratamentos são sempre humanizados e individualizados. Antes de iniciarmos o tratamento fisioterápico, e depois da consulta médica, o paciente também passará por uma avaliação de um experiente fisioterapeuta para definir os caminhos a seguir e quais técnicas utilizar”, determina Tatiana.

Tratando da causa da dor

São vários os recursos da fisioterapia na melhora da dor na coluna. A fisioterapia é excelente para resolver processos inflamatórios em músculos, tendões, ligamentos, nervos e ossos.

“Para processos inflamatórios, podemos utilizar ultrassom, tens, laser, luz vermelha e ondas curtas. Também podemos optar pela massagem. Quando há uma bursite, por exemplo, a fisioterapia reeduca o corpo a utilizar os músculos de forma que eles não comprimam as bursas, reduzindo assim a inflamação e as dores”, explica Tatiana.

A fisioterapeuta do CREB pontua que a fisioterapia na coluna combate a dor tratando de suas causas. “Nos valemos de recursos para estabilizar a coluna do paciente e evitar que sensibilize os nervos que saem dela para outras regiões do corpo. No caso do nervo ciático, por exemplo, a dor irradia para a perna, mas se origina na coluna lombar”, ressalta Tatiana.

A fisioterapeuta pontua que os exercícios propostos pela fisioterapia melhoram a flexibilidade, a mobilidade e a força da coluna vertebral. “Os alongamentos reduzem a tensão nos músculos que sustentam a coluna. E os exercícios de fortalecimento servem, é claro, para fortalecer a coluna. Por meio da manipulação, focamos em um ponto específico da coluna, ajudando a eliminar a dor e o problema que a causa”, afirma. “Mas é sempre bom deixar claro que a fisioterapia na coluna é indicada pelo médico. Não é possível se valer dela sem a indicação médica”, finaliza.



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