A importância da prevenção no combate à Osteoporose
A osteoporose é uma doença muito séria, que requer toda a nossa atenção. De acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, mais de dez milhões de brasileiros, dos quais 65% mulheres, sofrem de osteoporose. O problema maior é que é considera uma doença silenciosa, ou seja, costuma aparecer apenas quando acontece uma fratura, após uma queda. Prevenção é a melhor palavra a se usar quando se fala em osteoporose.
A osteoporose é uma doença que enfraquece os ossos, entre outros motivos pela deficiência de cálcio. “Na maior parte das vezes, a doença acomete pessoas da terceira idade. E, infelizmente, só sabemos dela quando o paciente cai e fratura algum osso. Por isso é conhecida como uma doença silenciosa. É preciso mudar este quadro e evitar a fratura, o grande mal da osteoporose. E isso só pode ser feito por meio da prevenção”, explica a reumatologista Ísis Reis carvalho, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
Densitometria óssea, um exame necessário
A reumatologista do CREB pontua que um moderno exame chamado densitometria óssea, disponível na clínica, é capaz de apontar a existência da doença com uma antecedência de até dez anos. “Enquanto o raio-x somente detecta a osteoporose quando já há uma perda de em torno de 30% da massa óssea, a densitometria óssea pode detectá-la quando há uma perda de menos de 1%. Desta forma, podemos tratar com muita antecedência, beneficiando o paciente”, explica ela.
A Dra. Ísis recomenda a consulta a um reumatologista e que este exame seja feito por homens e mulheres na faixa dos 50 anos, como uma iniciativa de prevenção a doença. “O exame é rápido, indolor, não invasivo. E extremamente importante para todas as pessoas”, define.
Prevenindo a osteoporose
Adotar medidas preventivas ao longo da vida também é considerada uma medida vital pela médica do CREB. Segundo ela, é fácil prevenir a osteoporose. “É preciso promover uma dieta rica em cálcio desde a infância. O leite é o alimento mais rico em cálcio, e o consumo dele, do iogurte e de queijos é muito importante. Também é preciso praticar exercício físico regularmente, evitar a obesidade e tomar banho de sol sempre, se possível nos horários mais adequados – até as 10h e depois das 16h”, ensina a Dra. Ísis.
“Se a pessoa tem a tendência de ter osteoporose, infelizmente não conseguimos evitá-la. Porém, podemos retardá-la e garantir uma boa qualidade de vida para o paciente. A prevenção é fundamental. Se alimentar bem, fazer exercício físico e tomar sol são hábitos saudáveis fundamentais e prazerosos”, pontua.
Você sabe o que é “ombro congelado”?
Dor no ombro
O complexo do ombro possui quatro grupos de movimento, no plano sagital: flexão, extensão e hiperextensão; no plano frontal: abdução e adução; e no plano transverso: rotação medial e rotação lateral; abdução horizontal e adução horizontal e circundação. Ele é constituído por três: a escápula, o úmero (osso da parte superior do braço) e a clavícula, e por três articulações sinoviais, sendo elas: esterno-clavicular, acrômioclavicular e glenoumeral e uma articulação fisiológica: a escapulo-torácica. Os músculos compreendidos entre o complexo do ombro são: Deltoide, redondo maior, e o manguito rotador, que tem como parte inegrante, os músculos: Supraespinhal, Infraespinhal, Redondo Menor e Subescapular.
A dor pode ser originada devido à longos períodos de imobilidade que causam o desuso da articulação
“A capsulite adesiva, também conhecida como “ombro congelado”, é o período de dor e rigidez da articulação glenoumeral aos movimentos realizados passivamente. Essa patologia pode ser originada devido à longos períodos de imobilidade que causam o desuso da articulação”, explica a fisioterapeuta Júlia Cavalcante Xavier, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia. Segundo ela, a doença apresenta “um processo inflamatório dentro da articulação que leva a uma redução progressiva do fundo de saco axilar, a um encurtamento de todos os ligamentos, á formação de aderências e a um aumento da espessura da capsula a qual perde seu alongamento”.
Júlia esclarece que a causa desta doença não é muito bem definida, por conta de uma variedade de fatores que contribuem com a rigidez articular. “Sua origem pode ser de forma idiopática ou secundária a uma doença como diabetes mellitus, hipotireoidismo ou consequência de um trauma ou cirurgia na articulação glenoumeral”, relata, pontuando que o quadro clinico da doença caracteriza-se por dor mal localizada no ombro de início espontâneo, sem qualquer história de trauma, fazendo com que o paciente possa perder rapidamente o movimento do ombro.
“Mesmo em repouso, essa dor encontra-se muito intensa, principalmente à noite. A mobilidade torna-se rapidamente limitada em todos os movimentos do ombro. Ocorre um processo inflamatório dentro da articulação levando ao encurtamento de todos os ligamentos, a formação de aderências e ao aumento na espessura da cápsula”, finaliza ela.
Escolha correta do calçado é fundamental para a saúde dos pés
Nossos pés são compostos por nada menos do que 26 ossos, na maioria pequenos, que têm a responsabilidade de nos levar para lá e para cá, o dia inteiro.
Seria natural, então, que tivéssemos todos os cuidados com eles, mas nem sempre é isso que acontece. A escolha do calçado, por exemplo, jamais pode ser pautada apenas pela questão estética. É fundamental que o calçado seja confortável e adequado ao seu tipo de pé e pisada.
Cuidados na compra do sapato
“As pessoas compram tênis e sapatos geralmente seduzidos pela estética, pela beleza do produto. É um grande erro, pois um calçado inadequado pode trazer inúmeros problemas aos pés a um ponto que apenas uma cirurgia poderá eliminar esse problema. Sapatos de salto alto e bico fino, então, são os grandes inimigos da saúde dos pés das mulheres”, afirma o fisiatra do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia, Antônio d’Almeida.
O uso constante do sapato de salto alto e bico fino causa alterações sensíveis na postura e na marcha e, assim, causa dor, desequilíbrio muscular, estresse articular e até degeneração nas articulações.
“O pior é que muitas vezes as mulheres preferem utilizar um sapato menor que o tamanho de seu pé, o que piora em muito a situação. Elas usam o sapato o dia inteiro e acabam se acostumando com a dor. É um grande erro, pois o problema tende a se agravar cada vez mais. O uso frequente de sapatos com salto alto provoca o encurtamento nos músculos da parte de trás da perna, danos à coluna, dores no joelho, calosidades, joanetes e unhas encravadas, entre tantos outros possíveis problemas. E isso piora ainda mais quando falamos de adolescentes e jovens, que estão em um período em que o corpo ainda está moldando a postura”, explica o médico.
– Se a pessoa sente dores nos pés, joelho, quadril, tornozelo ou coluna, deve fazer uma avaliação com um especialista. Há um moderno exame, chamado baropodometria dinâmica, que é capaz de oferecer informações precisas, que ajudarão a identificar o diagnóstico e a melhor orientação de tratamento – finaliza ele.
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