Fisioterapeuta do CREB participa de congresso internacional sobre pelviperineologia
A fisioterapeuta Nicole Durham, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia – participou do 1º Congresso Internacional de Fisioterapia em Pelviperineologia
Congresso que aconteceu em Salvador, na Bahia, de 27 a 29 de outubro. Paralelamente ao evento, aconteceram o Encontro Nordestino de Fisioterapia na Saúde da Mulher (ENFISM) e o Encontro Nordestino de Fisioterapia na Saúde do Homem (ENFISH), enriquecendo ainda mais o conteúdo voltado para a saúde da mulher, do homem e da criança, com foco na pelviperioneologia.
“Neste Congresso enfatizou-se o uso da gameterapia pélvica nas incontinências urinárias, a ultrassonografia diagnóstica no assoalho pélvico (avaliação e reabilitação), a incontinência urinária em atletas, uso de aplicativos móveis como coadjuvantes ao tratamento de disfunções do assoalho pélvico, fisioterapia nos pacientes intersexos, radiofrequência nas disfunções pélvicas. Uso de pessários (dispositivo intrauterino) nos prolapsos e nas incontinências urinárias”, destacou a fisioterapeuta.
Nicole atua nessa área específica e trouxe as novidades do Congresso para os colegas do CREB, multiplicando os conhecimentos adquiridos.
Mais de 70% da população sentem alguma dor nos pés
Dor, desconforto, sensação de queimação ou mesmo de agulhadas ao pisar pode indicar uma fascite plantar ou esporão de calcâneo.
Muitas vezes a pessoa tem esses sintomas, mas prefere acreditar que trata-se de uma dor passageira, fruto de algum mal jeito no calcanhar. “A fascite plantar tem como uma das causas microtraumas repetidos na fáscia na tuberosidade plantar medial do calcâneo. Assim, a cada passo dado pelo paciente, a fáscia é tensionada a partir exatamente do local onde se encontra inflamada ou mesmo já com microrupturas. O esporão não é a causa das dores, como se pensa na maioria das vezes, e sim a inflamação na fáscia plantar. Há tratamento, geralmente com ótimos resultados. Mas caso os tratamentos tradicionais não surtam efeito, temos a Terapia por Ondas de Choque – TOC, que tem resultados fantásticos, melhorando de 75 a 85% dos pacientes que não resolvem o problema com o tratamento conservador”, explica a Dra. Flávia Junqueira, ortopedista especialista em pés do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia.
Segundo ela, a dor provocada pela fasciite plantar é persistente e é sentida logo que o paciente acorda, na primeira pisada do dia. “Ao longo do dia, e após algum período de repouso, a dor pode melhorar. Mas ela tende a voltar e, nesse caso, consultar um especialista é fundamental. Quanto mais cedo iniciarmos o tratamento, mais rápido teremos sucesso”, garante ela. A médica diz que o tratamento é individualizado e, além de medicamentos, pode contar com protocolos que incluem acupuntura, fisioterapia e hidroterapia. Em casos com maior inflamação, a indicação pode ser a TOC, disponível no CREB.
Outro problema que leva muitos pacientes aos consultórios é o joanete, que tem como causas a hereditariedade, pé plano valgo, relação entre o tamanho dos dedos do pé e doenças reumatológicas.
“O joanete é uma saliência que surge próximo à base do grande dedo do pé (hálux). Essa protuberância resulta do crescimento ósseo e do espessamento dos tecidos moles que recobrem a região e, na maioria das vezes, decorre do uso de calçados apertados (ponteira estreita e triangular) e de saltos altos. A deformidade se inicia sempre que o grande dedo (hálux) é empurrado para fora como se fosse subir sobre os demais dedos e é essa característica que é usada na denominação científica desta deformidade. Essa situação, muito comum na maioria dos calçados femininos, acaba por produzir o afrouxamento da articulação e dos ligamentos, desviando os tendões e tornando o fenômeno irreversível. Por essa razão, o sexo feminino está mais sujeito a essa deformidade na proporção de 8 mulheres para l homem”, explica ela.
A melhor forma de tratamento para a deformidade do hálux valgo, garante a médica, é a prevenção. Educar os jovens para o uso de calçados com ponteiras amplas e confortáveis e com saltos que não excedam os três centímetros é o melhor remédio. “As mulheres se obrigam a usar sapatos de bico fino e salto alto e isso é um problema muito sério. Não se pode exagerar, porque certamente os problemas virão como consequência do uso desse tipo de calçado”, pontua a Dra. Flávia.
– Pesquisas revelam que mais do que 70% da população mundial apresenta algum problema ou dor nos pés em alguma fase da vida. As pessoas muitas vezes sentem dores, mas preferem acreditar que aquela dor é uma simples consequência de uma longa caminhada ou de um mal jeito no pé. Nem sempre é assim, por isso um especialista deve ser consultado ao menor sinal de dor constante – finaliza ela.
Qual é o seu problema: artrose no joelho
Gostaria de saber mais sobre artrose de joelho. Quais são os sintomas? (Rosana, Rio de Janeiro, RJ)
• A artrose é um processo de desgaste da articulação, que pode atacar a coluna vertebral, o quadril, as mãos e outras partes do corpo. No joelho, os sinais podem ser dor, estalos, edema e incapacidade de movimentar a articulação. No tratamento, o médico pode receitar drogas para o alívio dos sintomas e impedir a evolução da doença, além de hidroterapia, acupuntura e eletroterapia. Procure um reumatologista para se submeter a exames e confirmar o diagnóstico. Ele poderá avaliar melhor o seu caso. O tratamento traz bons resultados.
Arnaldo Libman, reumatologista do Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo (CREB).
Publicado em O Globo
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