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Dor nos punhos: quando procurar um reumatologista?

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De acordo com números do Anuário Estatístico de Acidentes de Trabalho, da Previdência Social, em torno de 30% dos casos de acidentes de trabalho registrados no Brasil atingem as mãos, dedos e punhos do acidentado. Ou seja, três em cada dez acidentes atingem mãos, dedos e punhos e, por isso, anualmente a Associação Brasileira de Cirurgia da Mão realiza sua campanha nacional de prevenção de acidentes e traumas da mão.

Segundo a reumatologista Liseth Acochiri Gutierrez, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, é grande o número de pacientes que a procuram com dores no punho, e isso não é coincidência. “Movimentos repetitivos, como digitar, por exemplo, podem provocar lesões de esforço repetitivo (LER), um dos motivos que mais levam pessoas a um consultório médico. Hoje, não são apenas profissionais que trabalham muito com as mãos que correm este risco. O uso excessivo do celular pode trazer problemas sérios para as mãos e punhos do usuário, e é isso que tem acontecido em demasia. Nossos consultórios estão cheios de pacientes com dores nos punhos e nas mãos por conta do uso sem medida do celular”, alerta ela.

Não a automedicação

A médica do CREB explica que aqueles que utilizam o celular em demasia ou que fazem movimentos repetitivos em geral com as mãos têm muita chance de sentir dor no punho, mesmo porque este desconforto na maior parte das vezes está ligado à compressão dos nervos ou uma inflamação dos tendões. “E não é só quem trabalha ou passa o dia inteiro no celular. Uma pessoa que passa o dia varrendo, lavando louça ou mesmo tricotando pode ter uma tendinite, ou seja, uma inflamação no local. Atividades como estas podem levar os tendões ao esgotamento”, explica a Dra. Liseth.

A reumatologista do CREB explica que é um erro encarar uma dor nos punhos como algo cotidiano, buscar um analgésico na farmácia e achar que tudo se resolverá em um ou dois dias. “A dor é um aviso do nosso corpo de que algo está errado. O analgésico poderá mascarar a dor, e isso não é nada bom. Somente um especialista pode indicar qual o problema e como resolvê-lo. Portanto, ao menor sinal de dor no punho, um médico deve ser consultado. Automedicação, não!”, determina ela.

Punho inchado

Segundo a médica, os principais problemas que podem acometer o punho, causando dor no local, são: fratura, entorse, síndrome de Quervain, síndrome do túnel de carpo e artrite reumatoide. “Um reumatologista poderá avaliar qual é o problema e propor o melhor tratamento. Ele fará um exame clínica e poderá pedir exames de imagem também”, explica a reumatologista do CREB.

E se o punho apresentar inchaço? A Dra. Liseth diz que o mais indicado é buscar uma avaliação de um reumatologista. “A estrutura do punho é muito complexa. São ossos, ligamentos e tendões, e é preciso investigar onde está o problema. Em geral, se não há uma associação do inchaço com um trauma recente, um tombo, por exemplo, possivelmente temos alguma doença reumatológica”, diz.

Um reumatologista deve ser consultado, ensina a Dra. Liseth, quando o punho apresentar dor e/ou inchaço sem antecedência de trauma, se a dor persiste, se houver envolvimento de outras articulações e, ainda, se o paciente tiver artrite, psoríase, doença inflamatória intestinal ou alguma outra doença autoimune.


CREB oferece consultas por teleatendimento para seus pacientes

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CREB oferece consultas por teleatendimento para seus pacientes

O atendimento médico à distância, conhecido como teleatendimento, tem sido tema de discussão do Conselho Federal de Medicina (CFM), mas em tempos de coronavírus tornou-se necessário, respaldado, inclusive, pelo Ministério da Saúde. Nesse momento, o teleatendimento vem sendo recomendado, para que os pacientes não deixem suas casas, mas possam dar continuidade aos seus tratamentos.

Para evitar a necessidade do deslocamento durante a quarentena imposta pelo coronavírus e, principalmente, para não interromper o tratamento médico de seus pacientes, o CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – está oferecendo consultas por teleatendimento. As consultas são realizadas pelo médico assistente do paciente, por meio de vídeo.

O paciente deve consultar seu plano de saúde para saber se o serviço é coberto. Para marcar uma consulta de teleatendimento, basta ligar para o CREB, informar o nome do médico assistente e acertar a agenda com a recepcionista. O telefone é (21) 3182-8282.


Aumento da longevidade traz maior número de fraturas

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  • O aumento da longevidade faz com que a progressão do número de fraturas seja cada vez mais expressiva. A ocorrência da fratura do quadril, pela sua alta taxa de mortalidade e morbidade e pelo alto custo de tratamento, é o mais importante marcador da efetividade no tratamento da osteoporose. Em países e sistemas que, especialmente na última década, vêm investindo na prevenção da osteoporose e de suas consequências, o número de fraturas do quadril vem diminuindo. O que eles têm em comum é a prevenção secundária de fraturas, ou seja, evitar a fratura seguinte. Visto que metade dos pacientes que tiveram uma fraturado quadril teve uma fratura prévia e que os tratamentos disponíveis provaram ser extremamente eficientes para diminuir fraturas subsequentes, boa parte das fraturas de quadril é evitável. É nesse cenário que o ortopedista desempenha um papel preponderante.

A afirmação é do ortopedista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, Bernardo Stolnikci, coordenador do CREB Prevrefrat, programa de prevenção da refratura da clínica. Segundo ele, a osteoporose é definida como uma doença óssea caracterizada pelo comprometimento da resistência óssea que predispõe a um aumento do risco de fratura. A fratura por fragilidade óssea é a maior expressão clínica dessa doença. Fratura por fragilidade é definida pela Organização Mundial de Saúde como “uma fratura causada por um trauma que seria insuficiente para fraturar um osso normal, resultado de uma redução da resistência compressiva ou torsional”. Do ponto de vista clínico poderia ser definida como uma fratura que ocorre como o resultado de um trauma mínimo, como uma queda da própria altura ou menor ou por trauma não identificado. As fraturas por fragilidade típicas incluem vértebras, fêmur proximal (quadril), rádio distal e úmeroproximal. Uma fratura por fragilidade é o indicador mais forte de risco de futura fratura. Pacientes que tiveram uma fratura em qualquer sítio têm aproximadamente duas vezes o risco de apresentar uma futura fratura em comparação com indivíduos que nunca tiveram tal lesão.

O ortopedista do CREB relata que no Brasil, o número de pessoas que têm a doença chega a10 milhões e os gastos com o tratamento e a assistência no Sistema Único de Saúde (SUS) são altos. Só em 2010, o SUS gastou aproximadamente R$ 81 milhões para a atenção ao paciente portador de osteoporose e vítima de quedas e fraturas.

  • Um paciente com fratura por baixo trauma do punho, quadril, úmero proximal ou tornozelo tem quase quatro vezes maior risco para fraturas futuras. Pacientes com uma fratura vertebral terão novas fraturas vertebrais no prazo de três anos, muitos já no primeiro ano. Um paciente com uma fratura vertebral tem quase cinco vezes mais risco de uma futura lesão semelhante e o dobro do risco para fratura do quadril e outras fraturas não vertebrais. Pacientes que sofreram fratura do punho têm quase duas vezes o risco relativo de uma futura fratura do quadril. Fraturas secundárias ocorrem rapidamente após a primeira fratura. O risco de fraturas subsequentes parece ser maior, logo após uma fratura, especialmente no primeiro ano. Pacientes que tiveram uma fratura do quadril formam o grupo de maior risco para fraturas futuras e devem ser priorizados para avaliação e início de tratamento para evitar outras fraturas secundárias. Ao contrário do que se possa imaginar, esses pacientes podem se beneficiar muito do tratamento. Iniciativas para evitar fraturas secundárias (subsequentes) devem ser oferecidas a todo homem e mulher acima dos 50 anos que tiveram fraturas por fragilidade, pois essas fraturas podem preceder uma fratura do quadril no ciclo que uma fratura conduz a outra (“cascata fraturária”). Uma fratura por fragilidade inicial é o suficiente para requerer uma avaliação que inclui medição da densidade mineral óssea com avaliação do risco de fratura e início de tratamento, se não houver alguma contraindicação formal – explica ele.


Atendimento médico especializado no Rio de Janeiro:

  • BARRA DA TIJUCA:   Av. das Américas, 700 - Bloco 8 - Loja 320 - Città Américas
  • BOTAFOGO:   Rua Voluntários da Pátria, 408
  • COPACABANA:   Rua Barata Ribeiro, 774 - ao lado do metrô
  • LEBLON:   Av. Ataulfo de Paiva, 355
  • MÉIER:   Rua Dias da Cruz, 13 - ao lado da estação Méier

Atendimento médico Ortopedia e Fisioterapia em São Paulo:

  • SANTO AMARO:   Av. Santo Amaro, 5702
  • INTERLAGOS:   Av. Interlagos, 2255 - âncora SS03 - Shopping Interlagos
  • TATUAPÉ:   Rua Apucarana, 1619