Mulheres que amamentam têm menor risco de desenvolver artrite reumatóide
A amamentação tem benefícios que vão além da saúde do bebê e da relação entre mãe e filhos. Uma pesquisa americana, realizada com 7.300 mulheres chinesas com idade em torno de 50 anos, revelou uma redução de risco de 50% de desenvolvimento de artrite reumatoide entre aquelas que amamentaram seus filhos. A pesquisa mostrou, também, que quanto maior o tempo da amamentação, menor é o risco de desenvolvimento da doença.
Segundo o professor de reumatologia da UFRJ e fisiatra e reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, Haim Maleh, a doença exige tratamento contínuo e um dos problemas encontrados é a demora para diagnosticá-la. “A artrite reumatóide é uma doença de longa evolução. Há tratamentos, que estão cada vez mais avançados, sendo possível devolver ao paciente a qualidade de vida perdida. O tratamento traz alívio da dor, bem estar e principalmente pode evitar e prevenir alterações articulares, quando iniciado precocemente”, afirma.
– Ao contrário do que muita gente pensa, a atrite reumatóide não é uma doença que acomete apenas pessoas da terceira idade. Mulheres na faixa dos 30 aos 50 anos são as principais vítimas da doença. Muitas pessoas acreditam que as doenças reumáticas são exclusivas na terceira idade, o que é um engano. A artrite reumatóide, por exemplo, afeta diretamente a qualidade de vida do paciente e logo que surge, aos primeiros sinais, como dor nas juntas, em especial das mãos e dos pés, deve-se procurar um médico reumatologista – finaliza o Dr. Haim, pontuando que o tratamento deverá sempre, além de medicamentos, contar com a reabilitação física, entre as quais eletroterapia, cinesioterapia, acupuntura e hidroterapia, realizada em piscinas apropriadas, como nas que são utilizadas no CREB.
Run, baby, run
Durante o Especial Fitness, o Modices falou de calçados proprícios para a prática esportiva, complementos para ginástica, roupas para malhar e atividades alternativas à academia. Mas para quem prefere esportes tradicionais, a corrida é uma ótima opção. Considerada um exercício completo, ela melhora a circulação, a respiração, tonifica os músculos, evita a perda óssea e fortalece o coração. E os benefícios não param por aí. Após o exercício, o cérebro libera substâncias que dão sensação de prazer e aliviam até sintomas da TPM.
Marcius Duarte, professor de educação física e diretor técnico do grupo Runners Club faz algumas ressalvas à fama do esporte: “Se falarmos somente em termos de sistema cardiorespiratório, a corrida é um exercício completo. Ela é o que mais emagrece, por isso que está tão na moda. Entretanto, deixa a desejar no quesito aparelho muscular, pois não trabalha os membros superiores. Por isso, é preciso complementar com ginástica ou musculação.“, afirma.
Segundo a dermatologista Carla Vidal, esta atividade física ajuda a minimizar a celulite e evitar varizes, por aumentar a circulação sanguínea. Entretanto, ela pode causar envelhecimento precoce, pois o aumento da frequência respiratória gera maior oxidação das células. Em contrapartida, a circulação sanguínea se ativa e as células recebem mais nutrientes, então existem prós e contras.
Mas antes de começar a correr é preciso tomar alguns cuidados essenciais. Consulte seu médico para um check-up clínico, com direito a teste de esforço e de tipo de pisada, e não esqueça de se aquecer. Basta iniciar a corrida devagar e ir aumentando o ritmo conforme o corpo permitir.Rodrigo Kaz, ortopedista do Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo (CREB) e membro titular da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte (SBME), explica as precauções que devem ser tomadas: “A repetição dos movimentos das articulações do tornozelo, joelho, quadril e coluna vertebral podem levar à sobrecarga de tecidos como ossos, músculos, tendões e ligamentos. Os indivíduos que querem correr dever ter um acompanhamento, que deve ser multiprofissional.“.
Já durante a prática, as roupas devem ser aliadas dos atletas. Os bonés devem ser feitos de tecido com filtro solar e ter aba longa. Tops são melhores quando têm forro de suplex, que evapora o suor mais rápido, e decote cavado nas costas, pois dá mais liberdade para o movimento dos braços. A mesma lógica vale para os shorts. Modelos em elastano comprimem a perna, dimuindo a vibração dos músculos e possibilidades de fadiga. Para finalizar, meias devem absorver o suor e oferecer proteção extra aos pontos de atrito, enquanto tênis devem combinar com o tipo de pisada e ter um bom sistema amortecedor. “O uso da técnica correta da corrida, calçados e roupas adequadas, protetor solar e um treinamento pré-definido são fundamentais para que não ocorram as lesões. Os principais males causados pela corrida são as assaduras, frieiras e calos nos pés, dores na coluna e inflamação nos joelhos e tornozelos (como tendinite do tendão patelar e Aquiles). Mas estes problemas podem ser prevenidos com os cuidados necessários“, lembra Dr. Rodrigo.
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Fisioterapeuta do CREB participa de curso com foco em incontinência fecal
O CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – continua investindo na atualização e especialização de sua equipe. Dessa vez foi a fisioterapeuta Waleska Souza da Richa, que realizou o curso de fisioterapia aplicada à procto. O curso teve foco...
O CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – continua investindo na atualização e especialização de sua equipe. Dessa vez foi a fisioterapeuta Waleska Souza da Richa, que realizou o curso de fisioterapia aplicada à procto. O curso teve foco em incontinência fecal e, entre outros módulos, abordou a Anatomia Funcional do sistema anorretal, Análise e interpretação de exames complementares, Avaliação em proctologia, Tratamento de reabilitação das disfunções anaretais mais frequentes e Discussão de casos clínicos, dentro de práticas baseada em evidências. A participação em cursos, workshops, encontros e congressos é uma constante entre a equipe médica e de fisioterapeutas do CREB.
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