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Exercícios ajudam a eliminar desconforto muscular e ósseo

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Não é segredo que praticar exercícios físicos regularmente contribui para uma melhor qualidade de vida. Mas novos estudos indicam que dores nos músculos e nos ossos podem ser combatidos com exercícios. Até quem nao gosta de malhar pode investir na caminhada: uma excelente opção de atividade de baixo impacto que pode ser adotada pela maioria das pessoas, inclusive da terceira idade, para combater a dor.

Mais de 300 doenças afetam os ossos e os músculos, como a fibromialgia, a osteoporose, a lombalgia, a osteoartrite, entre tantas outras. Caminhar está ao alcance de qualquer um e não depende de grandes investimentos. Além de ganhar condicionamento físico, a pessoa já sente a intensidade das dores reduzida nas primeiras caminhadas.

No início, a caminhada pode ter intensidade moderada e, com o tempo, os exercícios podem ser intensificados. Já tempo e distância dependem do condicionamento físico de cada pessoa.

Muitas pessoas se adaptam rapidamente à caminhada e melhoram significativamente após o início desta prática. É comum a pessoa sair para caminhar com algum desconforto e voltar sem dor alguma.

Segundo ele, os movimentos provocados pela caminhada aumentam os níveis de endorfina no sangue. Assim, a percepção da dor diminui. Já o alongamento e o relaxamento da musculatura aliviam a tensão no local e a dor desaparece. Além disso, qualquer exercício ajuda a fortalecer os músculos para que trabalhem melhor na sustentação dos ossos. Os movimentos melhoram o funcionamento das articulações e aumentam a lubrificação nas cartilagens, aliviando dores nos ossos.


Fibromialgia: Senado quer classificar como doença crônica

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A Comissão de Assuntos Sociais do Senado se reuniu no dia 17 de agosto e defendeu a classificação da fibromialgia como uma doença crônica. Os membros da comissão relataram que a doença ainda não é aceita por muitos médicos e de difícil diagnóstico, e...

A Comissão de Assuntos Sociais do Senado se reuniu no dia 17 de agosto e defendeu a classificação da fibromialgia como uma doença crônica. Os membros da comissão relataram que a doença ainda não é aceita por muitos médicos e de difícil diagnóstico, e muitos pacientes sofrem preconceitos, já que a principal característica da fibromialgia são dores por todo o corpo, mas cujas causas são aparecem em exames.

A Comissão recebeu, na audiência, representantes do Ministério da Saúde, da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor, da Associação Brasileira de Fibromiálgicos (Abrafibro) e de médicos. Segundo o coordenador de Atenção às Pessoas com Doenças Crônicas do Ministério da Saúde, Sandro José Martins, presente ao encontro, a diretriz clínica para o controle do paciente com dor crônica apresenta a orientação para o paciente com fibromialgia, destacando a importância de tratamentos não farmacológicos, como acupuntura, exercícios físicos, terapia, entre outros. A senadora Ana Amélia, membra da comissão, informou que pretende propor um projeto para que a doença seja classificada como crônica.

A fibromialgia se caracteriza por dores por todo o corpo, cujas causas são aparecem em exames

A fibromialgia é uma das doenças reumatológicas que mais levam o paciente ao consultório do médico. De 3 a 5% da população pode apresentar esse quadro clínico, sendo que de 80 a 90% são mulheres, entre 30 e 60 anos. “A fibromialgia ainda é uma doença pouco conhecida. Pela dificuldade em se estabelecer um diagnóstico seguro devido à falta de objetividade dos exames radiológicos e laboratoriais, é muito importante que o paciente procure um reumatologista experiente com essa doença. Ele irá se basear em aspectos clínicos, na avaliação da história familiar e no exame físico do paciente”, explica o médico reumatologista e fisiatra do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, Antonio D’Almeida.

Segundo o médico do CREB, os principais sintomas da doença são dores por todo o corpo, nas articulações, nos músculos, na coluna vertebral, e nos tendões, além de dor de cabeça, sensibilidade ao frio, formigamento nos pés e ou nas mãos, tonteiras, desânimo, fadiga, dificuldades para dormir, sono não reparador e, por fim, desmotivação e tristeza. “A fibromialgia é uma doença de longa evolução, mas o tratamento individualizado pode controlar as dores e demais sintomas. Utilizamos medicamentos específicos e protocolos, que podem incluir hidroterapia, pilates, acupuntura e fisioterapia. É possível devolver a qualidade de vida perdida. O tratamento deve ser acompanhado por uma equipe interdisciplinar, com reumatologista, fisiatra e fisioterapeuta, para o devido acompanhamento do paciente”, explica o médico do CREB.

 

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Síndrome de dor miofascial: fisiatra do CREB explica o que é e como tratar

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Síndrome de dor miofascial: fisiatra do CREB explica o que é e como tratar

Você sabe o que é síndrome de dor miofascial? Trata-se de uma doença extremamente comum no consultório de reumatologistas e fisiatras, caracterizada pela presença de dor relacionada à inflamação do músculo e da fáscia, tecido conectivo que cobre os músculos. “Esta síndrome faz parte da apresentação clínica dos quadros de Fibromialgia, dos desvios posturais da coluna vertebral e dos movimentos articulares e repetitivos. Resulta em dor crônica e contratura muscular, e a dor muscular se manifesta quando um ponto específico do corpo é pressionado. Este ponto específico é chamado de ponto gatilho, ou seja, um pequeno nódulo palpável nos músculos”, explica o fisiatra Antônio D’Almeida Neto, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

Existem várias formas de tratamento para essa condição e mudanças no estilo de vida podem ser eficazes para proporcionar alívio. O primeiro passo, garante o Dr. Antônio, é a avaliação de um especialista para que se descarte a causa subjacente. “O reumatologista e o fisiatra são os profissionais indicados para pesquisar as possíveis causas e definir o tratamento correto, que consiste na combinação de medicamentos e técnicas fisioterápicas. Dentre os medicamentos, analgésicos, relaxantes musculares e antidepressivos podem auxiliar no controle dos sintomas”, diz ele.

“Dentre as opções de tratamento fisioterápico, uma técnica que ajuda no manejo da síndrome miofascial é o RPG, disponível no CREB. Este tratamento consiste em técnicas de alongamento da musculatura de sustentação da coluna vertebral, resultando no relaxamento muscular. A acupuntura, que também oferecemos aos nossos pacientes, é outro método útil para alívio dos sintomas”, enumera o fisiatra.

Além de tratamento especializado, o Dr. Antônio sugere mudanças no estilo de vida, que se mostram fundamentais para o controle dos sintomas. “Realize atividade física, pois o exercício tem o benefício adicional de aumentar endorfinas e encefalinas, hormônios que ajudam na analgesia e no relaxamento muscular. A natação é uma ótima opção de exercício para pessoas com dor miofascial. Não tem impacto e trabalha todos os grupos musculares. Controle a obesidade, pois o aumento de peso sobrecarrega as articulações, contribuindo para a dor articular. Mantenha a calma e controle o estresse. O estresse causa dores musculares e fadiga, que podem afetar negativamente o exercício e o sono”, finaliza ele.



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