Uma simples dor nas costas pode ser um grande problema
Uma simples dor nas costas pode ser um grande problema quando não devidamente e tardiamente diagnosticada “Na verdade, não há simples dor, há dor. Quem a sente, está com dificuldades e sofrendo, portanto merece atenção e, principalmente, uma solução diagnóstica e de tratamento para o seu problema”, pontua o professor de reumatologia da UFRJ e coordenador de reumatologia do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo-, Haim Maleh.
O Dr. Haim conta que em recente revisão, avaliou-se a necessidade do encaminhamento precoce de pacientes suspeitos de serem portadores de espondilite anquilosante para o reumatologista. “Hoje, sabemos que há um espaço considerável de cinco a oito anos do início dos sintomas e o diagnóstico de espondilite anquilosante. Uma das principais causas é o atraso do encaminhamento destes pacientes ao médico especialista em coluna, como o reumatologista ou o fisiatra. A dor na coluna é o principal sintoma da espondilite. Entretanto, a dor permanente na coluna é uma condição extremamente comum e a espondilite é responsável por 5% dos casos”, explica ele.
A Sociedade Internacional de Espondiloartrites (ASAS) criou critérios que devem chamar atenção ao médico para o encaminhamento imediato do paciente ao reumatologista. Devem ser imediatamente encaminhados ao reumatologista ou fisiatra pacientes que apresentem dor nas costas (com duração maior ou igual a 3 meses), cuja dor iniciou antes dos 45 anos eque piore pela manhã, melhorando com os movimentos, presença do HLA-B27, Sacroileíte (dor na virilha) detectada em exames de imagem (RX, tomografia ou ressonância), manifestações extra articulares ( psoríase, doença inflamatória intestinal ou uveíte), outras manifestações articulares como, dor na virilha, calcanhar ou outras articulações podem também fazer parte do quadro clínico.
“Se um paciente apresenta dor nas costas com início antes dos 40 a 45 anos, que piora pela manhã, não deve ficar culpando o colchão e sim procurar um reumatologista ou um fisiatra”, alerta o Dr. Haim Maleh, que tem tese de mestrado sobre a espondilite anquilosante, doença mais comum do que se imagina e que tem possibilidades de tratar e evitar possíveis alterações como restrição dos movimentos da coluna e lesões oculares, entre outros órgãos.
Miofascial: mais eficácia no tratamento
Miofascial: mais eficácia no tratamento
Comprometido em oferecer o que há de mais moderno nos tratamentos em reumatologia e ortopedia, o CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – acaba de adquirir uma pistola de liberação miofascial, um equipamento que oferece muito mais eficácia em uma técnica fisioterápica chamada liberação miofascial. Em resumo, a novidade oferece mais recursos para o combate a dor.
“A fáscia muscular é uma membrana do tecido conjuntivo, localizada logo abaixo da pele que cobre, de modo uniforme, todo o corpo. É possível observar que essa membrana é constantemente afetada com transtornos dolorosos, e esses transtornos dolorosos podem ser combatidos através de uma técnica muito conhecida a liberação miofascial. A liberação miofascial é uma técnica muito utilizada por fisioterapeutas em consultórios e clínicas por todo o mundo, com objetivo promover maior flexibilidade e “soltar” a musculatura, proporcionando maior analgesia e conforto para o paciente”, explica o fisioterapeuta do CREB, Vinícius Vasquez Oliveira.
Vinícius explica que tal recursos fisioterápico vem sendo cada vez mais utilizado em diversas áreas da fisioterapia, entre as quais as áreas traumato-ortopédicas e reabilitação neurológica, em busca de uma reabilitação ainda mais eficiente, rápida e até mesmo prazerosa, porque o estímulo da fáscia muscular provoca um relaxamento do paciente. “A pistola adquirida pelo CREB é o que há de mais moderno nesta técnica. Ela permite um tratamento mais eficaz e, também, que o fisioterapeuta trate das incapacidades que podem gerar no paciente, além das mais diversas dores musculoesqueléticas e déficits funcionais, como dificuldade de ficar de pé, mexer a pernas e braços, movimentar o pescoço e até mesmo dores que podem intensificar os sintomas da fibromialgia. “É importante pontuar que a liberação miofascial, com o uso da pistola, é uma técnica que possibilita ao paciente continuar com as suas atividades esportivas, laborativas e recreativas normalmente”, destaca ele.
Benefícios e contraindicações da pistola de liberação miofascial
O fisioterapeuta do CREB explica que o tempo de aplicação da pistola vai depender de cada atendimento, que é individualizado. Os benefícios que o equipamento traz são: estimula a recuperação muscular, promove o alívio em pacientes com fibromialgia, estimula a flexibilidade, aumenta o fluxo sanguíneo dos músculos, reduz o risco de lesões musculares, auxilia na circulação sanguínea, alivia o estresse e a tensão muscular e aumenta a conscientização corporal. Segundo Vinícius, as contraindicações do uso da pistola são: trombose, diabetes, traumas graves e feridas abertas.
Mesoterapia: técnica de alívio da dor
A mesoterapia é bem conhecida como tratamento estético, mas trata-se de uma técnica também terapêutica, indicada para atenuar a inflamação e, consequentemente, a dor. A mesoterapia tem uma atuação direta sobre a inflamação local e por isso pode ser u...
A mesoterapia é bem conhecida como tratamento estético, mas trata-se de uma técnica também terapêutica, indicada para atenuar a inflamação e, consequentemente, a dor. A mesoterapia tem uma atuação direta sobre a inflamação local e por isso pode ser uma excelente opção para tratamento de artroses, bursites, entorses, lesões musculares, lombalgias, nevralgias e tendinites, entre outras doenças que têm em comum a dor.
Quando utilizada com fins terapêutico, a técnica é chamada de mesoterapia da dor. “É uma técnica médica que introduz doses mínimas de medicamentos, por via intradérmica ou subcutânea, na área afetada pela dor. É realmente muito eficaz. Podemos aplicá-la com ou sem agulhas. Quando não se utilizam agulhas, os produtos são aplicados na pele via percutânea. Essa terapia está disponível para todos que sofrem de dor, tanto pessoas da terceira idade, adultos e crianças”, explica o Reumatologista Sergio Rosenfeld, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
A gravidade do problema e a intensidade da dor definirão o número de sessões
Segundo o Dr. Sérgio, é a gravidade do problema e a intensidade da dor que definirão o número de sessões de mesoterapia. Ele ressalta que a técnica deve ser prescrita e realizada apenas por médicos” No CREB temos utilizado a mesoterapia, com muito sucesso, também associada a acupuntura. Na consulta, o médico poderá propor o tratamento adequado ao paciente, de forma individualizada. Não há fórmulas”, finaliza o reumatologista.
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