Tempos tecnológicos trazem novas doenças
“Wiitis”, “síndrome do ecrã tela” e “cotovelo de telemóvel” são os nomes de novas doenças destes novos tempos tecnológicos
“Wiitis”, “síndrome do ecrã tela” e “cotovelo de telemóvel” são os nomes de novas doenças destes novos tempos tecnológicos, cuja origem do problema está no uso excessivo de um videogame, um celular, um tablet e gadgets do gênero. Haim Maleh, fisiatra e reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo e professor de reumatologia da Universidade Federal Fluminense (UFF) diz que Tendinite, síndrome do túnel carpo, epicondilite, obesidade, perda de audição e dores lombares são problemas cada vez mais diagnosticadas em jovens, fruto da vida que levam.
- São doenças antigas, que ganham novos nomes. Nosso desafio é estabelecer a origem das doenças diagnosticadas e obviamente que o estilo de vida desses jovens nos indicam caminhos. O uso de mochilas cada vez mais pesadas, a falta da prática de exercício físico regular e as horas seguidas diante de computadores, videogames e celulares trazem problemas imediatos. Novas doenças surgem com os novos tempos tecnológicos que vivemos – explica ele.
Segundo o médico do CREB, teclar no celular o dia inteiro, repetida e excessivamente, por exemplo, pode ocasionar inflamações nos tendões.
- Por causa das redes sociais, jovens passam o dia no celular. Isso tem conseqüência. Nosso papel é alertá-los que precisam readquirir hábitos saudáveis, como praticar exercícios regulares, caminhar e buscar outras fontes de lazer que não apenas os eletrônicos. E ao menor sinal de dor e desconforto, os pais devem levar seus filhos a um médico para evitar que o problema se agrave – diz o Dr. Haim Maleh.
Gota tem novas medicações cada vez mais eficientes
Diferente do que a maioria das pessoas pensa, a artrite gotosa – popularmente conhecida como gota – não é uma doença exclusiva da terceira idade.
Muito pelo contrário, é até comum em pessoas de meia-idade e até jovens. “A gota é uma doença metabólica. Sua principal característica é a presença de cristais de ácido úrico intra-articular, trazendo como consequência inflamação, vermelhidão e uma dor lancinante”, explica o Dr. Eduardo Sadigurschi, Reumatologista e fisiatra do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia.
A artrite gotosa não é uma doença exclusiva da terceira idade
Segundo ele, a gota geralmente começa atingindo o primeiro dedo do pé (podagra) ou outras articulações do pé, do joelho e do tornozelo. Geralmente, explica o Dr. Eduardo, altos índices de ácido úrico são característicos de pacientes acometidos pela doença, mas isso não é determinante.
“Uma pessoa pode ter alto índice de ácido úrico e não desenvolver a gota. E, ao contrário, pode ter índices normais e ter gota. O problema é o depósito do ácido úrico nas articulações, que acontece geralmente pela alteração do PH local. Só quem já teve gota sabe como dói. Ao menor sinal da dor, é preciso procurar um especialista. Vale pontuar que a gota pode atingir órgãos importantes como o rim e estar acompanhada de problemas sérios, como diabetes e hipertensão arterial”, pontua.
A boa notícia é que a indústria farmacêutica tem apresentado novos tratamentos muito eficientes. “Há dez anos, apenas o alopurinol e poucos agentes uricosúricos estavam disponíveis. Hoje, para o tratamento da crise, temos colchicina, anti-inflamatórios não esteroidais, corticoesteroide oral ou intra-articular ou a combinação de fármacos. O médico optará por determinada medicação segundo contra-indicações do paciente, na experiência prévia com outros tratamentos, no tempo que dura a crise e no tipo de articulações envolvidas”, cita o Dr. Eduardo, finalizando que é importante tratar o período sem dores para que se evite as crises e que o processo se torne crônico, com possível desgaste e destruição articular.
CREB inaugura nova iluminação, com cromoterapia, nas piscinas para hidroterapia
Dando prosseguimento à prática de investir nos melhores e mais modernos recursos que auxiliam nos tratamentos de seus pacientes, o CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – acaba de reformar e reinaugurar suas duas piscinas, utilizadas exc...
Dando prosseguimento à prática de investir nos melhores e mais modernos recursos que auxiliam nos tratamentos de seus pacientes, o CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – acaba de reformar e reinaugurar suas duas piscinas, utilizadas exclusivamente para a prática da hidroterapia. As piscinas ganharam nova iluminação, de última geração, que se utiliza da cromoterapia para reforçar ainda mais o tratamento dos pacientes. A cromoterapia – utilização das cores para auxiliar a cura de doenças diversas – vem desde as antigas civilizações, como Egito, Índia e Grécia, tem como objetivo harmonizar o corpo e desde 1976 é reconhecida pela OMS (Organização Mundial da Saúde).
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