CONTEÚDO CREB SOBRE SAÚDE

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Queijo, rica fonte em cálcio, deve ser consumido diariamente

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A osteoporose é uma das mais relevantes doenças associadas à terceira idade e, por isso, é considerada como um grave problema de saúde pública. A doença, que acomete principalmente mulheres a partir dos 50 anos, é caracterizada pela fragilidade nos ossos. “Desde cedo é preciso buscar a prevenção a esta doença. A prática de exercícios físicos, pegar sol regularmente e optar por uma alimentação rica em cálcio ajudam a prevenir a doença”, ensina Eduardo Sadigurschi, fisiatra e reumatologista do CREB –  Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

Segundo o médico, de todos os alimentos ricos em cálcio, os queijos (e iogurtes e leite) são os que fornecem maior quantidade deste mineral que ajuda a proteger o osso. “O queijo deve ser consumido ao menos três vezes ao dia. Desta forma, o queijo fornece nutrientes que contribuem para o atendimento diário de ao menos 35% das nossas necessidades de cálcio. Isso é fundamental na formação das estruturas ósseas e cartilaginosas. Além disso, o queijo ainda oferece 30% das nossas necessidades de vitamina A, importante antioxidante que atua sobre os radicais livres”, explica ele, ressaltando que esse alimento também é uma excelente fonte de proteínas de alto valor biológico, de zinco, selênio e fósforo.

O médico do CREB diz que o consumo de queijo também é fundamental na infância, pois tem importante papel na formação e desenvolvimento de ossos, dentes e cartilagens. Para crianças de quatro a dez anos, o consumo de 100 gramas de queijo por dia representa mais de 50% das necessidades de cálcio e mais de 30% das necessidades de vitamina A. “Na adolescência, o consumo de queijo também é importante, principalmente porque nessa fase vive-se o estirão de crescimento, ou seja, o adolescente cresce vários centímetros em pouco tempo. Nesta fase, 180 gramas de queijo por dia contribuem com 35% das necessidades diárias de cálcio e 30% das necessidades de vitamina A”, aponta o Dr. Eduardo Sadigurschi.


Acupuntura: alívio da dor e mais qualidade de vida

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A acupuntura é uma terapia reconhecida por sua eficácia no tratamento e controle da dor, sendo uma excelente opção para quem convive com dores agudas ou crônicas.

Ela pode proporcionar alívio em casos de lombalgia, cervicalgia, dores musculares, dores nas articulações, enxaquecas, fibromialgia, dor neuropática, dores tensionais e outras condições dolorosas, contribuindo para a redução do desconforto e para a melhora da qualidade de vida.

Além do controle da dor, a acupuntura atua no equilíbrio do organismo, auxiliando no tratamento complementar de ansiedade, estresse e sintomas de depressão, promovendo relaxamento e sensação de bem-estar. Também pode melhorar a qualidade do sono, ajudando em casos de insônia e fadiga.

Por estimular mecanismos naturais do organismo, a acupuntura oferece uma abordagem integrada para cuidar da saúde, com foco no alívio da dor, na recuperação funcional e na promoção do bem-estar.

Uma Breve História da Acupuntura

Com mais de 2.500 anos de história, a acupuntura nasceu na China Antiga como um dos pilares da Medicina Tradicional Chinesa (MTC). Os primeiros registros escritos surgiram no clássico livro Huangdi Neijing (O Livro de Ouro do Imperador Amarelo).

Originalmente, a técnica baseava-se na manipulação da energia vital do corpo — chamada de "Qi" (pronuncia-se tchi) — que flui através de canais conhecidos como meridianos. Ao aplicar agulhas finas em pontos específicos nesses canais, os antigos médicos buscavam desobstruir e equilibrar o fluxo energético para curar doenças.

A prática atravessou séculos e fronteiras, chegando ao Ocidente no século XX, onde passou a ser rigorosamente estudada pela ciência moderna.

Os Princípios Científicos: Como Funciona no Organismo?

Hoje, a eficácia da acupuntura não é vista apenas sob a ótica energética, mas sim através da neurofisiologia. Quando uma agulha estimula um ponto de acupuntura, ela ativa terminações nervosas locais que enviam sinais diretamente ao cérebro e à medula espinhal. Esse estímulo desencadeia uma série de reações biológicas fascinantes:

Liberação de Neurotransmissores: O organismo passa a produzir endorfina, serotonina e dopamina, substâncias naturais responsáveis pela sensação de relaxamento, prazer e, principalmente, pelo alívio da dor.

Ação Anti-inflamatória e Modulação Imunológica: A técnica estimula o sistema nervoso central a liberar cortisol e outras substâncias que reduzem inflamações e fortalecem as defesas do corpo.

Melhora da Circulação Sanguínea: A inserção das agulhas promove a dilatação dos vasos sanguíneos locais, melhorando a oxigenação e a regeneração dos tecidos afetados.

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Principais Indicações Terapêuticas

A acupuntura oferece uma abordagem integrada para cuidar da saúde, com foco na recuperação funcional e na promoção do bem-estar. Suas principais aplicações incluem:

Controle da Dor (Aguda ou Crônica)

A terapia é amplamente reconhecida por sua eficácia no tratamento da dor, sendo uma excelente opção para quem convive com o desconforto constante. Ela proporciona alívio significativo em casos de: Lombalgia e cervicalgia (dores na coluna e pescoço); Dores musculares e articulares; Enxaquecas e dores de cabeça tensionais; Fibromialgia e dor neuropática.

Saúde Mental e Equilíbrio Emocional

Além das dores físicas, a acupuntura atua diretamente no sistema nervoso, auxiliando no tratamento complementar de: Ansiedade e estresse crônico; Sintomas de depressão; Insônia e fadiga crônica (melhorando a qualidade do sono e promovendo relaxamento profundo).

Outras Condições Clínicas

Por estimular os mecanismos de autorregulação do próprio corpo, a técnica também é indicada para o alívio de: Náuseas (inclusive as causadas por quimioterapia ou gestação); Rinite alérgica e sinusite; Sintomas digestivos (como gastrite e intestino irritável); Cólicas menstruais e distúrbios hormonais.

Longe de ser apenas uma terapia alternativa, a acupuntura consolidou-se como uma prática médica complementar integrativa, validada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e essencial para quem busca mais qualidade de vida de forma natural e segura.

Por Dr. Cristiano Vieira Queiroz


Fratura do fêmur, devido a osteoporose, é um grave problema de saúde pública

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Exatamente metade das internações de idosos por traumas, em pronto-socorros, ocorrem devido a fratura de quadril. E cerca de 80% destes casos ocorrem com idosos que são capazes de andar sozinhos, sem auxílio de pessoas ou andadores, e que vivem em comunidade. Não é à toa que a Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu fraturas do fêmur proximal como um importante problema de saúde pública, tanto em países desenvolvidos, como em desenvolvimento, como o Brasil. Estimativas dão conta de que há, por aqui, 100 mil casos de fraturas de quadril ao ano.

“A osteoporose, a perde de massa óssea, é o principal motivo para essas quedas sucessivas. É um caso de saúde pública muito sério, devido ao aumento da expectativa de vida em nosso país. A osteoporose pode ser fatal para um idoso. E as estatísticas apontam que 50% das mulheres com mais de 75 anos venham a ter alguma fratura osteoporótica. Em homens, esse índice, entretanto, cai para 25%”, explica o Dr. Eduardo Sadigurchi, fisiatra e reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

Segundo ele, os ossos acumulam massa óssea até a faixa dos 30 anos. Após essa idade, perde 0,3 % de massa óssea ao ano. É um processo natural, mas que pode ser combatido com uma alimentação rica em cálcio, prática regular de exercício físico e banhos de sol regulares, nos horários que são saudáveis para nós, das 7h às 10h e após as 16h”, diz o Dr. Eduardo.

– A osteoporose pode ser diagnosticada, com precisão e precocemente, através de um exame de fácil realização, indolor e de alta precisão chamado densitrometria óssea. Enquanto com o raio-x podemos detectar somente a osteoporose quando já há perda de 30% da massa óssea, com esse exame podemos detectá-la quando há perda de menos de 1%. E detectada precocemente, podemos tratá-la com êxito, com medicamentos, hidroterapia e outros, além, claro, com uma alimentação rica em cálcio.

Os números não deixam dúvida sobre a gravidade da questão. As quedas são responsáveis por nada menos do que 24% das mortes em idosos, enquanto correspondem a 6% no restante da população. “A perda óssea é um processo natural, que pode, no entanto, ser combatida com uma melhor qualidade de vida, incluindo exercícios físicos regulares, banho de sol, alimentação saudável e ida regular ao médico. É preciso ter consciência da gravidade desta doença e os números estão aí para provar isso”, garante o médico.



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