CONTEÚDO CREB SOBRE SAÚDENovidades

Por meio dos raios de sol que nosso organismo obtém vitamina D

O sol é fundamental para a saúde e o funcionamento do corpo. Afinal, é por meio dos raios do tipo ultravioleta B que nosso organismo obtém a vitamina D e, com ela, melhora a absorção do cálcio, fortalecendo os ossos. “A vitamina D produzida na pele é a principal fonte dessa vitamina para o corpo, pois os alimentos ricos em vitamina D, como peixes e fígado, não fornecem a quantidade necessária diariamente desse nutriente”, explica o ortopedista Bernardo Stolnicki, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, e coordenador do CREB Prevrefrat (Programa de Prevenção da Refratura do CREB).

Idosos precisam tomar banho de sol diariamente

Segundo ele, para produzir vitamina D de forma segura, é preciso tomar banho de sol por pelo menos 15 minutos por dia, sem usar protetor solar. No caso de pessoas de pele morena ou negra, esse tempo deve ser de 45 minutos a 1 hora por dia, pois quanto mais escura a pele, mais difícil é a produção de vitamina D. “O banho de sol deve ser feito ao ar livre, com o máximo de pele exposta e sem barreiras como vidros de carros ou protetor solar, para que os raios UVB atinjam diretamente a maior quantidade de pele possível. Bebês e idosos também precisam tomar banho de sol diariamente para prevenir deficiências em vitamina D. Deve-se ter especial atenção com os idosos, pois eles precisam de pelo menos 20 minutos ao sol para produzir quantidades adequadas dessa vitamina”, explica o médico do CREB.

O melhor horário para tomar sol, indica o Dr. Bernardo, é quando a sombra do corpo é menor que a própria altura, pois a posição do sol também influencia na produção da vitamina D. Ou seja, normalmente depois das 10h da manhã e antes das 16:30h, mas deve-se evitar a exposição prolongada ao sol nos horários mais quentes do dia, entre 12h e 15h. “Idosos e pessoas que não podem tomar sol com frequência são indicados a usar suplementos de vitamina D. Ou seja, nesta temporada quanto mais banhos de sol tomar, menos medicamentos serão necessários. Deve-se aproveitar o banho de sol para uma saudável caminhada”, complementa.

O médico pontua que as principais consequências da deficiência de vitamina D são o enfraquecimento ósseo; a osteoporose em adultos e idosos; a osteomalácia em adultos e raquitismo em crianças; dor e fraqueza muscular; e diminuição de cálcio e fósforo no sangue. De acordo com ele, o diagnóstico de deficiência em vitamina D é feito por meio de um exame de sangue chamado 25(OH)D, onde os valores normais são maiores que 30 ng/ml.

Artrite reumatoide: excesso de peso aumenta a frequência da doença

Considerada “silenciosa”, a artrite reumatoide é uma doença inflamatória crônica e autoimune, que atinge o tecido conjuntivo das articulações, principalmente na coluna vertebral, ombros, quadris, joelhos, tornozelos e punhos. Sua causa não é totalmente conhecida, mas a boa notícia é que os tratamentos são cada vez mais modernos e eficientes, podendo devolver ao paciente a qualidade de vida perdida, preservando sua capacidade funcional.

“A doença afeta duas vezes mais mulheres na faixa entre 50 e 70 anos do que os homens. Porém, não acomete somente pessoas da terceira idade. A artrite reumatoide causa dor, incapacidade e provoca perda da autoestima e da confiança do paciente, quando o estágio da doença está mais avançado. Os tratamentos, hoje, estão bem avançados. Além do uso de medicamentos específicos, o paciente precisa realizar atividade física regular e orientada e fisioterapia, especialmente a hidroterapia. Utilizamos protocolos que incluem RPG, acupuntura, hidroterapia e pilates terapêutico. O objetivo é alcançar a melhora da função muscular e articular e o aumento da força e da flexibilidade e, para isso, contamos com reabilitação específica em nossas piscinas aquecidas”, explica a reumatologista Liseth Acochiri, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

Segundo ela, indivíduos com excesso de peso apresentam maior frequência de artrite reumatoide. Por isso, a perda de peso é muito importante para quem tem sobrepeso. “A dor é o principal sintoma e queixa do paciente. É preciso aliviar o paciente. Temos medicamentos que podem ser utilizados para isso, e a acupuntura também é uma excelente opção. Utilizamos essa técnica oriental milenar no CREB, com muito sucesso. Tabagismo e o estresse também são causas que mantém a doença ativa. O importante é o paciente procurar um especialista, que irá propor um tratamento individualizado”, finaliza a médica do CREB.

Estenose tem tratamento, que deve ser individualizado

Dor, dormência, formigamento, sensação de queimação ou mesmo de desconforto e fraqueza são os principais sintomas da estenose ou estreitamento foraminal (espaço onde saem as raízes nervosas da coluna para o resto do corpo). Isso acontece quando tal espaço é reduzido, normalmente por alterações degenerativas na anatomia da coluna vertebral, como por exemplo os osteofitos, também conhecidos como bico de papagaio, que causam compressão das raízes nervosas.

Os sintomas varia de acordo com a região afetada da coluna

“Uma estenose cervical pode causar sintomas no pescoço, na mão, nos ombros e nos braços. Já a estenose da coluna lombar pode causar sintomas na lombar (parte inferior da coluna), nas pernas e pés, nos quadris ou nos glúteos. A natureza dos sintomas varia de acordo com a região afetada da coluna”, explica o ortopedista Marcio Taubman, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

Segundo ele, o tratamento é medicamentoso e no CREB utiliza-se protocolos, com muito sucesso, que incluem hidroterapia, em suas duas piscinas apropriadas para essa prática, RPG, para alongamento da musculatura, e pilates terapêutico, para fortalecimento da musculatura. “Podemos incluir, ainda, eletroterapia e acupuntura. Ms cada caso é um caso, e o tratamento é individualizado”, afirma ele.

Bexiga Hiperativa: 30% das pessoas acima dos 75 anos têm a doença

Mais de 30% das pessoas com idade acima de 75 anos são acometidas pela Síndrome da Bexiga Hiperativa (BH), uma doença definida pela Sociedade Internacional de Continência (ICS) como urgência miccional, com ou sem incontinência de urgência, geralmente acompanhada por frequência e noctúria. “Essa doença afeta muito negativamente a qualidade de vida do paciente, causando isolamento social, frustração, ansiedade e até depressão”, explica a fisioterapeuta Waleska Rocha, do staff de reabilitação uroginecológica do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

Segundo ela, o diagnóstico é clínico e é determinado quando afastada a infecção urinária ou outra causa evidente. Consiste na presença de contrações vesicais involuntárias durante a fase de enchimento, não permitindo o controle da bexiga. Isso gera desconforto, urgência para urinar e até perda miccional. A fisioterapeuta explica que a doença é causada por diversos fatores, como, por exemplo, a diminuição da resposta inibitória do arco reflexo da micção pelo sistema nervoso central. “Também podemos encontrar causas miogênicas, como alteração estrutural e ultraestrutural primária do detrusor; e alterações do urotélio, que podem aumentar as informações aferentes, que são interpretadas pelos centros superiores como uma necessidade imperiosa de urinar. Quando a causa é indeterminada, ela é chamada Bexiga Hiperativa Idiopática”, explica.

A boa notícia é que a bexiga hiperativa tem tratamento, e a fisioterapia é um tratamento conservador simples, de baixo custo e é considerado de primeira linha. Waleska pontua que o CREB oferece esse tratamento, não invasivo, com pouquíssimas contraindicações. “ A gente busca a reabilitação do assoalho pélvico por meio de exercícios de contração e relaxamento da musculatura, com uso de eletroestimulação e biofeedback. Seu resultado é comprovadamente eficaz, levando a bexiga a contrair menos e oferecendo ao paciente a consciência do próprio corpo e o controle da micção”, afirma a fisioterapeuta.

Médico deve orientar sobre o uso de andadores e bengalas

Pessoas da terceira idade, principalmente, mas jovens e adultos também, muitas vezes precisam da utilização de bengala ou andador, para ajudar na locomoção, alterada por algum motivo de saúde. A verdade é que a bengala e o andador muitas vezes são fundamentais, para que a pessoa possa se locomover com segurança, atenuando os riscos de uma queda.

Mais de 40 mil lesões ocorrem por ano, por conta desses dispositivos

Mas é preciso ter cuidado! O Centro de Controle de Doenças, de Atlanta, nos Estados Unidos, promoveu uma ampla pesquisa e chegou ao seguinte número: mais de 40 mil lesões ocorrem por ano, por conta desses dispositivos que deveriam ajudar as pessoas no dia-a-dia. O Centro de Controle de Doenças fez uma pesquisa em 66 serviços de emergência dos Estados Unidos e chegou a conclusão de que embora as quedas associadas à bengalas e andadores sejam uma pequena fração do número de acidentes, tendem a ser mais graves. Os pesquisadores contabilizaram que das vítimas de quedas com bengalas e andadores, 33% precisaram ficar internadas. Também ficou comprovado que as mulheres têm uma chance quase duas vezes maior de sofrer esse tipo de acidente.

“Quando for indicado o uso de bengala ou andador, o paciente deve ser devidamente orientado pelo médico sobre o uso daquele apoio. E também é preciso entender que há um período de adaptação, que merece maior atenção da pessoa que estiver usando a bengala e o andador. A família também pode dar apoio, ficando atenta. No caso de idosos, é preciso ter certos cuidados em casa, como evitar tapetes, não usar sapatos com solas escorregadias, tomar cuidado com fios soltos e sempre contar com iluminação noturna de apoio. Há quadros de lesões e as mais frequentes atingem o tórax, a coluna dorsal e lombar, seguidas das lesões na cabeça. É preciso estar muito atento”, explica o fisiatra e reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – Haim Maleh, também professor de reumatologia da UFF – Universidade Federal Fluminense.

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