10 milhões de brasileiros são acometidos pela osteoporose
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil conta, hoje, com dez milhões de pessoas acometidas pela osteoporose. A International Osteoporosis Foundation (IOF), por sua vez, informa que no mundo são mais de 200 milhões de mulheres por...
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil conta, hoje, com dez milhões de pessoas acometidas pela osteoporose. A International Osteoporosis Foundation (IOF), por sua vez, informa que no mundo são mais de 200 milhões de mulheres portadoras da doença, o que causa nove milhões de fraturas anualmente nos cinco continentes, ou seja, uma fratura a cada três segundos. A Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) projeta para 2020 um quadro de 140 mil pessoas com fraturas osteoporóticas de quadril ao ano. Hoje, são 121.700 fraturas anuais.
“A osteoporose é uma doença silenciosa. Na maioria dos casos, somente quando ocorre uma fratura a pessoa vai ao médico e descobre ser portadora da doença. Esses números gigantescos de refraturas poderiam ser menores se as pessoas procurassem o médico regularmente e fizessem os exames necessários. A densitometria óssea, por exemplo, é um exame que indica a condição da osteoporose com dez anos de antecedência”, explica o ortopedista Bernardo Stolnicki, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – e coordenador do Prevrefrat, programa de prevenção da refratura da clínica.
Na maior parte dos casos, a doença aparece na terceira idade
As principais causas da osteoporose, aponta ele, são a deficiência de cálcio, o envelhecimento, a menopausa e doenças autoimunes, entre outras. Na maior parte dos casos, a doença aparece na terceira idade, sendo relacionada ao envelhecimento. Acomete homens e mulheres, mas principalmente nelas: uma em cada três mulheres acima de 45 anos tem osteoporose. De acordo com as estatísticas, a incidência da doença varia de 14% a 29% em mulheres com mais de 50 anos e pode alcançar até 73% em mulheres com mais de 80 anos. Em mulheres com mais de 50 anos, o risco de fratura do colo do fêmur é de 17,5% e da coluna, de 16%. A presença de uma fratura vertebral dobra o risco de futuras fraturas vertebrais.
Videogame é saudável para as crianças?
É verdade que pesquisas indicam que jogar videogame pode trazer vários benefícios às crianças, desde o desenvolvimento de habilidades psicomotoras, estímulo e facilitação de pesquisas, acesso a atividades lúdico-pedagógicas, até a promoção da autoest...
É verdade que pesquisas indicam que jogar videogame pode trazer vários benefícios às crianças, desde o desenvolvimento de habilidades psicomotoras, estímulo e facilitação de pesquisas, acesso a atividades lúdico-pedagógicas, até a promoção da autoestima. Videogames que utilizam o movimento do corpo, como o Wii, da Nintendo, inclusive, são utilizados como ferramenta de reabilitação física, nas principais clínicas do mundo, como no CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
Mas a utilização de videogame cada vez mais precocemente e em períodos consecutivos cada vez maiores continua preocupando os pais e médicos. É cada vez mais comum que os consultórios recebam crianças com manifestações musculoesqueléticas, como dedo em gatilho, tendinites e outros.
O problema é a quantidade de horas diante do videogame
– Sem dúvidas, jogar videogame utilizando o corpo é excelente. Há jogos de dança, por exemplo, que funcionam como uma verdadeira atividade física. As crianças se movimentam com todo o corpo, mexem as articulações, até suam. O problema é a quantidade de horas diante de um videogame e os jogos em que o jogador fica sentado, mexendo apenas com os dedos no controle – alerta o reumatologista e fisiatra do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – Dr. Eduardo Sadigurschi.
Ele diz que o problema pode começar na postura das crianças. A ergonomia adequada está relacionada à postura e ao mobiliário utilizado para estas atividades. Crianças e adolescentes devem se sentar em cadeiras auto-ajustáveis para a altura, com as costas e pés apoiados e de modo a manter os olhos na altura e de frente para o monitor, com distância de 30 a 40 cm do usuário. O braço e o antebraço devem manter angulação de 90 graus, com alinhamento e apoio do antebraço, punho e dedos, de modo a evitar a angulação com o teclado, explica ele.
Para o médico do CREB, os pais devem estabelecer um horário para a criança jogar videogame, não passando de duas horas diárias da atividade.
– A criança pode jogar duas horas, sendo que após a primeira hora, é preciso dar uma pausa, relaxar, se alongar, ir ao banheiro, enfim, descansar um pouco da atividade. E ao menor sinal de desconforto ou dor, é preciso levar a criança a um especialista para avaliação – finaliza ele.
É possível evitar dores na coluna vertebral
Os números demonstram claramente o tamanho do problema: segundo a Organização Mundial da Saúde, nada menos do que 85% da população de todo o planeta tem, teve ou terá dores nas costas. Os hábitos da vida moderna reforçam tal situação. Segundo uma pes...
Os números demonstram claramente o tamanho do problema: segundo a Organização Mundial da Saúde, nada menos do que 85% da população de todo o planeta tem, teve ou terá dores nas costas. Os hábitos da vida moderna reforçam tal situação. Segundo uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde e pela Universidade de São Paulo, por exemplo, 80% das pessoas passam muito tempo diante do computador e da televisão. Ou seja, o comportamento sedentário pode causar vários problemas de saúde, entre os quais doenças na coluna.
Mas como fugir dessa estatística tão massacrante? A nova notícia é que, sim, é possível evitar dores na coluna com pequenos cuidados no dia a dia.
– Todos temos uma longa e exaustiva jornada de trabalho. É preciso estar atento ao seu corpo e, especialmente, à sua coluna. Uma pessoa que trabalha o dia inteiro sentada, diante de um computador, precisa se levantar a cada hora, fazer uma pequena caminhada e alongar pernas e braços. Uma pessoa que passa o dia inteiro em pé também precisa repetir esses alongamentos constantes, de hora em hora. Dá uma espreguiçada, alonga pernas e braços e volta a trabalhar. É simples e faz um bem danado – explica o ortopedista Marcio Taubman, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
A dor na coluna é um aviso
Erros e vícios de postura comprometem a coluna no dia a dia, alerta o ortopedista. De acordo com ele, ao menor sinal de dor, é preciso consultar um especialista.
– Muitas vezes, a pessoa acha que deu um mal jeito qualquer, toma um analgésico e pronto. Não é assim que deve acontecer. A dor na coluna é um aviso, e pode ser uma série de problemas diferentes. Um especialista precisa avaliar, mesmo porque quanto mais cedo começarmos a tratar, mais rápido teremos sucesso no tratamento – garante ele.
Márcio Taubman pontua que o sobrepeso, o sedentarismo, a má alimentação são inimigos da boa saúde da coluna. O exercício físico regular, por exemplo, é fundamental para fortalecer a musculatura e a coluna.
– Algumas dicas no dia a dia devem ser seguidas. Ao sentar, é importante que os pés estejam apoiados para que os joelhos fiquem levemente mais altos que o quadril. Ao atender o telefone, jamais apoie o gancho do aparelho entre o pescoço e o ombro. Flexione os joelhos ao se agachar, sempre, jamais utilize sapatos apertados e saltos alto em excesso, no caso das mulheres. Outra dica interessante é se espreguiçar algumas vezes ao dia. Mas, lembre-se: sentiu alguma dor, procure um especialista – finaliza ele.
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