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Corrida de rua: é preciso utilizar o tênis correto, para o seu tipo de pisada

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A corrida de rua se popularizou muito nos últimos anos, por ser um esporte barato e que traz bons resultados para o seu praticante.

Mas é preciso ter muito cuidado para não transformar o desejo de entrar em forma em problemas físicos: não são todos os que estão aptos para essa atividade e, entre aqueles que podem se dedicar ao esporte, é preciso utilizar o tênis correto.

“As pessoas pensam que basta ter tempo e um espaço para correr, e pronto. Não é bem assim. É fundamental consultar um médico, para avaliar se esse é o esporte adequado para a pessoa. Outro ponto fundamental, que pouca gente dá importância, é a escolha do tênis correto. Não basta comprar um tênis caro e da moda, cheio de recursos. É preciso utilizar o tênis correto, adequado à pisada do praticante de corrida”, explica a ortopedista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia, Danielle Soares Morel.

Antes de começar a correr, diz a médica, é prec iso fazer uma avaliação com um especialista. Se a pessoa estiver apta para optar pela corrida, é hora de escolher o tênis adequado. “Existem três tipos de pisada: a neutra, a supinada e a pronada, cada uma com suas variações, como leve, moderada e intensa. Alguns fabricantes de tênis oferecem produtos direcionados para cada tipo de pisada”, afirma ela.

Exame para detectar o tipo de Pisada

Para descobrir o tipo de pisada e melhorar a performance do atleta e mesmo para não atletas eliminar dores no pé, é realizado um exame, que o CREB oferece, chamado baropodometria dinâmica computadorizada, que avalia tridimensionalmente o movimento. A maioria dos planos cobre esse exame. “Não basta investir em um tênis caríssimo, de marca e da moda. Daí começam a surgir bolhas, calos, dores no pé, no joelho, até na coluna. E o problema pode se transformar em uma hérnia de disco, por exemplo. Por isso é fundamental consultar um médico antes de iniciar qualquer atividade física”, finaliza a ortopedista.


Lúpus não é uma doença exclusiva entre mulheres de 15 a 35 anos

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O lúpus não é uma doença exclusivamente feminina

Embora acometa principalmente mulheres entre 15 e 35 anos, o lúpus não é uma doença exclusivamente feminina, e dentro desta faixa etária. De acordo com o reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia -, Camilo Tubino Schuindt, o lúpus é uma doença crônica, sistêmica e de causa desconhecida, que também aparece em homens e mulheres acima dos 50 anos.

“É bem verdade que entre a grande maioria de pacientes com lúpus estão mulheres dos 15 aos 35 anos. Mas temos pacientes homens, acima dos 50 anos também. É falso pensar que a doença está restrita ao universo feminino, naquela faixa etária. Mas as estatísticas mostram que para cada homem acometido, há oito ou nove mulheres com lúpus”, revela o médico. Segundo ele, os sintomas variam de paciente para paciente, mas os mais comuns são manifestações na pele, principalmente nas áreas expostas ao sol, dores articulares, anemia, alterações dos glóbulos brancos e plaquetas e doença renal.

Diagnóstico do Lúpus

O reumatologista explica que o diagnóstico é baseado em critérios clínicos e exames laboratoriais, a doença não é contagiosa e tem tratamento. “Um reumatologista deve ser procurado. O tratamento varia de paciente para paciente e depende dos sintomas apresentados. Ou seja, é um tratamento individualizado.

É preciso adotar uma dieta saudável, realizar exercícios físicos regulares e há remédios específicos para quem tem lúpus”, diz, pontuando que a exposição ao sol deve ser evitada e que o uso de bloqueadores solares é recomendado.


Lombalgia aguda e crônica: é preciso consultar um especialista

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De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 85% da população mundial sofre, sofreu ou irá sofrer dores na coluna

De fato, dores na região lombar são as que mais afetam as pessoas, perdendo apenas para a dor de cabeça. A lombalgia é a dor ou sensação de peso, ou mesmo de queimação na região lombar, ou próximo das nádegas, e pode irradiar para as pernas e nádegas, provocando dormências e formigamento, até mesmo nos pés. Ao menor sinal de dor na região, é preciso consultar um especialista para tratamento.

“A região lombar se localiza entre a última costela e o início da nádega. Não é nada incomum sentirmos dor nessa região. Muitas vezes, trata-se de um mal jeito, uma noite mal dormida, um esforço excessivo, mas também pode ser indicativo de algum problema maior. A dor lombar pode indicar uma inflamação, uma infecção, hérnia de disco, alguma doença abdominal ou pulmonar ou mesmo uma artrose. É preciso procurar um especialista, porque quando mais cedo tratamos problemas na coluna, melhores resultados alcançamos”, explica o Reumatologista e Fisiatra do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia – e Professor de Reumatologia da UFRJ, Haim Maleh.

Tipos de Lombalgia

Segundo Maleh, existem, basicamente, dois tipos de lombalgia: lombalgia crônica e lombalgia aguda. “A lombalgia aguda é mais comum nos jovens, e aparece normalmente após um esforço físico extra. Dura menos de duas semanas, embora possa chegar a quatro ou seis semanas, em casos mais graves. Já a lombalgia crônica é mais comum em pessoas com mais idade e permanecem mais longamente.

A lombalgia aguda surge a partir de uma inflamação das estruturas da região lombar, provavelmente após uma queda, impactos diretos, má postura ou excesso de exercício físico. Já a lombalgia crônica nem sempre tem sua causa direta definida, mas questões genéticas, tabagismo, obesidade e falta de exercício físico ajudam a explicá-la.

O médico ressalta que o tipo e grau da lombalgia e as características do paciente indicarão o melhor tratamento. É fundamental um correto diagnóstico para que o tratamento possa ter o melhor resultado, o que é possível. O tratamento pode ser medicamentoso e utilizar de protocolos que incluem hidroterapia, RPG, Pilates e acupuntura, crioterapia compressiva e eletroterapia, serviços oferecidos pelo CREB, que dispõe, por exemplo, de duas piscinas próprias para hidroterapia e estúdio de Pilates. “As dores da lombalgia são incômodas mesmo e podem deixar a pessoa sem condições de andar e praticar suas atividades diárias, mas o tratamento correto irá trazer alívio para o paciente”, garante.



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