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Artrite reumatóide: avanços terapêuticos devolvem qualidade de vida perdida

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Nos últimos 25 anos, revelou um recente estudo britânico, houve um aumento considerável na expectativa de vida entre pacientes com artrite reumatóide

De acordo com essa pesquisa, a média da idade de morte dos paciente portadores da doença foi de 76,7 anos, entre os anos de 1986 a 1998, e de 86,7 anos entre 2002 a 2012. Isso representa uma queda de 3,5% no risco relativo para todas as causas de mortalidade a cada ano, no período de 1986 a 2012. A pesquisa relaciona a melhora da expectativa de vida desse grupo de pessoas aos avanços tecnológicos, que permitem um diagnóstico cada vez mais precoce da doença, além de avanços terapêuticos no tratamento em si.

Segundo Haim Maleh, fisiatra e reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – e professor de Reumatologia da UFRJ, a artrite reumatóide caracteriza-se por inflamação das articulações, provocada por uma reação inflamatória, com presença de algumas substâncias, entre elas a interleucina 6, que destroem progressivamente a cartilagem e os ossos ao redor das articulações, causando dor, edema e prejudicando sua função e limitando os movimentos.

“Além do comprometimento das articulações, ocorrem sintomas físicos como cansaço intenso, decorrente da anemia que a doença provoca. Os sintomas iniciais são fadiga inexplicável, rigidez prolongada das articulações pela manhã, além de edema e vermelhidão. Esse quadro muitas vezes é confundido com o reumatismo comum, o que retarda o diagnóstico correto e o início precoce do tratamento”, explica ele.

Para chegar ao diagnóstico da artrite reumatóide, explica o Dr. Haim, o reumatologista ana-lisa a história clínica do paciente, realiza exames físicos das articulações e solicita análise laboratorial, radiografias e, em algumas ocasiões, ultrassonografia das áreas acometidas. Exames de sangue também auxiliam na avaliação do processo inflamatório. Ele concorda com a pesquisa e pontua que a atrite reumatoide não tem cura, mas é possível devolver ao paciente a qualidade de vida perdida.

“A artrite reumatóide é uma doença de longa evolução. Há tratamentos, que estão cada vez mais avançados, sendo possível devolver ao paciente a qualidade de vida perdida. O tratamento traz alívio da dor, bem estar e, principalmente, pode evitar e prevenir alterações articulares, quando iniciado precocemente. O tratamento deverá sempre, além de medicamentos, contar com a reabilitação física, entre as quais eletroterapia, cinesioterapia, acupuntura e hidroterapia, que é uma medida de grande auxílio para esses pacientes, especialmente quando realizada em piscinas apropriadas, como nas que utilizamos no CREB“, finaliza o médico.


Tendinite tem cura, mas pode se transformar em um grande problema se não for devidamente tratada

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Cuidados com os movimentos repetitivos e a Tendinite

Todas as pessoas, independente de sexo e idade, que utilizam o computador, celular e tablet o dia inteiro, teclando, enviando mensagens e navegando na internet, são sérios candidatos a dores resultantes de inflamação nos tendões das mãos. Por conta do uso excessivo da tecnologia – e os movimentos repetitivos provocados pelo uso de aparelhos eletrônicos – cada vez é maior o número de pacientes que procuram o consultório de um médico especialista, com tendinite.

“Nossos músculos têm a função de promover o movimento. Em suas extremidades, existe uma transição entre o tecido muscular e o tecido fibroso, que se adere à parte óssea. Tendão é o nome desse tecido altamente resistente e fibroso. Mas nós exercitamos os nossos tendões o dia inteiro, seja caminhando ou praticando atividade física. Um movimento abrupto ou excessivo pode provocar uma inflamação. Quando isso acontece, o ideal é interromper qualquer exercício e mesmo uma caminhada. Às vezes, a dor inicial não é tão intensa e a pessoa resolve continuar sua caminhada. Mas um especialista sempre deve ser consultado”, explica o Dr. Antônio D’Almeida, fisiatra do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia, pontuando que o mesmo acontece com os tendões das mãos.

Evite a automedicação na Tendinite

O Dr. Antônio alerta para o perigo da automedicação e da busca pela solução sem a consulta com um especialista. “A automedicação é um grande problema que temos em nosso país. A pessoa sente uma pequena dor, acha que aquilo é comum, que vai se resolver facilmente, e vai até uma farmácia e pede ao balconista algum anti-inflamatório. Mas o problema pode ser sério, se agravar, se tornar um quadro crônico e até se transformar em uma LER (Lesão de Esforço Repetitivo). É preciso procurar um especialista”, afirma ele.

O tratamento da tendinite é medicamentoso e pode se utilizar de protocolos que incluem a cinesioterapia, a acupuntura e outras formas de fisioterapia. “O remédio alivia a dor, mas não cura a inflamação. Uma das causas mais comuns de tendinite nas mãos é a digitação em computadores, celulares e tablets. Tem pessoas que fazem isso o dia inteiro. É preciso estar atento, estabelecer pausas regulares na tarefa de digitar e, ao menor sinal de dor, procurar um médico”, ressalta o Dr. Antônio.

Ele dá uma boa dica para tonar a digitação uma tarefa menos invasiva. “É muito importante, diria fundamental, que os cotovelos estejam sempre apoiados na cadeira, no nível da mesa, e que o teclado não esteja muito mais alto do que o seu cotovelo. Seguir essa dica é importante e pode evitar problemas. Alongar o tendão e fortalece-lo também é uma forma de prevenir a tendinite. O médico poderá orientar o paciente a respeito disso”, afirma, lembrando que tendinite tem cura, mas se não for levada a sério pode se transformar em um grande problema.


Mulheres que amamentam têm menor risco de desenvolver artrite reumatóide

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A amamentação tem benefícios que vão além da saúde do bebê e da relação entre mãe e filhos. Uma pesquisa americana, realizada com 7.300 mulheres chinesas com idade em torno de 50 anos, revelou uma redução de risco de 50% de desenvolvimento de artrite reumatoide entre aquelas que amamentaram seus filhos. A pesquisa mostrou, também, que quanto maior o tempo da amamentação, menor é o risco de desenvolvimento da doença.

Segundo o professor de reumatologia da UFRJ e fisiatra e reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, Haim Maleh, a doença exige tratamento contínuo e um dos problemas encontrados é a demora para diagnosticá-la. “A artrite reumatóide é uma doença de longa evolução. Há tratamentos, que estão cada vez mais avançados, sendo possível devolver ao paciente a qualidade de vida perdida. O tratamento traz alívio da dor, bem estar e principalmente pode evitar e prevenir alterações articulares, quando iniciado precocemente”, afirma.

– Ao contrário do que muita gente pensa, a atrite reumatóide não é uma doença que acomete apenas pessoas da terceira idade. Mulheres na faixa dos 30 aos 50 anos são as principais vítimas da doença. Muitas pessoas acreditam que as doenças reumáticas são exclusivas na terceira idade, o que é um engano. A artrite reumatóide, por exemplo, afeta diretamente a qualidade de vida do paciente e logo que surge, aos primeiros sinais, como dor nas juntas, em especial das mãos e dos pés, deve-se procurar um médico reumatologista – finaliza o Dr. Haim, pontuando que o tratamento deverá sempre, além de medicamentos, contar com a reabilitação física, entre as quais eletroterapia, cinesioterapia, acupuntura e hidroterapia, realizada em piscinas apropriadas, como nas que são utilizadas no CREB.



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