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Tendinite tem cura, mas pode se transformar em um grande problema se não for devidamente tratada

Todas as pessoas, independente de sexo e idade, que utilizam o computador, celular e tablet o dia inteiro, teclando, enviando mensagens e navegando na internet, são sérios candidatos a dores resultantes de inflamação nos tendões das mãos. Por conta d...

Todas as pessoas, independente de sexo e idade, que utilizam o computador, celular e tablet o dia inteiro, teclando, enviando mensagens e navegando na internet, são sérios candidatos a dores resultantes de inflamação nos tendões das mãos. Por conta do uso excessivo da tecnologia – e os movimentos repetitivos provocados pelo uso de aparelhos eletrônicos – cada vez é maior o número de pacientes que procuram o consultório de um médico especialista, com tendinite.

“Nossos músculos têm a função de promover o movimento. Em suas extremidades, existe uma transição entre o tecido muscular e o tecido fibroso, que se adere à parte óssea. Tendão é o nome desse tecido altamente resistente e fibroso. Mas nós exercitamos os nossos tendões o dia inteiro, seja caminhando ou praticando atividade física. Um movimento abrupto ou excessivo pode provocar uma inflamação. Quando isso acontece, o ideal é interromper qualquer exercício e mesmo uma caminhada. Às vezes, a dor inicial não é tão intensa e a pessoa resolve continuar sua caminhada. Mas um especialista sempre deve ser consultado”, explica o Dr. Antônio D’Almeida, fisiatra do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, pontuando que o mesmo acontece com os tendões das mãos.

O Dr. Antônio alerta para o perigo da automedicação e da busca pela solução sem a consulta com um especialista. “A automedicação é um grande problema que temos em nosso país. A pessoa sente uma pequena dor, acha que aquilo é comum, que vai se resolver facilmente, e vai até uma farmácia e pede ao balconista algum anti-inflamatório. Mas o problema pode ser sério, se agravar, se tornar um quadro crônico e até se transformar em uma LER (Lesão de Esforço Repetitivo). É preciso procurar um especialista”, afirma ele.

O tratamento da tendinite é medicamentoso e pode se utilizar de protocolos que incluem a cinesioterapia, a acupuntura e outras formas de fisioterapia. “O remédio alivia a dor, mas não cura a inflamação. Uma das causas mais comuns de tendinite nas mãos é a digitação em computadores, celulares e tablets. Tem pessoas que fazem isso o dia inteiro. É preciso estar atento, estabelecer pausas regulares na tarefa de digitar e, ao menor sinal de dor, procurar um médico”, ressalta o Dr. Antônio.

Ele dá uma boa dica para tonar a digitação uma tarefa menos invasiva. “É muito importante, diria fundamental, que os cotovelos estejam sempre apoiados na cadeira, no nível da mesa, e que o teclado não esteja muito mais alto do que o seu cotovelo. Seguir essa dica é importante e pode evitar problemas. Alongar o tendão e fortalece-lo também é uma forma de prevenir a tendinite. O médico poderá orientar o paciente a respeito disso”, afirma, lembrando que tendinite tem cura, mas se não for levada a sério pode se transformar em um grande problema.


Mulheres que amamentam têm menor risco de desenvolver artrite reumatóide

A amamentação tem benefícios que vão além da saúde do bebê e da relação entre mãe e filhos. Uma pesquisa americana, realizada com 7.300 mulheres chinesas com idade em torno de 50 anos, revelou uma redução de risco de 50% de desenvolvimento de artrite reumatoide entre aquelas que amamentaram seus filhos. A pesquisa mostrou, também, que quanto maior o tempo da amamentação, menor é o risco de desenvolvimento da doença.

Segundo o professor de reumatologia da UFRJ e fisiatra e reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, Haim Maleh, a doença exige tratamento contínuo e um dos problemas encontrados é a demora para diagnosticá-la. “A artrite reumatóide é uma doença de longa evolução. Há tratamentos, que estão cada vez mais avançados, sendo possível devolver ao paciente a qualidade de vida perdida. O tratamento traz alívio da dor, bem estar e principalmente pode evitar e prevenir alterações articulares, quando iniciado precocemente”, afirma.

– Ao contrário do que muita gente pensa, a atrite reumatóide não é uma doença que acomete apenas pessoas da terceira idade. Mulheres na faixa dos 30 aos 50 anos são as principais vítimas da doença. Muitas pessoas acreditam que as doenças reumáticas são exclusivas na terceira idade, o que é um engano. A artrite reumatóide, por exemplo, afeta diretamente a qualidade de vida do paciente e logo que surge, aos primeiros sinais, como dor nas juntas, em especial das mãos e dos pés, deve-se procurar um médico reumatologista – finaliza o Dr. Haim, pontuando que o tratamento deverá sempre, além de medicamentos, contar com a reabilitação física, entre as quais eletroterapia, cinesioterapia, acupuntura e hidroterapia, realizada em piscinas apropriadas, como nas que são utilizadas no CREB.


Artrose não é uma doença exclusiva da terceira idade

A artrose – caracterizada pelo desgaste das cartilagens das articulações – não é uma doença exclusiva da terceira idade, como muita gente pensa. Cada vez é maior o número de pessoas, na faixa dos 30 anos, que sofrem com a artrose, também conhecida como osteoartrite. Segundo a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), 20% dos adultos brasileiros já são acometidos pela doença. E mais: acredita-se que o excesso de exercícios físicos será a causa de 45% dos casos de artrose no futuro, segundo dados do livro “Osteoartrite – Cenário Atual e Tendências no Brasil”.

Mais de 10 milhões de brasileiros sofrem com a artrose. “É o desgaste nas cartilagens das articulações que leva a pessoa a desenvolver a artrose. Obviamente que a faixa etária mais afetada é a terceira idade, devido ao envelhecimento natural do corpo, mas é cada vez maior o número de pessoas, na faixa dos 30 anos, com artrose em joelhos, quadris, tornozelos e coluna. Obesidade e exercício em excesso são duas das causas mais comuns”, explica o fisiatra e reumatologista Eduardo Sadigurschi, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

Segundo o médico, as articulações se desgastam com exercícios físicos em excesso, independentemente da idade. O excesso pode prejudicar até jovens: segundo o livro, já são 163 mil casos de pessoas com até 19 anos que desenvolveram artrose. “Alguns sintomas da artrose são facilmente percebidos, como a articulação dolorida, inchada, falta de firmeza e rangidos. Dificuldades e redução de movimento também são comuns. Não é apenas o exercício físico em excesso que ocasiona a artrose. Hereditariedade, alterações hormonais, inflamações e doenças metabólicas, como o diabetes, podem desenvolver a doença. Tabagismo e obesidade, reforçada com a falta de exercícios físicos, também agrava os sintomas da artrose..

– O paciente deve procurar um especialista imediatamente. Quanto mais cedo o tratamento começar, melhor para ele. As estatísticas dizem que apenas 42% dos pacientes que têm a doença estão devidamente diagnosticados. A artrose não tem cura, mas é possível aliviar a dor e recuperar a qualidade de vida perdia com medicação e protocolos que incluem fisioterapia, Pilates, acupuntura e hidroterapia – finaliza o dr. Eduardo.