Pilates pode ser ótimo para crianças e adolescentes
As crianças estão cada vez menos ativas quando o assunto é brincar. Videogames, tablets e computadores têm deixado a criançada quieta e sem o movimento tão necessário para seu desenvolvimento corporal. Além de níveis cada vez maiores de obesidade infantil, tal postura traz, também, problemas de coluna cada vez mais intensos. As crianças estão frequentando cada vez mais os consultórios dos especialistas, com dores nas costas.
“Dor na coluna é uma das a maiores reclamação da maioria das pessoas quando se trata de mudança de estilo de vida. As dores poderão aparecer de forma progressiva ou de uma só vez. Quando isso acontece, acontece, grande parte dos pacientes tomam a pior providência: a auto-medicação. Dor na coluna pode ser o grito de alerta de que alguma coisa não vai bem, é um sintoma de uma série de problemas e só um médico poderá diagnosticá-la”, afirma Haim Maleh, fisiatra, especialista em coluna, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo. Crianças também sofrem de dores e quanto mais cedo se ataca o problema, melhores resultados aparecem, garante o médico.
Pilates tem sido muito recomendado para crianças com problemas na coluna. “O Pilates fortalece a musculatura, assegurando um melhor suporte para coluna, maior flexibilidade e uma melhor postura. Traz resultados muito bons e é feito de acordo com a possibilidade de cada pessoa, respeitando seus limites. Temos visto cada vez mais crianças e adolescentes praticando Pilates, com ótimos resultados. E como é uma atividade física bem lúdica, as crianças gostam muito. E quando mais cedo tivemos consciência, melhor”, afirma o Dr. Haim.
“É importante ressaltar que as dores na coluna não desapareceram sozinhas. O que poderá acontecer é que haja um alívio das dores após uma determinada crise. Por isso é fundamental consultar um médico e evitar a auto-medicação. Se as dores não forem tratadas, tendem a voltar. O Pilates é uma ótima forma de prevenção e de melhora destes sintomas”, finaliza ele.
Musculação em excesso pode contribuir para o surgimento de artrose no joelho
Musculação em excesso, com muita carga de peso, pode trazer mais do que músculos definidos. Segundo estudos científicos, a prática exagerada de exercícios de musculação, conjugada ao uso de altas cargas de peso, pode contribuir para o surgimento de doenças precocemente, entre as quais a artrose no joelho, doença que, ao contrário do que se imagina, não aparece apenas na terceira idade.
“Também conhecida como osteoartrose, a artrose é uma doença degenerativa progressiva das articulações, que atinge principalmente as cartilagens dos joelhos, das mãos, dos quadris e da coluna. Mais de 70% das pessoas, acima de 70 anos, tem evidência radiográfica desta doença, mas nem todas desenvolvem os sintomas. A artrose pode não apresentar sintomas no início, sendo diagnosticada através de exame radiográfico. O principal sintoma é a dor, que começa apenas com a movimentação da articulação afetada, melhorando com descanso, mas que pode progredir para dores até mesmo durante o repouso. Pode ocorrer também diminuição dos movimentos, ruído na articulação (crepitações), inchaço na articulação, deformidades e falta de firmeza ao realizar movimentos. Não é, definitivamente, uma doença da terceira idade, embora apareça mais nessa faixa etária”, explica o Dr. Bernardo Stolnick, ortopedista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
Segundo o Dr. Bernardo, o excesso da prática da musculação pode, sim, contribuir para o surgimento da artrose. “A musculação pode trazer muitos benefícios para o corpo, desde que praticada sob orientação de profissionais. Muitas vezes, a pessoa que ganhar massa muscular e faz exercícios sem orientação e acaba criando um problema para si. O correto é procurar um médico para uma avaliação, antes do início da atividade. E procurar uma academia que conte com profissionais preparados para lhe orientar corretamente”, avisa.
O médico diz que os exercícios de musculação que são específicos para os membros inferiores, tendo como foco os joelhos, não podem ter uma carga de peso muito elevada. E as sessões de musculação precisam ser alternadas com o descanso da musculatura. “Não se deve fazer musculação diariamente. É preciso relaxar entre uma e outra sessão”, determina. O Dr. Bernardo lembra que não é apenas a idade que contribui para o aparecimento da artrose. A genética da pessoa, obesidade, diabetes e hipotireoidismo são algumas das causas da artrose. “Quando a cartilagem é afetada, não se regenera. Mas existem tratamentos para aliviar os sintomas e conter o avanço da doença”, garante o médico, citando o tratamento medicamentoso, fisioterapia, hidroterapia e acupuntura.
– Temos aqui no CREB um tratamento muito moderno e que traz resultados muito bons. Trata-se da viscossuplementação, que são injeções intra-articulares de ácido hialurônico, o mesmo componente que já existe no líquido sinovial de uma articulação saudável. Essas aplicações são feitas por médico especialista, em consultório, de três a cinco vezes, podendo se repetir após um período de seis meses a um ano. Cada vez mais, a viscossuplementação vem sendo aplicada em casos de artrose onde há muita dor e limitação do movimento. Inclusive, alguns planos já estão cobrindo a viscossuplementação – afirma o Dr. Bernardo, lembrando que o tratamento da artrose é individualizado.
Fasciíte plantar: há tratamento para viver bem, feliz e sem dor
Dor aos primeiros passos pela manhã e sensação de incômodo ou de queimação nos pés, que se repete ao pisar no chão depois de longo período de descanso, são sinais de fasciíte plantar. “A fasciíte plantar é um processo de inflamação na planta do pé, muito frequente em atletas e pessoas acima do peso, que iniciam prática de atividade física. É mais comum nas mulheres que em homens, especialmente após 40 anos. A fasciíte pode ser também um sintoma de outras doenças, como o diabetes e a artrite reumatóide, sendo portanto importante que seu reumatologista, ortopedista ou fisiatra determinem a causa para um adequado tratamento”, explica o médico fisiatra Antônio D’Almeida, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
Segundo o médico, o diagnóstico pode ser feito a partir de exame raio-x, ultrassonografia e, em alguns casos, ressonância magnética, além, claro, do exame do médico. A baropodometria dinâmica computadorizada é um exame complementar que também pode ser solicitado pelo médico, já que trata-se de um exame de alta precisão, disponível no CREB, que indica as alterações posturais do pé. O tratamento pode ser feito com o uso de palmilha ortopédica, medicamentos e medidas de reabilitação, entre as quais fisioterapia, acupuntura e cinesioterapia, buscando equilíbrio corporal através do alongamento da musculatura das costas, coxas, pernas e pés. “Também podemos contar com um novo tratamento, chamado TOC – Terapia de Ondas de Choque, que produz ondas físicas de alta intensidade, não invasivo, praticamente indolor, que leva a desinflamação do local com sucesso em 75% a 80% dos casos”, complementa o Dr. Antônio D’Almeida.
– Para evitar a fasciíte plantar, é importante fazer alongamentos da musculatura posterior e utilizar calçados específicos e apropriados ao seu pé, que o exame da baropodometria dinâmica computadorizada ajuda a determinar. O importante é que há tratamento para a fasciíte plantar e o paciente pode viver bem, feliz e sem dor – finaliza ele.
Atendimento médico especializado no Rio de Janeiro:
- BARRA DA TIJUCA: Av. das Américas, 700 - Bloco 8 - Loja 320 - Città Américas
- BOTAFOGO: Rua Voluntários da Pátria, 408
- COPACABANA: Rua Barata Ribeiro, 774 - ao lado do metrô
- MÉIER: Rua Dias da Cruz, 13 - ao lado da estação Méier
Atendimento médico Ortopedia e Fisioterapia em São Paulo:
- SANTO AMARO: Av. Santo Amaro, 5702
- INTERLAGOS: Av. Interlagos, 1989
- TATUAPÉ: Rua Apucarana, 1619