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Gelo ou água quente para aliviar a dor?

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Gelo ou água quente para aliviar a dor?

Um pequeno tombo, um pouco de dor e uma leve vermelhidão. Uma partida de futebol, uma entrada um pouco mais forte do adversário, um pequeno hematoma na canela. O que fazer quando chegar em casa, após situações tão corriqueiras como estas? Colocar sobre o local dolorido uma bolsa de água quente ou uma bolsa de gelo?

A atitude mais correta sempre será marcar uma visita a um médico especialista. A automedicação é um erro tão comum quanto perigoso. Só um médico está habilitado para dar o diagnóstico do problema e propor o melhor tratamento para curá-lo.

  • A bolsa com gelo é recomendada para dores provenientes de um trauma agudo, como um encontrão ou uma pancada durante uma partida de futebol, por exemplo. São acidentes que acontecem em esportes com muito contato físico, como o futebol, o basquete e o handball. O gelo ajuda a evitar que o processo inflamatório cresça. Além disso, diminui a circulação local, evitando o inchaço. É como uma anestesia. Mas é absolutamente importante procurar um médico nesta situações, porque o problema pode ser mais sério do que parece – explica o fisiatra e reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, Antônio D’Almeida Neto.

O médico do CREB diz, inclusive, que a escolha errada pode agravar o problema:

  • A bolsa de água quente, por sua vez, dilata os vasos sanguíneos, facilitando a circulação e ajudando a amenizar a dor. Devemos utilizar a bolsa de água quente para aliviar a dor de problemas crônicos, como, por exemplo, lombalgias. Nunca é demais lembrar que esse procedimento não age sobre o problema propriamente dito, apenas sobre a dor. A aplicação, de bolsa de gelo ou de água quente não deve passar de 20 minutos, sendo repetida ao longo do dia. Tal procedimento deve ser feito para aliviar a dor, mas a atitude correta é procurar um especialista, para que seja feito um correto diagnóstico e se inicie o tratamento adequado. Uma pequena dor pode ser sinal de uma lesão que, não tratada, pode se transformar em um problema maior – finaliza ele.

Bursite trocantérica: TOC pode ser uma excelente opção

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Dor lateral no quadril e na coxa, com dificuldade para caminhar, pode sugerir uma bursite trocantérica.

Trata-se da inflamação de uma ou mais bursas trocantéricas é conhecida como bursite trocantérica e é uma das mais comuns causas de dor no quadril, como explica o ortopedista Bruno Vargas, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia.

  • A bursa trocantérica é um tecido sinovial localizado superficialmente ao trocanter maior, a parte do fêmur proximal que é saliente lateralmente no quadril. Segundo ele, temos quatro bursas em cada quadril e elas funcionam como se fossem um saco vazio sobre as proeminências ósseas, o que facilita o deslizamento de tendões e fáscias sobre o osso. A pressão direta sobre a bursa aumenta a dor, o que torna difícil para o paciente deitar sobre o lado afetado. A bursite trocantérica pode prejudicar o sono, trazer dificuldades no caminhar e, assim, reduzir a qualidade de vida do paciente – diz ele.

Segundo o médico do CREB, a doença pode ser causada por movimentos exagerados dos tendões efáscias sobre o trocânter maior. Há opções de tratamento que devem ser avaliadas caso a caso, com excelentes resultados. Podemos utilizar fisioterapia, hidroterapia e RPG e medicamentos. Também podemos indicar a Terapia por Ondas de Choque (TOC), um método praticamente indolor e não invasivo, através de ondas acústicas, que vem sendo utilizado com sucesso em substituição e evitando a cirurgia com cerca de 85% de sucesso.

  • O tratamento da TOC é feito em consultório médico, por médico capacitado, geralmente em três sessões, de 20 a 30 minutos cada – destaca o Dr. Bruno.

Reumatologista do CREB fala sobre Cefaleia tensional

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cefaleia tensional

Você sabe o que é Cefaleia Tensional? É a forma mais comum da cefaleia, geralmente associada um evento estressante. Esse tipo de dor de cabeça é de intensidade moderada, autolimitada e normalmente responsiva a medicamentos. A contratura muscular pode ser uma das causas, mas nenhuma pesquisa garante que a contração muscular é a etiologia única dessa dor.

  • Metade dos adultos já sentiram ao menos uma crise de dor de cabeça tensional uma vez ao mês. E um em 30 adultos já sofreram de crise de cefaleia tensional crônica. Fatores musculares podem estar associados ao desenvolvimento de uma crise da doença. Os principais gatilhos podem ser estresse, ansiedade e má postura – afirma o reumatologista Sérgio Rosenfeld, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

O médico do CREB explica que a maioria dos casos é intermitente, mas pode se tornar crônico. Segundo ele, é preciso que o paciente realize mudanças em seu estilo de vida para prevenir as crises da cefaleia, como optar por uma alimentação saudável, praticar exercício físico regular, ter noites de sono reparador, evitar o sobrepeso e corrigir os vícios de postura.

  • Um especialista deve ser consultado. Podemos optar pela acupuntura, que é excelente contra a dor, fisioterapia e protocolos que incluem RPG, pilates terapêutico e hidroterapia. As pessoas não sabem que a má postura pode ser um gatilho para a cefaleia. Cuidando da coluna, podemos evitar crises – garante o Dr. Rosenfeld.


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