Surfista de fim-de-semana deve ter cuidados com a prática do esporte
Qualquer atividade física deve ser precedida por um aquecimento, por mais branda que seja. Na maior parte das vezes, o chamado “atleta de fim-de-semana” encara a atividade apenas como lazer, e não toma as devidas precauções, o que pode transformar o...
Qualquer atividade física deve ser precedida por um aquecimento, por mais branda que seja. Na maior parte das vezes, o chamado “atleta de fim-de-semana” encara a atividade apenas como lazer, e não toma as devidas precauções, o que pode transformar o prazer em dor e problemas de saúde.
Um exemplo disso é a prática de surfe. Segundo o ortopedista especialista em medicina do esporte, João Marcelo Amorim, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, e médico do Flamengo, não é incomum receber, em seu consultório, surfistas com dores na coluna, inflamações e queixas de dor em alguma articulação.
É preciso estar bem condicionado e se aquecer antes de entrar no mar
– O surfe pode até ser tido como um esporte tranquilo, realizado dentro da água. Mas, na verdade, não é nada simples. Muitas vezes, o surfista pega onda apenas nos finais de semana, e não se condiciona. Ele tem, no entanto, que ter um bom preparo físico para surfar. É preciso remar contra a maré, enfrentar correnteza do mar, ondas grandes, impacto, equilíbrio sobre a prancha, não é simples não. E o resultado da falta de aquecimento e bom condicionamento pode ser a dor, um problema de coluna, problema em alguma articulação – afirma o médico.
Segundo ele, o surfe tem conquistado cada vez mais adeptos, por ser um esporte de fácil acesso e da moda. Muitas pessoas se dedicam à ele apenas nos finais de semana. Simplesmente entram no mar, e começam a surfar.
– A coluna vertebral fica exposta às quedas constantes. As vezes, essas quedas são fortes o suficiente para machucarem o praticante da atividade. É preciso estar bem condicionado e se aquecer antes de entrar no mar. E ao menor sinal de dor, um especialista deve ser consultado imediatamente – finaliza o Dr. João Marcelo.
Acupuntura, uma excelente opção no combate a dor
Um estudo científico realizado pelo Centro Clínico da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, comprovou o quanto positiva é a acupuntura no combate a dor
E no combate o enrijecimento articulares de pacientes que sofrem de câncer de mama e são tratadas com terapia hormonal. Já uma pesquisa realizada no Northwestern Memorial Hospital e do Robert H. Lurie Comprehensive Cancer Center of Northwestern University, em Chicago, revelou que a acupuntura traz uma melhor qualidade de vida e pode diminuir as dores neuropáticas dos pacientes de câncer. Já o Hospital de Base de Brasília realizou um estudo comprovando que o tratamento é um importante aliado na recuperação de pacientes submetidas à cirurgia para retirada da mama.
A acupuntura restaura o funcionamento neural do organismo
A verdade é que a acupuntura vem sendo cada vez mais utilizada no ocidente, para os mais diversos tipos de tratamentos e alívio da dor. Usada pela tradicional medicina chinesa há pelo menos três mil anos, a acupuntura utiliza de agulhas com a espessura de um fio de cabelo, aplicadas sobre pontos pré-determinados.
“A acupuntura se baseia na restauração do funcionamento neural do organismo. Ela promove uma neuromodulação de tudo que envolve o sistema nervoso central e periférico da pessoa. Além de provocar o alívio da dor, a acupuntura atua sobre a hipertensão arterial, transtornos do sono, síndromes de equilíbrio, asma, alergias, refluxos gástricos, disfunção erétil, incontinência urinárias e muitas outras patologias”, explica Haim Maleh, reumatologista e fisiatra do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia e professor de reumatologia da UFF – Universidade Federal Fluminense.
O Dr. Haim pontua que a técnica da acupuntura é complexa, e só deve ser feita por profissional habilitado. “É preciso estabelecer um diagnóstico minucioso, que deve ser feito por um médico habilitado. Na China, a acupuntura só pode ser exercida por uma pessoa graduada em medicina tradicional chinesa ou medicina ocidental”, afirma ele. A acupuntura é reconhecida como especialidade médica no Brasil desde os anos 80, e sua prática não está limitada a médicos. O CREB oferece a especialidade em diversos protocolos.
Gota não é uma doença da terceira idade
Ao contrário do que se imagina, a gora não é uma doença exclusiva da terceira idade. A artrite gotosa acomete jovens também e trata-se de uma doença metabólica, e não exclusivamente articular. A principal característica das pessoas que têm gota é o a...
Ao contrário do que se imagina, a gora não é uma doença exclusiva da terceira idade. A artrite gotosa acomete jovens também e trata-se de uma doença metabólica, e não exclusivamente articular. A principal característica das pessoas que têm gota é o alto índice de ácido úrico.
“A gota apresenta cristais de ácido úrico intra-articular, que causam inflamação, uma dor lancinante e vermelhidão no local. Geralmente, no início, atinge o dedão do pé (podagra) ou mesmo outras articulações do pé, joelho e tornozelo. É uma dor realmente muito forte”, afirma Sergio Rosenfeld, reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
Segundo ele, o alto índice de ácido úrico é uma das principais características das pessoas com gota, mas isso não é determinante: a pessoa pode ter um índice alto de ácido úrico e não ter o problema, e vice-versa. “A questão é depósito do ácido úrico nas articulações, que geralmente se dá por alteração do PH local. É fundamental que a pessoa se trate e procure um reumatologista regularmente. E é preciso ficar muito atento, porque a gota pode atingir órgãos como o rim, e estar acompanhada de outros problemas, como diabetes e hipertensão arterial, daí a importância de se ter um diagnóstico precoce e tratar. Quem já teve sabe o tamanho da dor que a doença traz”. Segundo o Dr Sergio, além do uso de medicamentos, o paciente deve fazer uma dieta especial para baixar seu nível de ácido úrico.
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