Alzheimer: CREB conta com setor especializado para reabilitação
A doença de Alzheimer caracteriza-se pela atrofia do córtex cerebral. O processo geralmente é difuso, mas pode ser mais grave nos lobos frontal, parietal e temporal. O grau de atrofia varia. “O envelhecimento normal do cérebro é acompanhado de atrofi...
A doença de Alzheimer caracteriza-se pela atrofia do córtex cerebral. O processo geralmente é difuso, mas pode ser mais grave nos lobos frontal, parietal e temporal. O grau de atrofia varia. “O envelhecimento normal do cérebro é acompanhado de atrofia. Há uma superposição no grau de atrofia do cérebro de pacientes idosos com Alzheimer e pessoas afetadas pela doença. Ao exame microscópico, há perda tanto de neurônio como de neurópilo no córtex e, ocasionalmente, se observa uma desmielinização secundária na substância branca subcortical. Com o uso da morfometria quantitativa, a maior perda é a de grandes neurônios corticais. Os achados mais característicos são placas senis e emaranhadas neurofibrilares argentofílicos”, relata Liliane Regina Meurer Colla, fisioterapeuta do setor de reabilitação neurológica do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
Irritabilidade, hostilidade e agitação podem ocorrer como resposta à perda de controle e de memória
Segundo ela, a demência senil do tipo Alzheimer pode ainda ser subdividida de acordo com o estágio clínico, mas existe grande variabilidade e a evolução dos estágios frequentemente não é tão ordenada como se poderia deduzir. “No estágio Inicial há perda da memória recente, incapacidade de aprender e reter informações novas, problemas de linguagem, labilidade de humor e, possivelmente, alterações de personalidade. Os pacientes podem apresentar dificuldade progressiva para desempenhar as atividades de vida diária. Irritabilidade, hostilidade e agitação podem ocorrer como resposta à perda de controle e de memória. O estágio inicial, no entanto, pode não comprometer a sociabilidade”, diz.
No estágio intermediário, explica a fisioterapeuta, o paciente é completamente incapaz de aprender e lembrar de informações novas. “Os pacientes se perdem constantemente, a ponto de não conseguirem encontrar o seu próprio quarto ou banheiro. Embora continuem a deambular, estão em risco significativo de quedas ou acidentes secundários à confusão. O paciente pode precisar de assistência nas AVDs (atividades da vida diária). A desorganização comportamental ocorre na forma de perambulação, agitação, hostilidade, falta de cooperação ou agressividade física. Neste estágio, o paciente já perdeu todo o senso de tempo e lugar”, complementa.
O estágio final da doença é coma e morte
No estágio grave ou terminal, o paciente é incapaz de andar, totalmente incontinente e incapaz de desempenhar qualquer AVD. “Podem ser incapazes de deglutir e podem necessitar de alimentação por sonda nasogastrica. Estão em risco de pneumonia, desnutrição e necrose da pele por pressão. A duração da doença é de 8 a 10 anos, mas a evolução varia de 1 a 25 anos. Por motivos desconhecidos, alguns pacientes com Alzheimer evidenciam um declínio gradual e lento da função, enquanto outros têm platôs prolongados sem deterioração importante. O estágio final da doença de Alzheimer é coma e morte”, afirma a fisioterapeuta do CREB.
O CREB conta com um setor equipado com diversos aparelhos e profissionais especializados para o tratamento do Alzheimer. “As condutas fisioterápicas incluem retardar a progressão e efeitos dos sintomas da doença, evitar ou diminuir complicações e deformidades, manter as capacidades funcionais do paciente, manter ou devolver a atividade funcional das articulações, evitar contraturas e encurtamentos musculares, evitar a atrofia por desuso e fraqueza muscular. Além disso é desenvolvido também um trabalho de posturas corretas, treino do padrão da marcha e equilíbrio”, relata o Coordenador da Fisioterapia do CREB, Handerson Meurer.
CREB oferece assistência psicológica gratuitamente
O CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – passou a oferecer aos seus pacientes o serviço regular de psicologia. Todos pacientes que precisam de apoio podem contar com o serviço, à cargo da psicóloga Daniela Maleh. Um consultório foi todo...
O CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – passou a oferecer aos seus pacientes o serviço regular de psicologia. Todos pacientes que precisam de apoio podem contar com o serviço, à cargo da psicóloga Daniela Maleh. Um consultório foi todo reformado especialmente para o serviço, oferecendo conforto e comodidade para os pacientes. Há uma série de horários disponíveis, e todas as informações podem ser obtidas na recepção da clínica ou pelo telefone 3182-8282.
Qualquer paciente da clínica poderá optar por este serviço
A partir de hoje, dia 19 de fevereiro, o CREB vai além e passa a oferecer aos seus pacientes, gratuitamente, o serviço de assistência psicológica. Esse serviço específico acontecerá todas as segundas e quartas-feiras, das 9hs às 13hs, sem custo adicional algum ao paciente. Qualquer paciente da clínica poderá optar por este serviço, restrito a estes dois horários. Basta se inscrever na recepção da clínica e comparecer no horário marcado.
– Nosso objetivo é trazer bem-estar e qualidade de vida para nossos pacientes. Afinal, todos podemos viver bem, felizes e sem dor. A dor muitas vezes é incapacitante e altera a nossa qualidade de vida. Esse paciente precisa ser escutado e tratado, sendo nossa função ajudar a melhorar e ficar sem dor. Vamos acompanhá-lo, escutá-lo – explica a psicóloga do CREB.
Uma coluna saudável começa na infância
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 85% da população mundial sofre, sofreu ou sofrerá de dor na coluna
E isso inclui as crianças, que não estão, ao contrário do que se imagina, imunes a esse problema tão comum e sério. Vícios de postura, sedentarismo e obesidade e mochilas escolares com peso excessivo explicam, em grande parte, os problemas de coluna de crianças e adolescentes.
Vícios de postura, sedentarismo e obesidade e mochilas escolares com peso excessivo
Mas é justamente de criança que podemos fugir dessa estatística tão absoluta da OMS. Pelo menos foi o que apontou uma pesquisa realizada na Bélgica, onde especialistas acompanharam 190 crianças, de nove a 11 anos, por dois anos consecutivos.
Esse grupo participou de um programa de conscientização e correção de postura e foi comparado a um outro grupo, de 170 crianças da mesma faixa etária, que não participou de tais atividades. As crianças que participaram do programa apresentaram menos queixas de dor nas costas e desenvolveram uma postura correta, inclusive ao sentar, em sala de aula.
– Não há dúvidas de que a prevenção sempre é o melhor caminho. Não seria diferente no combate a problemas de coluna. Quanto mais cedo nos preocuparmos com essa questão, mais chances se tem de não sofrer de dores na coluna. Devemos orientar nossas crianças sobre a correta postura, e isso fará toda a diferença quando elas crescerem. É fundamental que os pais levem seus filhos para uma consulta de avaliação e orientação. Quanto mais cedo começarem as medidas de prevenção, menos doenças teremos no futuro – garante o ortopedista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia – Márcio Taubman.
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