Kinesio Tape, mais uma aliada contra a dor
Utilizada com sucesso desde o início dos anos 70, em países asiáticos, principalmente, a Kinesio Tape tem se popularizado cada vez mais no ocidente e já está presente nas melhores e maiores clínicas de fisioterapia do país. No Rio de Janeiro, um dos...
Utilizada com sucesso desde o início dos anos 70, em países asiáticos, principalmente, a Kinesio Tape tem se popularizado cada vez mais no ocidente e já está presente nas melhores e maiores clínicas de fisioterapia do país. No Rio de Janeiro, um dos pioneiros na utilização do tratamento é o CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
Ela tem ação analgésica, de acordo com a aplicação e causa do problema
A Kinesio Tape é um composto de fitas adesivas coloridas, que têm como função principal promover o posicionamento funcional das articulações ou de tecidos. Ela tem ação analgésica, de acordo com a aplicação e causa do problema. “A Kinesio Tape foi criada por um médico japonês chamado Dr. Kenzo Kase, para tratamento de várias doenças ortopédicas, reumatológicas e sintomas dolorosos. Também é, hoje, muito utilizada na Europa e nos Estados Unidos. Esse recurso permite uma integração entre o ambiente e o corpo humano, por meio da estimulação tegumentar (pele). Além de proporcionar ao indivíduo uma reabilitação sem limitá-lo, possibilita que outras técnicas sejam utilizadas sem prejuízo para o paciente”, explica a fisioterapeuta Tatiana Matos, do CREB.
A Kinesio Tape é fabricada com um material hipoalergênico, afastando as chances de uma alergia. A fita é autoadesiva e é aplicada pelo fisioterapeuta diretamente na pele, após indicação do médico. Geralmente, é utilizada entre três e cinco dias consecutivos. “Não há restrições após o procedimento. O paciente pode trabalhar, dormir normalmente, se banhar, sem o risco de perder a aderência da fita”, pontua Tatiana, lembrando que a bandagem não possui medicação alguma, é ativada por calor e deve ser prescrita pelo médico.
Exame em múmia de 2.200 anos identifica osteoporose
A osteoporose é classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um dos maiores problemas de saúde pública do mundo e a principal doença óssea metabólica na atualidade, e muitas vezes é associada a outras doenças do mundo moderno, como as do...
A osteoporose é classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um dos maiores problemas de saúde pública do mundo e a principal doença óssea metabólica na atualidade, e muitas vezes é associada a outras doenças do mundo moderno, como as doenças autoimunes. Mas essa ideia contemporânea acaba de ser descartada: o Museu Nacional de Israel apresentou uma múmia egípcia de um homem, com 2.200 anos, que tinha osteoporose.
Segundo a agência internacional de notícias Associated Press, a doença foi descoberta a partir de uma tomografia axial computorizada (TAC), revelando que provavelmente trata-se de um homem de 30 a 40 anos, que levava uma vida sedentária, evitando trabalhos manuais ao sol e com uma alimentação rica em hidratos de carbono. As inscrições encontradas no sarcófago da múmia presume se tratar de um sacerdote.
“Trata-se de uma doença sem cura, mas podemos nos prevenir”
“A osteoporose é uma doença esquelética sistêmica caracterizada pela diminuição da massa óssea e consequente deteriorização do tecido ósseo, muito suscetível à fraturas”, explica Bernardo Stolnicki, ortopedista e coordenador do Prevrefrat, programa de combate à refratura do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo. Ele diz que essa notícia comprova que a osteoporose é uma doença que vem dos tempos antigos da humanidade. “Trata-se de uma doença sem cura, mas podemos nos prevenir, com uma dieta rica em cálcio, prática regular de atividade física, banho de sol frequente, evitando o sobrepeso e o tabaco. Temos tratamentos e exames modernos, mas a osteoporose acompanha a humanidade há muito tempo”, diz ele.
Equilíbrio e controle postural, um desafio na terceira idade
As manifestações dos distúrbios do equilíbrio corporal têm grande impacto para os idosos, podendo levá-los à redução de sua autonomia social, uma vez que acabam diminuindo suas atividades de vida diária, trazendo sofrimento, instabilidade corporal, m...
As manifestações dos distúrbios do equilíbrio corporal têm grande impacto para os idosos, podendo levá-los à redução de sua autonomia social, uma vez que acabam diminuindo suas atividades de vida diária, trazendo sofrimento, instabilidade corporal, medo de cair e custos com o tratamento. Estima-se que a prevalência de queixas de equilíbrio na população acima de 65 anos chega a 85%, estando associada a várias etiologias, e podendo se manifestar como desequilíbrio, desvio de marcha, instabilidade, náuseas, tonturas, vertigens e quedas frequentes. Atualmente, as fraturas decorrentes de quedas são responsáveis por aproximadamente 70% das mortes acidentais em pessoas acima de 75 anos.
As fraturas decorrentes de quedas são responsáveis por 70% das mortes acidentais em pessoas acima de 75 anos.
“O controle postural é conceituado com a habilidade de manter o equilíbrio oscilando ou recuperando o centro de massa corporal sobre a base de sustentação e com a habilidade de controlar a posição do corpo no espaço. Os termos “equilíbrio, balanço e controle postural” são muito usados como sinônimos para conceituar o mecanismo pelo qual o corpo humano protegesse de quedas. Dessa forma, uma definição de equilíbrio é sugerida como sendo a habilidade de manter o centro de massa do corpo na base de sustentação, deslocando o peso do corpo, rapidamente e precisamente, em diferentes direções a partir do seu centro, locomover-se com segurança e velocidade e de maneira coordenada, ajustando a perturbações externas”, explica o fisioterapeuta Lucas França, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
O fisioterapeuta afirma que o controle do equilíbrio requer a manutenção do centro de gravidade sobre a base de sustentação durante situações estáticas e dinâmicas. “Este processo ocorre de forma eficaz pela ação, principalmente dos sistemas visual, vestibular e somato-sensorial. Com o envelhecimento, esses sistemas são afetados e várias etapas do controle postural podem ser suprimidas, diminuindo a capacidade compensatória do sistema, levando a um aumento da instabilidade”, completa. Segundo ele, a Reeducação Postural Global (RPG, o pilates terapêutico e a hidroterapia são excelentes opções para a terceira idade, trazendo resultados notáveis muito rapidamente.
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